terça-feira, 11 de outubro de 2011

Odeio-te

Mesmo ausente, melancolicamente… sofro a tua presença, escuto a tua voz... Qual vez a mais perfeita...


Olho distante, hoje, para além da perspectiva, cativa… o sentimento…

Se estivesse? Se te dissesse? … Já te esqueci! Que farias? Que sentirias? Não fazias nada, nunca fizeste…

Antevejo o filamento de cor e sedução, onde não alcança o romance, o alcance desvanecido, perdido onde o calor não chega, e o frio se faz sentir em brisas frescas da manhã…

Desespero que chegues, nos dias em que decides aparecer...

Espreito … sentir o respeito, na rua do fundo, na melodia corredia de uma palavra, repetitiva que teima em não sair da memória, mas isso é outra história…

Passo as noites acordado! ... E se te dissesse, só a pensar como falar contigo, que dirias? Não dizes, nunca disseste, e eu, fui… voei para além da probabilidade numa fuga relativa daquela saudade …

E… na eterna agonia na sinfonia de explosão na confusão… amo-te e odeio-te nesta solidão…

Sinto falta … mas pareces mais remota do que a distância que nos separa.

Quero arrancar o sentimento que sufoca as palavras … odeio-te porque te conheci…

Sou capaz de tudo, apenas para te voltar a ver... odeio-te por causa do teu sorriso…

Não quero que me digas... porque sei que fui eu que errei, porque esperei por um momento, lamento… que não chegou, e aquela porta que conservaste aberta… ahrr … odeio-te por um dia teres pensado em mim…

Aquela porta dourada, perdeu o brilho amarelo avermelhado e escureceu, desvaneceu numa saída que se fechou… odeio-te por saber que eu pensaste em mim

Amo-te mas queria odiar-te … odeio-te pelo simples facto de te Amar….

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