Esses intervalos indefinidos, agora calado… sentado no parapeito de longitude, deixa ruir… a alma e a tormenta, outra vez … e outra e outra…
Esta paz que se foi quando um dia eu ousei em teimar sem interesses concretos … todas as noites, todas as manhãs... sempre!
De uma mágoa, por vezes, o silêncio que quebra ao balanço, de forma delicada, alguém tocar minha alma pelo puro e simples desejo de contar…
E nesse tédio fastiento, não compreendo, onde meus afectos suprimem ao cansaço, e bebo o cálice da eterna solidão…
Que parte me inquieta em pedaços… sou sombra na escuridão da tua ausência, na calada da noite … que nunca reclamou em dar… Sei que está pelo mundo…
Que sentidos se voltaram em lamento, desassossego e angústia… revisto no fundo de um copo de bagaço… ah … o cansaço
Há noites que isso me tira o sono.
Parece tristeza? Mas é só cansaço. Um cansaço imenso de tudo... Inclusive das coisas que não acontecem.
Mesmo com um discurso sincero, querendo ter forças para aguentar… apenas… só mais uma decepção. Vejo o cansaço e o não saber assusta-me…
Seria fácil se não fosse impossível.
Abraçar o mundo sem medo, é o meu desejo … tão imprevisível, bem mais humano.
Limites… e as horas passam … E assim é o cansaço, assim mesmo, ele mesmo …
O que falta? Não disto, nem daquilo… talvez essas coisas todas, nem sequer de tudo ou de nada…
“Triste é o cansaço de ter ido tão longe e não ter chegado a lugar algum”...
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
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