segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Cansaço....

Esses intervalos indefinidos, agora calado… sentado no parapeito de longitude, deixa ruir… a alma e a tormenta, outra vez … e outra e outra…

Esta paz que se foi quando um dia eu ousei em teimar sem interesses concretos … todas as noites, todas as manhãs... sempre!

De uma mágoa, por vezes, o silêncio que quebra ao balanço, de forma delicada, alguém tocar minha alma pelo puro e simples desejo de contar…

E nesse tédio fastiento, não compreendo, onde meus afectos suprimem ao cansaço, e bebo o cálice da eterna solidão…

Que parte me inquieta em pedaços… sou sombra na escuridão da tua ausência, na calada da noite … que nunca reclamou em dar… Sei que está pelo mundo…

Que sentidos se voltaram em lamento, desassossego e angústia… revisto no fundo de um copo de bagaço… ah … o cansaço

Há noites que isso me tira o sono.

Parece tristeza? Mas é só cansaço. Um cansaço imenso de tudo... Inclusive das coisas que não acontecem.

Mesmo com um discurso sincero, querendo ter forças para aguentar… apenas… só mais uma decepção. Vejo o cansaço e o não saber assusta-me…

Seria fácil se não fosse impossível.

Abraçar o mundo sem medo, é o meu desejo … tão imprevisível, bem mais humano.

Limites… e as horas passam … E assim é o cansaço, assim mesmo, ele mesmo …

O que falta? Não disto, nem daquilo… talvez essas coisas todas, nem sequer de tudo ou de nada…

“Triste é o cansaço de ter ido tão longe e não ter chegado a lugar algum”...

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Odeio-te

Mesmo ausente, melancolicamente… sofro a tua presença, escuto a tua voz... Qual vez a mais perfeita...


Olho distante, hoje, para além da perspectiva, cativa… o sentimento…

Se estivesse? Se te dissesse? … Já te esqueci! Que farias? Que sentirias? Não fazias nada, nunca fizeste…

Antevejo o filamento de cor e sedução, onde não alcança o romance, o alcance desvanecido, perdido onde o calor não chega, e o frio se faz sentir em brisas frescas da manhã…

Desespero que chegues, nos dias em que decides aparecer...

Espreito … sentir o respeito, na rua do fundo, na melodia corredia de uma palavra, repetitiva que teima em não sair da memória, mas isso é outra história…

Passo as noites acordado! ... E se te dissesse, só a pensar como falar contigo, que dirias? Não dizes, nunca disseste, e eu, fui… voei para além da probabilidade numa fuga relativa daquela saudade …

E… na eterna agonia na sinfonia de explosão na confusão… amo-te e odeio-te nesta solidão…

Sinto falta … mas pareces mais remota do que a distância que nos separa.

Quero arrancar o sentimento que sufoca as palavras … odeio-te porque te conheci…

Sou capaz de tudo, apenas para te voltar a ver... odeio-te por causa do teu sorriso…

Não quero que me digas... porque sei que fui eu que errei, porque esperei por um momento, lamento… que não chegou, e aquela porta que conservaste aberta… ahrr … odeio-te por um dia teres pensado em mim…

Aquela porta dourada, perdeu o brilho amarelo avermelhado e escureceu, desvaneceu numa saída que se fechou… odeio-te por saber que eu pensaste em mim

Amo-te mas queria odiar-te … odeio-te pelo simples facto de te Amar….

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Antes que o dia acabe...

Resta ainda tudo, antes que o dia acabe, os acórdãos da suavidade…

A sonoridade ressoa nos pensamentos, entre rabiscos e sentimentos… ecoam as palavras ou reflexos de tormentos que convertem o desalento, empurrados pelo vento… o meu coração é oco… à incógnita vastidão de emoção … do muito pouco… este exílio de tudo…

Quando dói a alma, a calma pouco importa realmente à dor… a cor do fôlego do meu impulso vítreo... Pesa em mim o olhar aéreo, ignorado como se vivesse o meu destino … nutri aquela anosa necessidade, vontade de … há quanto tempo não desenhava...

Gostava de murmurar tantas coisas ao jovem amor que se presta, mas não presta honra ou sensatez, como daquela primeira vez … prefiro sorrir à certeza de sentir… à vida que me sobeja agora… dissimular tudo lá fora… abrigo-me de ti, e de mim nem sei…

Antes que o dia acabe, quero viver a minha sina, rogando aos céus lucidez… no sonho real… em que as sinto o teu rosto…

Revolta-me o bem-estar da ignorância … na teoria, nutrir-me o desenho, do espelho de um tempo… sinto o perfume da tua pele e …revelo saudades daqueles tempos, o sentir da loucura, na frescura matinal … Apenas fechava os olhos, e deixava tudo para o papel.

Fixei de mim toda a ilustração, ou em ti … o cabelos luzidios dos primeiros raias de sol … mais leve que a o plano transparente … rabiscava tudo o que sentia… por vezes vazio … ou a mais pormenorizada paisagem do olhar que agora me é distante.

Retomo o sorriso no teu rosto, ocultos os olhares alheios, em noites forjadas de emoções, … e nada mais importa … não me importa que seja a chuva, algo que te traga, ou o vento ou a alvorada, brotando num quadro de bruma, e que o nada é o teu rosto, que me enche a paixão como se fosse ontem, recordar, sonhar num espaço, curto para alcançar antes do fim do dia …

Então… meus olhos quiseram abrir… daquele meu encarar fechado, antes do dia acabar… o magro invento de um sonho. Liberei o lápis… leve de tão leve, até hoje, mal o notei... E quando vi, meus desenhos já não estavam…

Foi... Nem sei…

Quem fui eu um dia? Quem seria aquele adolescente sentado nos gélidos degraus … o vão de escadas, gastas! Recolhi outra folha… empunhei o lápis… E... decerto, sei, apenas quero esquecer…

“Sentado na escada … rabisquei o teu número num rasgo de papel que mais tarde varri na incerteza de atenderes…” DF.

Antes que o dia acabe…

Quero recordar o mão que me deste… o sorriso que lançaste… a beleza que espelhaste pelos corredores de multidão … Ahh que vontade de descontinuar o tempo e retroceder até aquele dia, o único em que fui feliz … antes que o dia acabe…

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Para ti ...

Há muito que não escrevia… desistia à primeira frágil expressão… condição sem sentido, perdido entre letras e expressões … há demasiado tempo, lamento que fluía sem sentimento…

Eu poderia descrever mil narrativas inesperadas, inventadas só para te impressionar, emocionar…só para ti… e nenhuma delas diriam… tudo…

Apartar a alma em mil promessas … inocento a falha de imaginação… e digo não conseguir esquecer… frases, sorrisos e expressões… olhares sedutores… sabores especiais…

Para ti … escrevo porque tu apareces, alguns dias na minha existência. A possibilidade e originalidade em conjugar palavras… em cada verbo que me dás… trocadilho insatisfeito… deito à sorte que corte e risque o destino, cristalino como água…

Não são estrelas, não são flores ou eternos desamores... algo que me inspira…

Pequenos vocábulos … para ti … a pena do tinteiro que escreve… por ti e só por ti …escreve e, mesmo, não entendendo todas as sentenças… só tu podes entender…

Escrevo este poema sem tema ou rima, em cima do momento… liberto o tempo, desato o vento e desimpeço as nuvens… para dias mais soalheiros… anseios debaixo das ondas num mar que mergulha mais fundo…

Hoje … entra no poema, esquema dentro das labaredas da sensação… o pousar os teus olhos nos meus… e neles me deixo… flutuar…



Só para ti … no silêncio que se quebra… seremos… serenos assim no rosto do sonho… falar de motivos e fundamentos… Como melodiosamente alguém murmurava naquela musica… “noites sem ti onde me perco”…

Olho para ti e vejo como és... e... sabes? Se tu eras o amanhã... como esperar agora o amanhã que é só para ti.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Quero conhecer-te...

Seduz-me, agora… e sempre …uma e outra vez.

A voz delirante e apaixonante da existência…inocência…
Cedência de sonho disponho de paixão.

Sedução do olhar… envergonhar o tudo e o nada…
Espelhos brilhante … cintilantes do ego … cego de ti …
Eu sei quem tu és, mas não te conheço… nem sei ser mereço… se sou digno…

Loucamente, secretamente …quero tocar-te, alcançar-te … o desejo… invejo o teu sorriso malandro e maroto… outro… diferente de outro qualquer…

Timidamente … honestamente … quero conhecer-te…
Libertar-me das garras, soltar as amarras…
Apaixonar o nunca e odiar o sempre…
Sarar o orgulho… mergulho no pensamento que me aconchega… mas não chega …
E os dias passam, o sol brilha e a lua ilumina a noite…

Será preciso? Porquê esse sorriso misterioso?
Mentiroso em sentimento e simpatias… empatias não identificadas… sonhadas… isoladas do fundamental… serás a tal?

Fazes parte da minha vida… mas ainda não faço parte da tua… quem é? Quero saber mais…. O que te faz sentir bem… ir além… o que te move… o que te comove … quem és… quem queres ser… com quem queres aprender…


Quero conhecer-te…

Tantas conversas, diversas pequenas palavras travadas… cruzadas por acaso…
Tantos risos … eram precisos para quebrar a monotonia … sentia que … talvez…

Se perguntares o que quero…. não sei…

De bom para ti ….
Quero o tudo……

Que te faça sofrer…
Quero o nada…

Que sejas feliz…
Quero o sempre…

Que me vejas no meio da multidão…
Quero conhecer-te…

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Quero dormir...

Faço-me à estrada… naquele percurso para o qual já não fito… a direcção que já conheço…

É sempre o mesmo, indiferente, naquelas noites que correm lentamente no suspiro da corrente de ar da janela entreaberta, o rádio ligado na estação do costume, como um lume que arde sempre da mesma forma… mas não conforma a alma, nem acalma o luar…

Guiar pelos caminhos descerrados na neblina e escuridão… regresso à rotina, como se após a esquina, tudo voltasse ao que era… ou não era…

Depois à chegada… sensibilidade tão apagada de ser ou não ser… vou esquecer que acabou… e a próxima jornada quase encetou… e desprezo…. Ou pelo menos tento….

Mas agora sim … quero dormir!
Quero dormir, mas as linha misteriosas do olhar não consentem,
As horas passam impiedosamente,
Agitando-me lentamente nos ponteiros do relógio…
Martirizando-me

Quero dormir!

Dormir então mais um pouco neste sonho
Quero viver!
No percurso do ser... deslizando...
Sussurrando baixinho
Sim,
Quero dormir!

Um sussurro dos teus, que sorri...
na chuva que cai de mansinho
No presente... No passado…
Memórias de um tempo…

Cansado dos passos de alguém no atalho…

O murmúrio do pensamento a minha alma vagueia
Na suavidade do vento…
Alheio, lamento.

Preciso dormir… Por de uma vida.

A paz aconchegante do teu dormir que me traz ao consciente.
A minha mente é invadida por loucos sonhos como um amargo incompreendido…

Ao repousar a minha mente, sinto o cheiro do amanhecer…

E tento adormecer…
Tal como agora, cansar emoções de mil passos…

Deixa-me então em silêncio…

Quero dormir!

sábado, 12 de março de 2011

Momentos Perfeitos

Onde a fortuna de uma pessoa se pode revelar com o tamanho de um sorriso e o brilho de um olhar…

Vê … olha … mais perto… vá consegues ver… não e agora? Conseguiste ver?! Não! Pois é, eu também não via à primeira. Não vi, ou não quis ver.

Mas tu, por favor, não deixes de querer ver… por cego é aquele que não quer ver … insensível é aquele que não quer sentir… infeliz é aquele que teve medo de se feliz… Sim talvez seja eu… talvez sejas tu…

Agora … tu… ao olhar para trás… vê circula mais que olhar á tua volta e diz-me… isso é tudo o que sempre quiseste! Sempre correu como querias?....

Como em cada momento… aquele que merece ser vivido… sim existem momento, nem sempre perfeitos, mas perto de alcançar a perfeição. Diz-me! Tiveste a coragem de correr atrás desse momento… tiveste estômago para dizer uma pequena frase apenas… tipo. “ Queres vir tomar café comigo?”

Mas não houve tempo, não houve espaço, não houve coragem, talvez pela juventude conturbada pelos problemas que não eram meus… talvez pelos erros do passado… talvez pelas amizades traiçoeiras, desfeitas … talvez… por mil e uma razões que não interessam nem ao pai natal…

Tranquei alguém dentro de mim… alguém que não quero ser… alguém que sinceramente nem sei… arranca a angústia instalada no meu peito, com a facilidade com devia partilhar a afeição e a emoção, num barulhento silêncio que te pertence.

Mais uma vez … e outra … e preferi não olhar… mas tu … entraste dentro de mim… mas não conseguiste transformar-me, nem aos poucos…


Há momentos que nascem perfeitos… poderiam ser o caso dos meus. Os momento não nasce à toa. Vêm fechados numa caixa, como as encomendas por correio. Por vezes não estamos em casa para os receber, outras vezes estamos e recebemos, mas acabamos por deixar em cima da mesa sem curiosidade de saber o que é, e existem aqueles embrulhos que recebemos e abrimos instantaneamente por impulso. Acontece que por vezes essas encomendas têm prazos e se os deixarmos tempo a mais em cima da mesa, de nada irão servir no futuro. Provavelmente alguém encontra o embrulho e sem medo da curiosidade abre recebe a surpresa, o momento que todos esperam.



Vou ser honesto… não sei se recebi o embrulho… ou se o tipo das encomendas bateu à porta ou tocou à campainha e eu não ouvi… ou não quis abrir a porta… ou por muito azar mesmo… não estava em casa… e Perdi… O Momento. Sim porque não é mais nem menos que isso … um momento… e eu não estava preparado para o receber……….


Na vida temos muitos momentos... mas existem momentos que normalmente são perfeitos... perfeitos para se amar, se beijar e ficar só com a pessoa amada...


O momento perfeito... há quem diga que basta querer que ele aparece... olhar nos olhos... e dizer o que vai na alma...

Um abraço forte, quente, um outro olhar... são todos momentos perfeitos... e … a muitos destes não damos valor.



Hoje, gostava de acordar e ter um momento perfeito… estar perto de ti... puder olhar bem dentro dos olhos… e ter coragem … de dizer… TUDO… para poder mais tarde recordar … contigo… aquele momento que se revelou perfeito… em que um simples olhar excluía a necessidade de palavras….


Onde a fortuna de uma pessoa se pode revelar com o tamanho de um sorriso e o brilho de um olhar…

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Esperar pelo amanhecer...

No sopro da brisa… um fresco quase matinal, aceso sopro de alma, que não acalma, apesar de contar com o mundo, o segundo de cada momento, … é mais um dia … é preciso suportar, segurar a sensação, daquela ilusão, que todos querem, que ninguém quer…


Como algo que me escutasse a alma, saber que não acalma, a dor, seja escutado como for… num ardor atrós,de como quem fica sem voz... o amanhecer…

Parece perdido...como um soldado na batalha, uma vida de quem trabalha de alma e coração…de quem perdeu a sensação… o sentido da paixão … de cada dia, a mais pequena alegria…

O sentimento que se encerra...num pensamento em guerra, constante, consoante a vontade, a saudade de quem ficou para trás, numa ciclo que não satisfaz… o loucura, pura, que não sentiu ao acordar… um leve sonhar, alcançar o alguem que sonhei ser… descer ao abismo e ter coragem de continuar, caminhar nas pedras flutuantes, sem receio, um anseio sem medo…

Insanas tristezas, as incertezas do ter e não ter... lutar e alcançar… escurecer e o amanhecer…

Mas não passa de mais uma noite nublada, cansada de ser … nada mais que mais uma noite… à espera que um amanhecer alcance o horizonte… na esperaça que lhe conte como foi… com que sonhou… se gostou dos breves raios de sol matinais, tão simples e reais…

A cada amanhecer é complicado… porque nada acontece, para além do sol, que aparece… longe envergonhado; cansado de ver as mesmas histórias… ilusórias…

...E o sol brilha … já amanhecendo; nada acontecendo e insito em negar, cansar a mente, feridas e angustias passadas, negadas nos passos de cada renascer… na esperança que o amanhecer … num sentimento estimulante… me dê folga por um breve instante…

Esquecer quem fui e lembrar quem sou… portanto hoje não vou dormir… vou sonhar acordado, até ficar cansado… de sonhar, e começar a viver… será que vou ser diferente...

Bem…

O melhor mesmo é esperar pelo amanhecer…

sábado, 11 de dezembro de 2010

És feliz?

Hoje tenho amigos… sou respeitado… sou uma pessoa alegre … e agora ... sou uma pessoa feliz??


Eu disse que sou feliz?

Para dizer a verdade, não sei como foi… mas aconteceu tudo mal… como fui idiota e banal… como se fosse tudo uma sordida tristeza enquanto vivi na incerteza de ser… mas não sou…


Enquanto o sentimento cá dentro não te deixar ir…

O album aberto não te deixar ir…


E mudei… abri-me aos outros, comecei a alargar conhecimentos relacionais na esperança de um dia ter amigos, ter alguém… ser alguém… e lutei… lutei contra mim… contra o que sinto, contra o que penso…


Não, não sou… Mas não tem a menor importância: estou contente com as minhas vitórias e derrotas. Enfrento os meus receios… os meus momentos de solidão, e penso que uma pessoa feliz jamais passa por isso.

E alegria não é exatamente sinónimo de felicidade,…


No um entender parece com uma tarde domingo, onde não existe qualquer desafio, apenas o descanso que em algumas horas se transforma em tédio, os mesmos programas de televisão no fim da tarde, a perspectiva da segunda-feira esperada com a sua rotina…


Mas ...
- A felicidade será apenas uma desculpa para se fazer cumprir o único papel: a sobrevivência da espécie? Assim, para nos forçar a comer ou fazer amor, é preciso associar um elemento chamado “prazer”??

- Por muito que digas “Sou Feliz” não estás satisfeito: é sempre preciso namorar a mulher mais bonita, ter uma casa XXL, comprar um carro novo, querer o que não se pode ter??


Como demonstra ser … a felicidade não pode durar. Não passam nada mais nada menos de momentos, de maneira que, jamais poderemos sentar e esperar que ela apareça… enquento o mundo gira …


E com tudo isto, perdemos oportunidades… sentados… à espera de sermos felizes…


Cansei-me de estar sentado… cansei-me de ver as “felicidade” a passar ao lado… as pessoas que deixei ir… as que ignorei… as que fingi não conhecer…


Mas apesar de tudo… não sei… não consigo… não sou o mesmo… nunca serei.. há coisas que nos mudam…


Preciso de alguém que me mostre o caminho… que me ensine novamente a ser Feliz no seu verdadeiro significado…
Ou o mais proximo que possa ser…

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Porque tem que ser sempre assim...

Porque tem que ser sempre assim…
Por vezes paro e penso: como sou egoísta…
Acho que tenho muitos problemas, e depois vejo que nem sempre é assim…

Mas depois há as perguntas às quais só tu sabes responder… se um dia voltares, se souberes que não te sou indiferente…

Dessa vida já provei dores e solidão,

Quando o dia passava rápido, fluído… com momentos de plena ilusão,
Mas…ao acordar desta viagem … Noto que foi só um sonho… nos dias em que fui feliz sozinho...

Desculpem por pensar assim. Desculpem mesmo… nem tudo pode correr bem à primeira, e todas as grandes caminhadas começam por um simples passo…

Já não sei se sou ou me sinto assim por força do hábito, ou se estamos outra vez a cair no mesmo…

Mesmo a tantos quilómetros mexo contigo, ainda mexes comigo.

Tudo me parece igual, outra vez!

E tenho de me agarrar com todas as forças que não tenho, tenho de me agarrar á vida, e lutar até ao fim.

Já não sinto o mesmo empenho… a mesma vontade, a mesma saudade.

O cansaço voltou, ecoou na última esquina da rua sem saída.

Eu sei que sabes algumas respostas… que tens todas as questões… todas as perguntas

Eu falho. Tu falhas.

Tu falhas. Eu falho.



E lá voltamos nós ao que não queremos.
Mas e se um dia eu te dissesse o que eu sinto por ti, ou se as palavras insistissem em querer dizer…

Eu só queria que tu soubesses que eu não vou desistir… mas também não quero sentir a tristeza ou a incerteza de ser sempre assim….



Porque tem de ser sempre assim???