terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Mensagem de Ano Novo

Sei que muitos vão passar este pequeno texto à frente e saltar para o fim na esperança de ler apenas o mensagem de Ano Novo. Tudo bem. É minha intensão deixar algumas palavras... maiores ou mais pequenas, apenas palavras…

"Que quero dizer!
Um dia que nasce, um primeiro passo, um longo caminho, a repartir calma e carinho.
Que nesse ano possas sonhar… e acreditar!
Assim começas mais um Ano Novo.


Um optimista fica acordado até meia-noite para ver a entrada do ano novo. Um pessimista fica acordado para ter a certeza de que o ano velho se foi.


De te desejo!


Que tenha força de transformar velhos inimigos em novos amigos.
Que tenhas tempo para sentir toda a beleza da vida, que saibas senti-la em cada coisa simples, como … contagiar a todos com uma alegria verdadeira. E que isso não seja um acto de um momento!


Que neste ano possas sorrir, e dizer coisas da vida, que não sejam apenas músicas e letras, mas que sejam canções e sentimentos.


E expressar “Muito Obrigado!”, a todos os que te deram oportunidades de seres melhor.


O que esperas deste novo ano!


365 dias de felicidade;
 52 semanas de saúde e prosperidade;
12 meses de amor e carinho;
8760 horas de paz e harmonia;
Que neste novo ano tenhas
2012 motivos para sorrir…


Que ao final do próximo ano possas dizer, que valeu a pena … que foi bom.
Usa o tempo, não deixe ele te use…


Recorda o mais importante!
Os amigos que fizeste.
As pessoas com quem conviveste.
Os momentos que passaste…


Que o novo ano traga conquistas profissionais e pessoais…
Mas sobretudo das pessoas, respeito, amor e felicidade…


Não te esqueças … nunca … de fazer o bem.
E lembra-te sempre que, o que se leva desta vida…


É a vida que se leva….

Um desafio, uma oportunidade e um pensamento:
“Que nesse ano sejamos, Todos, Muito Felizes!” "

Diogo Francisco

sábado, 26 de novembro de 2011

Escritos que desaparecem

Liberto a caneta e o papel do seu escravo destino. Rasgo os meus gatafunhos mais arcaicos… e os mais …atuais…
Tal como libertei, um dia… gritos mudos, escudos do sentimento que explodia.
Vou desvanecer nos meus escritos… nas minhas juras, nos meus gritos.

Meus cadernos que outrora ficariam eternos, já não existem!
Pequenos grandes desafogos resistem… na tradição de esboços verbais, exíguos versos banais.

Metáforas e mitologias, preferências e categorias… de textos que escrevi.
Lamento terminar assim… mas tudo tem um fim…

Um dia alguém me chamou, de poeta… Aquela sensação inqueta, não se fez rogada.
De forma insperada, mesmo cansada no fim do dia … sentia … orgulho e reconhecimento. Mas foi o momento.

Apenas isso. O ter sido… o compromisso, o pedido, rejeitado… ignorado...

Um dia quis ser poeta! Quis ser maior que a lua…
Comecei de forma descreta e num verso desenhei a rua…

Descrevi mundos e universos… movimentos e amores dispersos.
Mas poderá o poeta ousar… querer com palavras desenhar, ou até acreditar… nas vidas que acaba de contar!

Para fazer uma obra de arte não basta ter talento, não basta ter força, é preciso também viver um grande amor….

É certo que o longe está mais perto do nunca.
Eu gostava de ir longe… ir mais além… mas falta alguem.
Alguem que não merece.
Alguem que não se esquece.
Alguem… que pense que a vida só é vida, quando é vivida por duas vidas, numa só…

Mas hoje… essa tua boca com quem tanto sonhei, hoje negou-me um sorriso…

Bardo! Acaba com a desilusão…
Acaba com meus assentos, poemas e pensamentos.

Deixa fluir o tempo, o segundo… a multidão.
Dirão que não estou… Dirão que desapareci…
Nunca te lembres de mim… porque o dia que te lembrares é porque um dia me esqueceste.



“Todos nós precisamos de alguém que precise de nós...” - Joice Lemos.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

As noites em que não durmo!

Dormi um bocado… cansado por fim…

Perdi-a… Uma ternura imensa…
Descontentes? Talvez. Paramos ao largo na baía! Oh… como queria que fosse um devaneio!

Cabelos ao vento oscilam como as ondas num dia de praia absoluto, na manhã fresca e luzidia. Fios de ouro enrolam-se entre os dedos esguios, resvaladios de suavidade, Ah que vontade…

Apartar me mim o desejo … resplandecem os espelhos semiabertos da alma, do olhar…
Sorriso maroto, face rosada, envergonhada… quente … suave …

Teus dedos deslizam com os meus, enlaçados num só, para o que der… e vier.

Intentei querer o que não podia …estar ao teu lado. Feliz? Não sei. Só não me deixes dormir …

Sonha comigo, sonha por mim…

Ao acordar sei que vais contar … contar comigo… contar por mim… contar os sonhos que desfrutámos na noite que foi nossa… seja em verso ou em prosa …

Quero experimentar tua mão novamente … tua pele … suave e macia. Todos os dias… qualquer dia.

Perdi-me em recantos estranhos… tamanhos pensamentos recônditos… sucumbi ao desânimo decimal…

Os nossos instantes juntos … tuas mãos entre as minha, fortemente contra as minhas… a maré, que sempre volta. Podem até surgir obstáculos, invejas, intrigas… mas…

Sem regressares, acordas-me…


Emudecidos, por um século. E teus olhos disseram que não parti… eu sou do vento… tu é das ondas incandescente destas águas… és o tempo.

As pessoas não acreditam… porque do sono se fez prosa… o mais bela rosa que guardo para ti…

Para que em cada amanhecer eu me levante…
Não me deixes dormir sem nada dizer. Num simples olhar, um simples … um já sabe o que o outro quer… gestos que vêm e vão, mãos trançadas, enquanto caminhamos…

Deixa-te ficar … lado a lado, frente a frente, olhos nos olhos… sorri e deixa-me sorrir contigo, quero ser mais que um amigo…

Estalamos nas ruas … e em silêncio nos contemplamos … deixa-me sonhar…
É a única coisa que falta para a minha vida ser perfeita!

Duas pessoas … uma só…
Partilhar aventuras e desventuras … segredos e curiosidades.
Curta a noite que seja longa. Ver-te adormecer … encontrar-te … pestana a pestana. Sorri baixinho, esse carinho envergonhado. Quero-te.

Não durmo…

Sinto que as pessoas me olham … de lado…
Se hoje sou esta pessoa que venceu na vida… ou que se perde… lentamente…
Devo tudo a ti…

Guardo as palavras que me dedicaste, a carta que me deixas-te… o adeus que nunca disseste. És a motivação que tenho. Encaraste a vida de frente…

Solta-se a brisa entre janelas … nos últimos raios do dia.
Recolhem-se comoções, partilhados num último adeus … olhos nos olhos, acanhado coração saltitante, findo sorriso marcante. Esperar que a distância seja curta … que devolvas o sorriso que me roubaste… o meu coração …

Pois o melhor de TUDO, eu não tenho … e és tu…

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Seduz-me

Seduz-me uma e outra vez…

Voz apaixonante do ser…o querer…
Faz crescer o sonho e a paixão. Aquela sensação…

Aquele teu olhar que faz envergonhar o tudo e o nada.
Loucamente quero tocar-te, alcançar-te o desejo… porque invejo o teu sorriso, malandro e maroto… outro… diferente de outro qualquer

Timidamente, quero conhecer-te.
Quero conhecer o teu jeito de falar… verbalizar o teu jeito de querer,
Apaixonar o nunca e odiar o sempre…

Como um estranho e vulgar anónimo… tão próximo e tão longe… de te conhecer… de te seduzir… de me seduzires…

Tenho momentos, angustias e omissões,
Espelhados em canções...
Antigas, que pernoitam na rádio que costumavas ouvir…

E,
Mesmo que digas que não é novo,
Envolvo o mistério com ideias e sensações … estranhas e deliciosas seduções…

Embora sintas e mintas … digas que não vês… que nunca me viste… que nunca sentiste…
Então … antes que negues a verdade… a mais pura realidade …

Deixa-te seduzir…
Seduz-me …

Estou aqui … e quero conhecer-te…

domingo, 13 de novembro de 2011

Ó Mondego...

Libertei o olhar pensativo… dissipado nas margens… entre o rio… Na madrugada quase chegada… suave e fresca…
Águas prateadas iluminadas pela multidão, na vastidão do noite… deixei-a ir na penumbra… aquela sensação de… deja vu… o reflexo da cidade espelhado na neblina…

Quem sou eu senão um grande sonho… Quem és TU?

Soltei o olhar dos pensamentos na água … cristalina, sublime… que se devasta à frequência das robustas claridades… dos projectos e encontros… ou desencontros…
“ Que destino é o meu senão o de assistir ao meu Destino”…

Quero ser o teu futuro… mas não consigo… não consigo ver para além de … estranhamente de TI …

Visão prévia dos encontros e dos sonhos… rio que sou em indagação do mar que me apavora… rio que revejo… que ofusco… a estrela parada nas águas de hipocondria…

Olho a paisagem pela primeira vez… a qual me é familiar… o gesto normal de um simples… despertar… mas a curiosidade é maior. Foi livre e belo esse olhar … peculiar… misterioso… surgido do nada… nas margens do rio…

Eu vi… algures no sonho mais faminto de realidade meu desejo iluminado… as margem daquele rio …

Ó Mondego … podes tu impedir o viver … as minhas ilusões…

O eterno partir, da minha vontade … enorme… de ficar. E agora a quem respondo … senão a ecos, a soluços, a lamentos…à tua vontade… companhia … carisma… aqueles belos instantes, que se mostravam pela quase madrugada… luz que se afunda na paisagem… no leito do rio…
Que o tempo vai apagando… dizem muito… mas, existe sempre um mas… que veio do tempo … e ainda vem.

Uma dor que atravessa a alma… rasga o peito e sobressai naquele olhar…

Denego expor o quão suporto… o quanto me desarma … a tua ausência… quanto de quanto foi dito … ou do que ficou por dizer… da saudade…

De TI…

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Sorte ou Azar? Dedico-te estas palavras…

As tardes mornas de domingo e as noites frias de segunda… porque me inebriam?

Aqueces as formas mais sorrateiras… quando a Alma de negro se veste da forma mais patética, porquê? Não sei...

Dedico-te o que me faz querer… seres feliz, do pouco que conseguimos dizer ou escrever... termino e recomeço…

Não sei...não tenho explicação pelo facto… ah … o gostar de ti...

Não sei porque te escolhi… Azar ou sorte? Ou algo mais…

Deixa dizer-te os lindos versos raros… que escrevo e reescrevo.

Esqueci a caneta, rasguei o caderno…literalmente… centenas de milhares de palavras perdidas … lançadas ao vento atiradas da ponte. Talvez os peixes saibam ler…

Não sei porque te vejo…

Liberta-me… das tuas migalhas, do perfume que deixas…

Passas, diariamente por mim… e desejo-te, e quero partilhar … na esperança que sintas o mesmo… Sorte ou Azar? E dou por mim a desejar teus lábios.

Porque te sinto…? Com tanta intensidade...?

Fechei o meu sorriso das promessas e da poesias … arrogante, insinuante… o reverso do meu poema…

Mas hoje! Só hoje, guardo os versos, rabisco o rascunho, com uma estrela talhada de luz… pela paixão que não te dei…

Dúvidas e certezas, na manhã mergulhada em suave esperança…

Apenas para te dedicar... os mais lindos que te fiz, versos… versos que não rimam … que não fazem sentido… para alguns… talvez para ti …

Diz-me tu… Será Sorte … ou Azar

terça-feira, 1 de novembro de 2011

E eu que não sei falar de amor ...

Existiria impostura se eu murmurasse, ou ela, que a vida pode querer uma paragem para ponderação... Todos os dias, todos os segundos…

Poeta agridoce… sou feio apenas aqui dentro... verdade… penso com medo na tempestade, é possível? Que de apegos me reservam… os momentos que faz dela uma batalha… será que tem mesmo essa capacidade ou é só… utopia…

E chega o dia em que o coração acelera.

Então no meio da desordem penso em buscar um refúgio… após quebrada a linha entre a paixão e a razão…

E não há nada a fazer
Não sei falar de amor …
Então… escrevo … recito pequenas frases para ti …
Palavras que não podem socorrer um coração enamorado.

Mas eu tenho mais que mil… mil poemas de amor … que descrevem com perfeição tudo sobre… tudo, ou simplesmente amor.

Não sei falar de amor,
Não consigo descrever-te… talvez não seja possível… não existem palavras no dicionário que o consigam fazer…

Espalhas intensidade por onde passas e é difícil dizer, a esse poeta que… que fala de amor, dor, sofrimento, consolo...

Bardo absoluto… embriaga minha alma, minha vida, meu padecer.
Como arriscaria nesses teus poemas ouvir … em minha alma, o que meu peito diz…
Sobre ti.

Ouve somente … e nada digas, mesmo que o consigas.
O que sinto é distinto… é algo singular… é mais que a rosácea, do que teu aroma…

Sem reprovas com um afecto tão puro no dom de amar, e criar…

Ver em infinitos vocábulos a sensação de liberdade … sem limites…
E agora…

Que faço com minhas promessas… se não sei falar de amor…

Digo apenas que sinto saudade, felicidade, orgulho, quando na verdade gostaria de dizer muito mais…

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Cansaço....

Esses intervalos indefinidos, agora calado… sentado no parapeito de longitude, deixa ruir… a alma e a tormenta, outra vez … e outra e outra…

Esta paz que se foi quando um dia eu ousei em teimar sem interesses concretos … todas as noites, todas as manhãs... sempre!

De uma mágoa, por vezes, o silêncio que quebra ao balanço, de forma delicada, alguém tocar minha alma pelo puro e simples desejo de contar…

E nesse tédio fastiento, não compreendo, onde meus afectos suprimem ao cansaço, e bebo o cálice da eterna solidão…

Que parte me inquieta em pedaços… sou sombra na escuridão da tua ausência, na calada da noite … que nunca reclamou em dar… Sei que está pelo mundo…

Que sentidos se voltaram em lamento, desassossego e angústia… revisto no fundo de um copo de bagaço… ah … o cansaço

Há noites que isso me tira o sono.

Parece tristeza? Mas é só cansaço. Um cansaço imenso de tudo... Inclusive das coisas que não acontecem.

Mesmo com um discurso sincero, querendo ter forças para aguentar… apenas… só mais uma decepção. Vejo o cansaço e o não saber assusta-me…

Seria fácil se não fosse impossível.

Abraçar o mundo sem medo, é o meu desejo … tão imprevisível, bem mais humano.

Limites… e as horas passam … E assim é o cansaço, assim mesmo, ele mesmo …

O que falta? Não disto, nem daquilo… talvez essas coisas todas, nem sequer de tudo ou de nada…

“Triste é o cansaço de ter ido tão longe e não ter chegado a lugar algum”...

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Odeio-te

Mesmo ausente, melancolicamente… sofro a tua presença, escuto a tua voz... Qual vez a mais perfeita...


Olho distante, hoje, para além da perspectiva, cativa… o sentimento…

Se estivesse? Se te dissesse? … Já te esqueci! Que farias? Que sentirias? Não fazias nada, nunca fizeste…

Antevejo o filamento de cor e sedução, onde não alcança o romance, o alcance desvanecido, perdido onde o calor não chega, e o frio se faz sentir em brisas frescas da manhã…

Desespero que chegues, nos dias em que decides aparecer...

Espreito … sentir o respeito, na rua do fundo, na melodia corredia de uma palavra, repetitiva que teima em não sair da memória, mas isso é outra história…

Passo as noites acordado! ... E se te dissesse, só a pensar como falar contigo, que dirias? Não dizes, nunca disseste, e eu, fui… voei para além da probabilidade numa fuga relativa daquela saudade …

E… na eterna agonia na sinfonia de explosão na confusão… amo-te e odeio-te nesta solidão…

Sinto falta … mas pareces mais remota do que a distância que nos separa.

Quero arrancar o sentimento que sufoca as palavras … odeio-te porque te conheci…

Sou capaz de tudo, apenas para te voltar a ver... odeio-te por causa do teu sorriso…

Não quero que me digas... porque sei que fui eu que errei, porque esperei por um momento, lamento… que não chegou, e aquela porta que conservaste aberta… ahrr … odeio-te por um dia teres pensado em mim…

Aquela porta dourada, perdeu o brilho amarelo avermelhado e escureceu, desvaneceu numa saída que se fechou… odeio-te por saber que eu pensaste em mim

Amo-te mas queria odiar-te … odeio-te pelo simples facto de te Amar….

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Antes que o dia acabe...

Resta ainda tudo, antes que o dia acabe, os acórdãos da suavidade…

A sonoridade ressoa nos pensamentos, entre rabiscos e sentimentos… ecoam as palavras ou reflexos de tormentos que convertem o desalento, empurrados pelo vento… o meu coração é oco… à incógnita vastidão de emoção … do muito pouco… este exílio de tudo…

Quando dói a alma, a calma pouco importa realmente à dor… a cor do fôlego do meu impulso vítreo... Pesa em mim o olhar aéreo, ignorado como se vivesse o meu destino … nutri aquela anosa necessidade, vontade de … há quanto tempo não desenhava...

Gostava de murmurar tantas coisas ao jovem amor que se presta, mas não presta honra ou sensatez, como daquela primeira vez … prefiro sorrir à certeza de sentir… à vida que me sobeja agora… dissimular tudo lá fora… abrigo-me de ti, e de mim nem sei…

Antes que o dia acabe, quero viver a minha sina, rogando aos céus lucidez… no sonho real… em que as sinto o teu rosto…

Revolta-me o bem-estar da ignorância … na teoria, nutrir-me o desenho, do espelho de um tempo… sinto o perfume da tua pele e …revelo saudades daqueles tempos, o sentir da loucura, na frescura matinal … Apenas fechava os olhos, e deixava tudo para o papel.

Fixei de mim toda a ilustração, ou em ti … o cabelos luzidios dos primeiros raias de sol … mais leve que a o plano transparente … rabiscava tudo o que sentia… por vezes vazio … ou a mais pormenorizada paisagem do olhar que agora me é distante.

Retomo o sorriso no teu rosto, ocultos os olhares alheios, em noites forjadas de emoções, … e nada mais importa … não me importa que seja a chuva, algo que te traga, ou o vento ou a alvorada, brotando num quadro de bruma, e que o nada é o teu rosto, que me enche a paixão como se fosse ontem, recordar, sonhar num espaço, curto para alcançar antes do fim do dia …

Então… meus olhos quiseram abrir… daquele meu encarar fechado, antes do dia acabar… o magro invento de um sonho. Liberei o lápis… leve de tão leve, até hoje, mal o notei... E quando vi, meus desenhos já não estavam…

Foi... Nem sei…

Quem fui eu um dia? Quem seria aquele adolescente sentado nos gélidos degraus … o vão de escadas, gastas! Recolhi outra folha… empunhei o lápis… E... decerto, sei, apenas quero esquecer…

“Sentado na escada … rabisquei o teu número num rasgo de papel que mais tarde varri na incerteza de atenderes…” DF.

Antes que o dia acabe…

Quero recordar o mão que me deste… o sorriso que lançaste… a beleza que espelhaste pelos corredores de multidão … Ahh que vontade de descontinuar o tempo e retroceder até aquele dia, o único em que fui feliz … antes que o dia acabe…