Libertei o olhar pensativo… dissipado nas margens… entre o rio… Na madrugada quase chegada… suave e fresca…
Águas prateadas iluminadas pela multidão, na vastidão do noite… deixei-a ir na penumbra… aquela sensação de… deja vu… o reflexo da cidade espelhado na neblina…
Quem sou eu senão um grande sonho… Quem és TU?
Soltei o olhar dos pensamentos na água … cristalina, sublime… que se devasta à frequência das robustas claridades… dos projectos e encontros… ou desencontros…
“ Que destino é o meu senão o de assistir ao meu Destino”…
Quero ser o teu futuro… mas não consigo… não consigo ver para além de … estranhamente de TI …
Visão prévia dos encontros e dos sonhos… rio que sou em indagação do mar que me apavora… rio que revejo… que ofusco… a estrela parada nas águas de hipocondria…
Olho a paisagem pela primeira vez… a qual me é familiar… o gesto normal de um simples… despertar… mas a curiosidade é maior. Foi livre e belo esse olhar … peculiar… misterioso… surgido do nada… nas margens do rio…
Eu vi… algures no sonho mais faminto de realidade meu desejo iluminado… as margem daquele rio …
Ó Mondego … podes tu impedir o viver … as minhas ilusões…
O eterno partir, da minha vontade … enorme… de ficar. E agora a quem respondo … senão a ecos, a soluços, a lamentos…à tua vontade… companhia … carisma… aqueles belos instantes, que se mostravam pela quase madrugada… luz que se afunda na paisagem… no leito do rio…
Que o tempo vai apagando… dizem muito… mas, existe sempre um mas… que veio do tempo … e ainda vem.
Uma dor que atravessa a alma… rasga o peito e sobressai naquele olhar…
Denego expor o quão suporto… o quanto me desarma … a tua ausência… quanto de quanto foi dito … ou do que ficou por dizer… da saudade…
De TI…
domingo, 13 de novembro de 2011
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