sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Para ti ...

Há muito que não escrevia… desistia à primeira frágil expressão… condição sem sentido, perdido entre letras e expressões … há demasiado tempo, lamento que fluía sem sentimento…

Eu poderia descrever mil narrativas inesperadas, inventadas só para te impressionar, emocionar…só para ti… e nenhuma delas diriam… tudo…

Apartar a alma em mil promessas … inocento a falha de imaginação… e digo não conseguir esquecer… frases, sorrisos e expressões… olhares sedutores… sabores especiais…

Para ti … escrevo porque tu apareces, alguns dias na minha existência. A possibilidade e originalidade em conjugar palavras… em cada verbo que me dás… trocadilho insatisfeito… deito à sorte que corte e risque o destino, cristalino como água…

Não são estrelas, não são flores ou eternos desamores... algo que me inspira…

Pequenos vocábulos … para ti … a pena do tinteiro que escreve… por ti e só por ti …escreve e, mesmo, não entendendo todas as sentenças… só tu podes entender…

Escrevo este poema sem tema ou rima, em cima do momento… liberto o tempo, desato o vento e desimpeço as nuvens… para dias mais soalheiros… anseios debaixo das ondas num mar que mergulha mais fundo…

Hoje … entra no poema, esquema dentro das labaredas da sensação… o pousar os teus olhos nos meus… e neles me deixo… flutuar…



Só para ti … no silêncio que se quebra… seremos… serenos assim no rosto do sonho… falar de motivos e fundamentos… Como melodiosamente alguém murmurava naquela musica… “noites sem ti onde me perco”…

Olho para ti e vejo como és... e... sabes? Se tu eras o amanhã... como esperar agora o amanhã que é só para ti.

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