sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Quando foi a ultima vez que desenhaste com vontade?

Muitas vezes forçaste um desenho. Viste-te obrigado a desenhar algo por algum motivo, por trabalho, entreajuda, pelos teus filhos, ou simplesmente porque te querias entreter.

Pois bem. Há muito tempo que não desenhava com vontade. Andava cansado, psicologicamente, abatido e sem motivação para nada.

Mas Hoje não. peguei numa folha de rascunho, literalmente, e soltei o lapis, ainda muito enferrujado, un cinza carregado ou um cinza pálido. Pequenos traços soltos e com vontade, a liberdade na ponta de um lápis.

Rabiscos bem arcaicos, alheios ao que os outros pensam. Quero lá saber... eu queria lá estar. Mas não posso. E assim alheio-me numa folha demasiado branca. Com falta de cor e contraste. Longos traços escuros fogem na linhagem geral, mas ninguem leva a mal, porque ninguem os vai ver, ninguem quer saber.

E saiu isto.

Eu queria lá estar, encontrar assim um lugar calmo, mas não tão vazio. Sentio-o cá dentro. Um banco de jardim abandonado, uma flor solitária. Porque estará assim tão acabado, o momento, cá dentro. A ausencia de gente, questões de quem não sente, companhia. Seria ... apenas mais um desabafo, mais uma ausencia, mais um solidão. Só que não a guardei para mim. Libertei-a na margem de um rio, na esperança que as águas corridias as levem para longe... para longe do meu pensamento....

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Mensagem de Ano Novo

Sei que muitos vão passar este pequeno texto à frente e saltar para o fim na esperança de ler apenas o mensagem de Ano Novo. Tudo bem. É minha intensão deixar algumas palavras... maiores ou mais pequenas, apenas palavras…

"Que quero dizer!
Um dia que nasce, um primeiro passo, um longo caminho, a repartir calma e carinho.
Que nesse ano possas sonhar… e acreditar!
Assim começas mais um Ano Novo.


Um optimista fica acordado até meia-noite para ver a entrada do ano novo. Um pessimista fica acordado para ter a certeza de que o ano velho se foi.


De te desejo!


Que tenha força de transformar velhos inimigos em novos amigos.
Que tenhas tempo para sentir toda a beleza da vida, que saibas senti-la em cada coisa simples, como … contagiar a todos com uma alegria verdadeira. E que isso não seja um acto de um momento!


Que neste ano possas sorrir, e dizer coisas da vida, que não sejam apenas músicas e letras, mas que sejam canções e sentimentos.


E expressar “Muito Obrigado!”, a todos os que te deram oportunidades de seres melhor.


O que esperas deste novo ano!


365 dias de felicidade;
 52 semanas de saúde e prosperidade;
12 meses de amor e carinho;
8760 horas de paz e harmonia;
Que neste novo ano tenhas
2012 motivos para sorrir…


Que ao final do próximo ano possas dizer, que valeu a pena … que foi bom.
Usa o tempo, não deixe ele te use…


Recorda o mais importante!
Os amigos que fizeste.
As pessoas com quem conviveste.
Os momentos que passaste…


Que o novo ano traga conquistas profissionais e pessoais…
Mas sobretudo das pessoas, respeito, amor e felicidade…


Não te esqueças … nunca … de fazer o bem.
E lembra-te sempre que, o que se leva desta vida…


É a vida que se leva….

Um desafio, uma oportunidade e um pensamento:
“Que nesse ano sejamos, Todos, Muito Felizes!” "

Diogo Francisco

sábado, 26 de novembro de 2011

Escritos que desaparecem

Liberto a caneta e o papel do seu escravo destino. Rasgo os meus gatafunhos mais arcaicos… e os mais …atuais…
Tal como libertei, um dia… gritos mudos, escudos do sentimento que explodia.
Vou desvanecer nos meus escritos… nas minhas juras, nos meus gritos.

Meus cadernos que outrora ficariam eternos, já não existem!
Pequenos grandes desafogos resistem… na tradição de esboços verbais, exíguos versos banais.

Metáforas e mitologias, preferências e categorias… de textos que escrevi.
Lamento terminar assim… mas tudo tem um fim…

Um dia alguém me chamou, de poeta… Aquela sensação inqueta, não se fez rogada.
De forma insperada, mesmo cansada no fim do dia … sentia … orgulho e reconhecimento. Mas foi o momento.

Apenas isso. O ter sido… o compromisso, o pedido, rejeitado… ignorado...

Um dia quis ser poeta! Quis ser maior que a lua…
Comecei de forma descreta e num verso desenhei a rua…

Descrevi mundos e universos… movimentos e amores dispersos.
Mas poderá o poeta ousar… querer com palavras desenhar, ou até acreditar… nas vidas que acaba de contar!

Para fazer uma obra de arte não basta ter talento, não basta ter força, é preciso também viver um grande amor….

É certo que o longe está mais perto do nunca.
Eu gostava de ir longe… ir mais além… mas falta alguem.
Alguem que não merece.
Alguem que não se esquece.
Alguem… que pense que a vida só é vida, quando é vivida por duas vidas, numa só…

Mas hoje… essa tua boca com quem tanto sonhei, hoje negou-me um sorriso…

Bardo! Acaba com a desilusão…
Acaba com meus assentos, poemas e pensamentos.

Deixa fluir o tempo, o segundo… a multidão.
Dirão que não estou… Dirão que desapareci…
Nunca te lembres de mim… porque o dia que te lembrares é porque um dia me esqueceste.



“Todos nós precisamos de alguém que precise de nós...” - Joice Lemos.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

As noites em que não durmo!

Dormi um bocado… cansado por fim…

Perdi-a… Uma ternura imensa…
Descontentes? Talvez. Paramos ao largo na baía! Oh… como queria que fosse um devaneio!

Cabelos ao vento oscilam como as ondas num dia de praia absoluto, na manhã fresca e luzidia. Fios de ouro enrolam-se entre os dedos esguios, resvaladios de suavidade, Ah que vontade…

Apartar me mim o desejo … resplandecem os espelhos semiabertos da alma, do olhar…
Sorriso maroto, face rosada, envergonhada… quente … suave …

Teus dedos deslizam com os meus, enlaçados num só, para o que der… e vier.

Intentei querer o que não podia …estar ao teu lado. Feliz? Não sei. Só não me deixes dormir …

Sonha comigo, sonha por mim…

Ao acordar sei que vais contar … contar comigo… contar por mim… contar os sonhos que desfrutámos na noite que foi nossa… seja em verso ou em prosa …

Quero experimentar tua mão novamente … tua pele … suave e macia. Todos os dias… qualquer dia.

Perdi-me em recantos estranhos… tamanhos pensamentos recônditos… sucumbi ao desânimo decimal…

Os nossos instantes juntos … tuas mãos entre as minha, fortemente contra as minhas… a maré, que sempre volta. Podem até surgir obstáculos, invejas, intrigas… mas…

Sem regressares, acordas-me…


Emudecidos, por um século. E teus olhos disseram que não parti… eu sou do vento… tu é das ondas incandescente destas águas… és o tempo.

As pessoas não acreditam… porque do sono se fez prosa… o mais bela rosa que guardo para ti…

Para que em cada amanhecer eu me levante…
Não me deixes dormir sem nada dizer. Num simples olhar, um simples … um já sabe o que o outro quer… gestos que vêm e vão, mãos trançadas, enquanto caminhamos…

Deixa-te ficar … lado a lado, frente a frente, olhos nos olhos… sorri e deixa-me sorrir contigo, quero ser mais que um amigo…

Estalamos nas ruas … e em silêncio nos contemplamos … deixa-me sonhar…
É a única coisa que falta para a minha vida ser perfeita!

Duas pessoas … uma só…
Partilhar aventuras e desventuras … segredos e curiosidades.
Curta a noite que seja longa. Ver-te adormecer … encontrar-te … pestana a pestana. Sorri baixinho, esse carinho envergonhado. Quero-te.

Não durmo…

Sinto que as pessoas me olham … de lado…
Se hoje sou esta pessoa que venceu na vida… ou que se perde… lentamente…
Devo tudo a ti…

Guardo as palavras que me dedicaste, a carta que me deixas-te… o adeus que nunca disseste. És a motivação que tenho. Encaraste a vida de frente…

Solta-se a brisa entre janelas … nos últimos raios do dia.
Recolhem-se comoções, partilhados num último adeus … olhos nos olhos, acanhado coração saltitante, findo sorriso marcante. Esperar que a distância seja curta … que devolvas o sorriso que me roubaste… o meu coração …

Pois o melhor de TUDO, eu não tenho … e és tu…

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Seduz-me

Seduz-me uma e outra vez…

Voz apaixonante do ser…o querer…
Faz crescer o sonho e a paixão. Aquela sensação…

Aquele teu olhar que faz envergonhar o tudo e o nada.
Loucamente quero tocar-te, alcançar-te o desejo… porque invejo o teu sorriso, malandro e maroto… outro… diferente de outro qualquer

Timidamente, quero conhecer-te.
Quero conhecer o teu jeito de falar… verbalizar o teu jeito de querer,
Apaixonar o nunca e odiar o sempre…

Como um estranho e vulgar anónimo… tão próximo e tão longe… de te conhecer… de te seduzir… de me seduzires…

Tenho momentos, angustias e omissões,
Espelhados em canções...
Antigas, que pernoitam na rádio que costumavas ouvir…

E,
Mesmo que digas que não é novo,
Envolvo o mistério com ideias e sensações … estranhas e deliciosas seduções…

Embora sintas e mintas … digas que não vês… que nunca me viste… que nunca sentiste…
Então … antes que negues a verdade… a mais pura realidade …

Deixa-te seduzir…
Seduz-me …

Estou aqui … e quero conhecer-te…

domingo, 13 de novembro de 2011

Ó Mondego...

Libertei o olhar pensativo… dissipado nas margens… entre o rio… Na madrugada quase chegada… suave e fresca…
Águas prateadas iluminadas pela multidão, na vastidão do noite… deixei-a ir na penumbra… aquela sensação de… deja vu… o reflexo da cidade espelhado na neblina…

Quem sou eu senão um grande sonho… Quem és TU?

Soltei o olhar dos pensamentos na água … cristalina, sublime… que se devasta à frequência das robustas claridades… dos projectos e encontros… ou desencontros…
“ Que destino é o meu senão o de assistir ao meu Destino”…

Quero ser o teu futuro… mas não consigo… não consigo ver para além de … estranhamente de TI …

Visão prévia dos encontros e dos sonhos… rio que sou em indagação do mar que me apavora… rio que revejo… que ofusco… a estrela parada nas águas de hipocondria…

Olho a paisagem pela primeira vez… a qual me é familiar… o gesto normal de um simples… despertar… mas a curiosidade é maior. Foi livre e belo esse olhar … peculiar… misterioso… surgido do nada… nas margens do rio…

Eu vi… algures no sonho mais faminto de realidade meu desejo iluminado… as margem daquele rio …

Ó Mondego … podes tu impedir o viver … as minhas ilusões…

O eterno partir, da minha vontade … enorme… de ficar. E agora a quem respondo … senão a ecos, a soluços, a lamentos…à tua vontade… companhia … carisma… aqueles belos instantes, que se mostravam pela quase madrugada… luz que se afunda na paisagem… no leito do rio…
Que o tempo vai apagando… dizem muito… mas, existe sempre um mas… que veio do tempo … e ainda vem.

Uma dor que atravessa a alma… rasga o peito e sobressai naquele olhar…

Denego expor o quão suporto… o quanto me desarma … a tua ausência… quanto de quanto foi dito … ou do que ficou por dizer… da saudade…

De TI…

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Sorte ou Azar? Dedico-te estas palavras…

As tardes mornas de domingo e as noites frias de segunda… porque me inebriam?

Aqueces as formas mais sorrateiras… quando a Alma de negro se veste da forma mais patética, porquê? Não sei...

Dedico-te o que me faz querer… seres feliz, do pouco que conseguimos dizer ou escrever... termino e recomeço…

Não sei...não tenho explicação pelo facto… ah … o gostar de ti...

Não sei porque te escolhi… Azar ou sorte? Ou algo mais…

Deixa dizer-te os lindos versos raros… que escrevo e reescrevo.

Esqueci a caneta, rasguei o caderno…literalmente… centenas de milhares de palavras perdidas … lançadas ao vento atiradas da ponte. Talvez os peixes saibam ler…

Não sei porque te vejo…

Liberta-me… das tuas migalhas, do perfume que deixas…

Passas, diariamente por mim… e desejo-te, e quero partilhar … na esperança que sintas o mesmo… Sorte ou Azar? E dou por mim a desejar teus lábios.

Porque te sinto…? Com tanta intensidade...?

Fechei o meu sorriso das promessas e da poesias … arrogante, insinuante… o reverso do meu poema…

Mas hoje! Só hoje, guardo os versos, rabisco o rascunho, com uma estrela talhada de luz… pela paixão que não te dei…

Dúvidas e certezas, na manhã mergulhada em suave esperança…

Apenas para te dedicar... os mais lindos que te fiz, versos… versos que não rimam … que não fazem sentido… para alguns… talvez para ti …

Diz-me tu… Será Sorte … ou Azar

terça-feira, 1 de novembro de 2011

E eu que não sei falar de amor ...

Existiria impostura se eu murmurasse, ou ela, que a vida pode querer uma paragem para ponderação... Todos os dias, todos os segundos…

Poeta agridoce… sou feio apenas aqui dentro... verdade… penso com medo na tempestade, é possível? Que de apegos me reservam… os momentos que faz dela uma batalha… será que tem mesmo essa capacidade ou é só… utopia…

E chega o dia em que o coração acelera.

Então no meio da desordem penso em buscar um refúgio… após quebrada a linha entre a paixão e a razão…

E não há nada a fazer
Não sei falar de amor …
Então… escrevo … recito pequenas frases para ti …
Palavras que não podem socorrer um coração enamorado.

Mas eu tenho mais que mil… mil poemas de amor … que descrevem com perfeição tudo sobre… tudo, ou simplesmente amor.

Não sei falar de amor,
Não consigo descrever-te… talvez não seja possível… não existem palavras no dicionário que o consigam fazer…

Espalhas intensidade por onde passas e é difícil dizer, a esse poeta que… que fala de amor, dor, sofrimento, consolo...

Bardo absoluto… embriaga minha alma, minha vida, meu padecer.
Como arriscaria nesses teus poemas ouvir … em minha alma, o que meu peito diz…
Sobre ti.

Ouve somente … e nada digas, mesmo que o consigas.
O que sinto é distinto… é algo singular… é mais que a rosácea, do que teu aroma…

Sem reprovas com um afecto tão puro no dom de amar, e criar…

Ver em infinitos vocábulos a sensação de liberdade … sem limites…
E agora…

Que faço com minhas promessas… se não sei falar de amor…

Digo apenas que sinto saudade, felicidade, orgulho, quando na verdade gostaria de dizer muito mais…

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Cansaço....

Esses intervalos indefinidos, agora calado… sentado no parapeito de longitude, deixa ruir… a alma e a tormenta, outra vez … e outra e outra…

Esta paz que se foi quando um dia eu ousei em teimar sem interesses concretos … todas as noites, todas as manhãs... sempre!

De uma mágoa, por vezes, o silêncio que quebra ao balanço, de forma delicada, alguém tocar minha alma pelo puro e simples desejo de contar…

E nesse tédio fastiento, não compreendo, onde meus afectos suprimem ao cansaço, e bebo o cálice da eterna solidão…

Que parte me inquieta em pedaços… sou sombra na escuridão da tua ausência, na calada da noite … que nunca reclamou em dar… Sei que está pelo mundo…

Que sentidos se voltaram em lamento, desassossego e angústia… revisto no fundo de um copo de bagaço… ah … o cansaço

Há noites que isso me tira o sono.

Parece tristeza? Mas é só cansaço. Um cansaço imenso de tudo... Inclusive das coisas que não acontecem.

Mesmo com um discurso sincero, querendo ter forças para aguentar… apenas… só mais uma decepção. Vejo o cansaço e o não saber assusta-me…

Seria fácil se não fosse impossível.

Abraçar o mundo sem medo, é o meu desejo … tão imprevisível, bem mais humano.

Limites… e as horas passam … E assim é o cansaço, assim mesmo, ele mesmo …

O que falta? Não disto, nem daquilo… talvez essas coisas todas, nem sequer de tudo ou de nada…

“Triste é o cansaço de ter ido tão longe e não ter chegado a lugar algum”...

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Odeio-te

Mesmo ausente, melancolicamente… sofro a tua presença, escuto a tua voz... Qual vez a mais perfeita...


Olho distante, hoje, para além da perspectiva, cativa… o sentimento…

Se estivesse? Se te dissesse? … Já te esqueci! Que farias? Que sentirias? Não fazias nada, nunca fizeste…

Antevejo o filamento de cor e sedução, onde não alcança o romance, o alcance desvanecido, perdido onde o calor não chega, e o frio se faz sentir em brisas frescas da manhã…

Desespero que chegues, nos dias em que decides aparecer...

Espreito … sentir o respeito, na rua do fundo, na melodia corredia de uma palavra, repetitiva que teima em não sair da memória, mas isso é outra história…

Passo as noites acordado! ... E se te dissesse, só a pensar como falar contigo, que dirias? Não dizes, nunca disseste, e eu, fui… voei para além da probabilidade numa fuga relativa daquela saudade …

E… na eterna agonia na sinfonia de explosão na confusão… amo-te e odeio-te nesta solidão…

Sinto falta … mas pareces mais remota do que a distância que nos separa.

Quero arrancar o sentimento que sufoca as palavras … odeio-te porque te conheci…

Sou capaz de tudo, apenas para te voltar a ver... odeio-te por causa do teu sorriso…

Não quero que me digas... porque sei que fui eu que errei, porque esperei por um momento, lamento… que não chegou, e aquela porta que conservaste aberta… ahrr … odeio-te por um dia teres pensado em mim…

Aquela porta dourada, perdeu o brilho amarelo avermelhado e escureceu, desvaneceu numa saída que se fechou… odeio-te por saber que eu pensaste em mim

Amo-te mas queria odiar-te … odeio-te pelo simples facto de te Amar….

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Antes que o dia acabe...

Resta ainda tudo, antes que o dia acabe, os acórdãos da suavidade…

A sonoridade ressoa nos pensamentos, entre rabiscos e sentimentos… ecoam as palavras ou reflexos de tormentos que convertem o desalento, empurrados pelo vento… o meu coração é oco… à incógnita vastidão de emoção … do muito pouco… este exílio de tudo…

Quando dói a alma, a calma pouco importa realmente à dor… a cor do fôlego do meu impulso vítreo... Pesa em mim o olhar aéreo, ignorado como se vivesse o meu destino … nutri aquela anosa necessidade, vontade de … há quanto tempo não desenhava...

Gostava de murmurar tantas coisas ao jovem amor que se presta, mas não presta honra ou sensatez, como daquela primeira vez … prefiro sorrir à certeza de sentir… à vida que me sobeja agora… dissimular tudo lá fora… abrigo-me de ti, e de mim nem sei…

Antes que o dia acabe, quero viver a minha sina, rogando aos céus lucidez… no sonho real… em que as sinto o teu rosto…

Revolta-me o bem-estar da ignorância … na teoria, nutrir-me o desenho, do espelho de um tempo… sinto o perfume da tua pele e …revelo saudades daqueles tempos, o sentir da loucura, na frescura matinal … Apenas fechava os olhos, e deixava tudo para o papel.

Fixei de mim toda a ilustração, ou em ti … o cabelos luzidios dos primeiros raias de sol … mais leve que a o plano transparente … rabiscava tudo o que sentia… por vezes vazio … ou a mais pormenorizada paisagem do olhar que agora me é distante.

Retomo o sorriso no teu rosto, ocultos os olhares alheios, em noites forjadas de emoções, … e nada mais importa … não me importa que seja a chuva, algo que te traga, ou o vento ou a alvorada, brotando num quadro de bruma, e que o nada é o teu rosto, que me enche a paixão como se fosse ontem, recordar, sonhar num espaço, curto para alcançar antes do fim do dia …

Então… meus olhos quiseram abrir… daquele meu encarar fechado, antes do dia acabar… o magro invento de um sonho. Liberei o lápis… leve de tão leve, até hoje, mal o notei... E quando vi, meus desenhos já não estavam…

Foi... Nem sei…

Quem fui eu um dia? Quem seria aquele adolescente sentado nos gélidos degraus … o vão de escadas, gastas! Recolhi outra folha… empunhei o lápis… E... decerto, sei, apenas quero esquecer…

“Sentado na escada … rabisquei o teu número num rasgo de papel que mais tarde varri na incerteza de atenderes…” DF.

Antes que o dia acabe…

Quero recordar o mão que me deste… o sorriso que lançaste… a beleza que espelhaste pelos corredores de multidão … Ahh que vontade de descontinuar o tempo e retroceder até aquele dia, o único em que fui feliz … antes que o dia acabe…

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Para ti ...

Há muito que não escrevia… desistia à primeira frágil expressão… condição sem sentido, perdido entre letras e expressões … há demasiado tempo, lamento que fluía sem sentimento…

Eu poderia descrever mil narrativas inesperadas, inventadas só para te impressionar, emocionar…só para ti… e nenhuma delas diriam… tudo…

Apartar a alma em mil promessas … inocento a falha de imaginação… e digo não conseguir esquecer… frases, sorrisos e expressões… olhares sedutores… sabores especiais…

Para ti … escrevo porque tu apareces, alguns dias na minha existência. A possibilidade e originalidade em conjugar palavras… em cada verbo que me dás… trocadilho insatisfeito… deito à sorte que corte e risque o destino, cristalino como água…

Não são estrelas, não são flores ou eternos desamores... algo que me inspira…

Pequenos vocábulos … para ti … a pena do tinteiro que escreve… por ti e só por ti …escreve e, mesmo, não entendendo todas as sentenças… só tu podes entender…

Escrevo este poema sem tema ou rima, em cima do momento… liberto o tempo, desato o vento e desimpeço as nuvens… para dias mais soalheiros… anseios debaixo das ondas num mar que mergulha mais fundo…

Hoje … entra no poema, esquema dentro das labaredas da sensação… o pousar os teus olhos nos meus… e neles me deixo… flutuar…



Só para ti … no silêncio que se quebra… seremos… serenos assim no rosto do sonho… falar de motivos e fundamentos… Como melodiosamente alguém murmurava naquela musica… “noites sem ti onde me perco”…

Olho para ti e vejo como és... e... sabes? Se tu eras o amanhã... como esperar agora o amanhã que é só para ti.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Quero conhecer-te...

Seduz-me, agora… e sempre …uma e outra vez.

A voz delirante e apaixonante da existência…inocência…
Cedência de sonho disponho de paixão.

Sedução do olhar… envergonhar o tudo e o nada…
Espelhos brilhante … cintilantes do ego … cego de ti …
Eu sei quem tu és, mas não te conheço… nem sei ser mereço… se sou digno…

Loucamente, secretamente …quero tocar-te, alcançar-te … o desejo… invejo o teu sorriso malandro e maroto… outro… diferente de outro qualquer…

Timidamente … honestamente … quero conhecer-te…
Libertar-me das garras, soltar as amarras…
Apaixonar o nunca e odiar o sempre…
Sarar o orgulho… mergulho no pensamento que me aconchega… mas não chega …
E os dias passam, o sol brilha e a lua ilumina a noite…

Será preciso? Porquê esse sorriso misterioso?
Mentiroso em sentimento e simpatias… empatias não identificadas… sonhadas… isoladas do fundamental… serás a tal?

Fazes parte da minha vida… mas ainda não faço parte da tua… quem é? Quero saber mais…. O que te faz sentir bem… ir além… o que te move… o que te comove … quem és… quem queres ser… com quem queres aprender…


Quero conhecer-te…

Tantas conversas, diversas pequenas palavras travadas… cruzadas por acaso…
Tantos risos … eram precisos para quebrar a monotonia … sentia que … talvez…

Se perguntares o que quero…. não sei…

De bom para ti ….
Quero o tudo……

Que te faça sofrer…
Quero o nada…

Que sejas feliz…
Quero o sempre…

Que me vejas no meio da multidão…
Quero conhecer-te…

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Quero dormir...

Faço-me à estrada… naquele percurso para o qual já não fito… a direcção que já conheço…

É sempre o mesmo, indiferente, naquelas noites que correm lentamente no suspiro da corrente de ar da janela entreaberta, o rádio ligado na estação do costume, como um lume que arde sempre da mesma forma… mas não conforma a alma, nem acalma o luar…

Guiar pelos caminhos descerrados na neblina e escuridão… regresso à rotina, como se após a esquina, tudo voltasse ao que era… ou não era…

Depois à chegada… sensibilidade tão apagada de ser ou não ser… vou esquecer que acabou… e a próxima jornada quase encetou… e desprezo…. Ou pelo menos tento….

Mas agora sim … quero dormir!
Quero dormir, mas as linha misteriosas do olhar não consentem,
As horas passam impiedosamente,
Agitando-me lentamente nos ponteiros do relógio…
Martirizando-me

Quero dormir!

Dormir então mais um pouco neste sonho
Quero viver!
No percurso do ser... deslizando...
Sussurrando baixinho
Sim,
Quero dormir!

Um sussurro dos teus, que sorri...
na chuva que cai de mansinho
No presente... No passado…
Memórias de um tempo…

Cansado dos passos de alguém no atalho…

O murmúrio do pensamento a minha alma vagueia
Na suavidade do vento…
Alheio, lamento.

Preciso dormir… Por de uma vida.

A paz aconchegante do teu dormir que me traz ao consciente.
A minha mente é invadida por loucos sonhos como um amargo incompreendido…

Ao repousar a minha mente, sinto o cheiro do amanhecer…

E tento adormecer…
Tal como agora, cansar emoções de mil passos…

Deixa-me então em silêncio…

Quero dormir!

sábado, 12 de março de 2011

Momentos Perfeitos

Onde a fortuna de uma pessoa se pode revelar com o tamanho de um sorriso e o brilho de um olhar…

Vê … olha … mais perto… vá consegues ver… não e agora? Conseguiste ver?! Não! Pois é, eu também não via à primeira. Não vi, ou não quis ver.

Mas tu, por favor, não deixes de querer ver… por cego é aquele que não quer ver … insensível é aquele que não quer sentir… infeliz é aquele que teve medo de se feliz… Sim talvez seja eu… talvez sejas tu…

Agora … tu… ao olhar para trás… vê circula mais que olhar á tua volta e diz-me… isso é tudo o que sempre quiseste! Sempre correu como querias?....

Como em cada momento… aquele que merece ser vivido… sim existem momento, nem sempre perfeitos, mas perto de alcançar a perfeição. Diz-me! Tiveste a coragem de correr atrás desse momento… tiveste estômago para dizer uma pequena frase apenas… tipo. “ Queres vir tomar café comigo?”

Mas não houve tempo, não houve espaço, não houve coragem, talvez pela juventude conturbada pelos problemas que não eram meus… talvez pelos erros do passado… talvez pelas amizades traiçoeiras, desfeitas … talvez… por mil e uma razões que não interessam nem ao pai natal…

Tranquei alguém dentro de mim… alguém que não quero ser… alguém que sinceramente nem sei… arranca a angústia instalada no meu peito, com a facilidade com devia partilhar a afeição e a emoção, num barulhento silêncio que te pertence.

Mais uma vez … e outra … e preferi não olhar… mas tu … entraste dentro de mim… mas não conseguiste transformar-me, nem aos poucos…


Há momentos que nascem perfeitos… poderiam ser o caso dos meus. Os momento não nasce à toa. Vêm fechados numa caixa, como as encomendas por correio. Por vezes não estamos em casa para os receber, outras vezes estamos e recebemos, mas acabamos por deixar em cima da mesa sem curiosidade de saber o que é, e existem aqueles embrulhos que recebemos e abrimos instantaneamente por impulso. Acontece que por vezes essas encomendas têm prazos e se os deixarmos tempo a mais em cima da mesa, de nada irão servir no futuro. Provavelmente alguém encontra o embrulho e sem medo da curiosidade abre recebe a surpresa, o momento que todos esperam.



Vou ser honesto… não sei se recebi o embrulho… ou se o tipo das encomendas bateu à porta ou tocou à campainha e eu não ouvi… ou não quis abrir a porta… ou por muito azar mesmo… não estava em casa… e Perdi… O Momento. Sim porque não é mais nem menos que isso … um momento… e eu não estava preparado para o receber……….


Na vida temos muitos momentos... mas existem momentos que normalmente são perfeitos... perfeitos para se amar, se beijar e ficar só com a pessoa amada...


O momento perfeito... há quem diga que basta querer que ele aparece... olhar nos olhos... e dizer o que vai na alma...

Um abraço forte, quente, um outro olhar... são todos momentos perfeitos... e … a muitos destes não damos valor.



Hoje, gostava de acordar e ter um momento perfeito… estar perto de ti... puder olhar bem dentro dos olhos… e ter coragem … de dizer… TUDO… para poder mais tarde recordar … contigo… aquele momento que se revelou perfeito… em que um simples olhar excluía a necessidade de palavras….


Onde a fortuna de uma pessoa se pode revelar com o tamanho de um sorriso e o brilho de um olhar…