Tal como libertei, um dia… gritos mudos, escudos do sentimento que explodia.
Vou desvanecer nos meus escritos… nas minhas juras, nos meus gritos.
Meus cadernos que outrora ficariam eternos, já não existem!
Pequenos grandes desafogos resistem… na tradição de esboços verbais, exíguos versos banais.
Metáforas e mitologias, preferências e categorias… de textos que escrevi.
Lamento terminar assim… mas tudo tem um fim…
Um dia alguém me chamou, de poeta… Aquela sensação inqueta, não se fez rogada.
De forma insperada, mesmo cansada no fim do dia … sentia … orgulho e reconhecimento. Mas foi o momento.
Apenas isso. O ter sido… o compromisso, o pedido, rejeitado… ignorado...
Um dia quis ser poeta! Quis ser maior que a lua…
Comecei de forma descreta e num verso desenhei a rua…
Descrevi mundos e universos… movimentos e amores dispersos.
Mas poderá o poeta ousar… querer com palavras desenhar, ou até acreditar… nas vidas que acaba de contar!
Para fazer uma obra de arte não basta ter talento, não basta ter força, é preciso também viver um grande amor….
É certo que o longe está mais perto do nunca.
Eu gostava de ir longe… ir mais além… mas falta alguem.
Alguem que não merece.
Alguem que não se esquece.
Alguem… que pense que a vida só é vida, quando é vivida por duas vidas, numa só…
Mas hoje… essa tua boca com quem tanto sonhei, hoje negou-me um sorriso…
Bardo! Acaba com a desilusão…
Acaba com meus assentos, poemas e pensamentos.
Deixa fluir o tempo, o segundo… a multidão.
Dirão que não estou… Dirão que desapareci…
Nunca te lembres de mim… porque o dia que te lembrares é porque um dia me esqueceste.
“Todos nós precisamos de alguém que precise de nós...” - Joice Lemos.






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