“Que o silêncio me sufoca e amordaça. Calado estou, calado ficarei,
Pois que a língua que falo é de outra raça. “ - José Saramago
Às vezes perguntas-me, por que eu sou tão calado…
Mas, eu sou o medo do fraco… a força da imaginação
Hoje eu queria mostrar-te... eu sou, eu fui, eu vou..
E as juras de maldição... calado.
De amor… não falo, quase nada, a luz que se apaga, a vela que acende…
Nem a sorrir fico, ao teu lado...
Há quem diga que sou aquele livro - “Saiba ficar calado em 30 dias”.
Admiro quem fala, principalmente, quem fala nas horas certas.
Mas é na reflexão, no silêncio, na tranquilidade que encontro a harmonia.
Quem me conhece sabe que sou apenas um admirador, não falo muito, mas sou capaz de ouvir durante horas… mais horas que deveria.
É mais forte do que a minha força de vontade, que devia mudar de nome, para “vontade” só, porque de força não tem nada.
Tens-me perto de ti todo dia … mas não sabes se sou bom ou mau….
Porém, não é omissão. Se perguntares qualquer coisa que queiras saber, eu respondo.
Quando alguém diz alguma coisa que soa absurda, simplesmente fico na minha.
Há muito tempo que não ficava tão calado… enquanto eu apenas… existo.
Fazia tempo que alguém não ficava tão perdido, só porque me encontrou.
Ao invés de contactos constantes, dos grandes grupos, como introvertido prefiro companhias mais seleccionadas, apreciar um boa música e ler um bom livro, escrever pequenos desabafos…
O ser humano há muito escreve apenas para fugir de si próprio, não desejando mudar nada.
Não procuro popularidade…
Sou inventor, sonhador…
E os outros não percebem a beleza e imensidão disso.
Voltam-se para o seu padrão, acreditando que somos indivíduos, lutando, competindo, cada qual querendo satisfazer sua própria minúscula e bestial individualidade.
Como isso não significa nada, volto ao meu modo de vida...
Então é melhor não ouvir nada do que digo…
“Todos nós crescemos numa sociedade extrovertida ( …) Existe mesmo um conceito negativo em relação aos introvertidos”. Olsen Laney
domingo, 26 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
Gritos mudos
Por dentro de tantas palavras, sinto-me ... explodir.
Hoje não há poema.
Critério de selecção ... ou tema...
A língua, do que sinto, não é a mesma do que falo…
Calo, palavras que gritam e se atropelam mutuamente, sem nada dizer.
Plena a luz do dia fez minha alma aquecer….
Perdoa-me os dias de mau humor ...
E os dias que não tenho paciencia para te ouvir… ou para te falar…
Como outrora o fiz, como tantas vezes o fiz, mas hoje não consigo,
O coração para o papel, ... apenas tento passar...
Deixar apenas fluir nos olhos o … momento...
Sentindo a tua ausência...apenas sangue, vermelho vivo...
E gritos mudos... cativo ...
Em épocas onde falta o que pula dentro de mim ... é dor
Para poder dormir o sonho dos justos, paisagens com cor...
Os sonhos que banhavam num sopro, que numa frenética desorientação procuram uma saída,
Rasgando-me a pele... sangro... vermelho vivo.
O mostrar… provar o quanto me é importante, uma vida...
No vazio do meu interior,
A poesia inunda-me as veias e os poros, mas nada sai,
As letras não se conjugam, as frases não se formam... sem sentimento ...
Sem calor...
Nunca foi, nem há-de ser... de ventos e cinzas ardentes fundidas na memória do esquecimento.
E na ânsia de te encontrar novamente, explode, expõe-se, aberto...
Esta paixão que me inspira,
Que sustenta minha ira, no auge da minha imaginação!
Liberto...!
E nesse vazio, em que andava só, sem ti, a graça não será concedida...
E ninguém pode afirmar,
Que grande é o medo e grande é o coração... que quer gritar…
para o mundo inteiro ouvir, espalhar ...
Aos quatro ventos,
Os meus desejos, os meus pensamentos…
Mas…
Para quê fugir...
“Nenhum vento sopra a favor de quem não sabe para onde ir”.
Hoje não há poema.
Critério de selecção ... ou tema...
A língua, do que sinto, não é a mesma do que falo…
Calo, palavras que gritam e se atropelam mutuamente, sem nada dizer.
Plena a luz do dia fez minha alma aquecer….
Perdoa-me os dias de mau humor ...
E os dias que não tenho paciencia para te ouvir… ou para te falar…
Como outrora o fiz, como tantas vezes o fiz, mas hoje não consigo,
O coração para o papel, ... apenas tento passar...
Deixar apenas fluir nos olhos o … momento...
Sentindo a tua ausência...apenas sangue, vermelho vivo...
E gritos mudos... cativo ...
Em épocas onde falta o que pula dentro de mim ... é dor
Para poder dormir o sonho dos justos, paisagens com cor...
Os sonhos que banhavam num sopro, que numa frenética desorientação procuram uma saída,
Rasgando-me a pele... sangro... vermelho vivo.
O mostrar… provar o quanto me é importante, uma vida...
No vazio do meu interior,
A poesia inunda-me as veias e os poros, mas nada sai,
As letras não se conjugam, as frases não se formam... sem sentimento ...
Sem calor...
Nunca foi, nem há-de ser... de ventos e cinzas ardentes fundidas na memória do esquecimento.
E na ânsia de te encontrar novamente, explode, expõe-se, aberto...
Esta paixão que me inspira,
Que sustenta minha ira, no auge da minha imaginação!
Liberto...!
E nesse vazio, em que andava só, sem ti, a graça não será concedida...
E ninguém pode afirmar,
Que grande é o medo e grande é o coração... que quer gritar…
para o mundo inteiro ouvir, espalhar ...
Aos quatro ventos,
Os meus desejos, os meus pensamentos…
Mas…
Para quê fugir...
“Nenhum vento sopra a favor de quem não sabe para onde ir”.
sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
Quando foi a ultima vez que desenhaste com vontade?
Muitas vezes forçaste um desenho. Viste-te obrigado a desenhar algo por algum motivo, por trabalho, entreajuda, pelos teus filhos, ou simplesmente porque te querias entreter.
Pois bem. Há muito tempo que não desenhava com vontade. Andava cansado, psicologicamente, abatido e sem motivação para nada.
Mas Hoje não. peguei numa folha de rascunho, literalmente, e soltei o lapis, ainda muito enferrujado, un cinza carregado ou um cinza pálido. Pequenos traços soltos e com vontade, a liberdade na ponta de um lápis.
Rabiscos bem arcaicos, alheios ao que os outros pensam. Quero lá saber... eu queria lá estar. Mas não posso. E assim alheio-me numa folha demasiado branca. Com falta de cor e contraste. Longos traços escuros fogem na linhagem geral, mas ninguem leva a mal, porque ninguem os vai ver, ninguem quer saber.
E saiu isto.
Eu queria lá estar, encontrar assim um lugar calmo, mas não tão vazio. Sentio-o cá dentro. Um banco de jardim abandonado, uma flor solitária. Porque estará assim tão acabado, o momento, cá dentro. A ausencia de gente, questões de quem não sente, companhia. Seria ... apenas mais um desabafo, mais uma ausencia, mais um solidão. Só que não a guardei para mim. Libertei-a na margem de um rio, na esperança que as águas corridias as levem para longe... para longe do meu pensamento....
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
Mensagem de Ano Novo
Sei que muitos vão passar este pequeno texto à frente e saltar para o fim na esperança de ler apenas o mensagem de Ano Novo. Tudo bem. É minha intensão deixar algumas palavras... maiores ou mais pequenas, apenas palavras…
"Que quero dizer!
Um dia que nasce, um primeiro passo, um longo caminho, a repartir calma e carinho.
Que nesse ano possas sonhar… e acreditar!
Assim começas mais um Ano Novo.
Um optimista fica acordado até meia-noite para ver a entrada do ano novo. Um pessimista fica acordado para ter a certeza de que o ano velho se foi.
De te desejo!
Que tenha força de transformar velhos inimigos em novos amigos.
Que tenhas tempo para sentir toda a beleza da vida, que saibas senti-la em cada coisa simples, como … contagiar a todos com uma alegria verdadeira. E que isso não seja um acto de um momento!
Que neste ano possas sorrir, e dizer coisas da vida, que não sejam apenas músicas e letras, mas que sejam canções e sentimentos.
E expressar “Muito Obrigado!”, a todos os que te deram oportunidades de seres melhor.
O que esperas deste novo ano!
365 dias de felicidade;
52 semanas de saúde e prosperidade;
12 meses de amor e carinho;
8760 horas de paz e harmonia;
Que neste novo ano tenhas
2012 motivos para sorrir…
Que ao final do próximo ano possas dizer, que valeu a pena … que foi bom.
Usa o tempo, não deixe ele te use…
Recorda o mais importante!
Os amigos que fizeste.
As pessoas com quem conviveste.
Os momentos que passaste…
Que o novo ano traga conquistas profissionais e pessoais…
Mas sobretudo das pessoas, respeito, amor e felicidade…
Não te esqueças … nunca … de fazer o bem.
E lembra-te sempre que, o que se leva desta vida…
É a vida que se leva….
Um desafio, uma oportunidade e um pensamento:
“Que nesse ano sejamos, Todos, Muito Felizes!” "
"Que quero dizer!
Um dia que nasce, um primeiro passo, um longo caminho, a repartir calma e carinho.
Que nesse ano possas sonhar… e acreditar!
Assim começas mais um Ano Novo.
Um optimista fica acordado até meia-noite para ver a entrada do ano novo. Um pessimista fica acordado para ter a certeza de que o ano velho se foi.
De te desejo!
Que tenha força de transformar velhos inimigos em novos amigos.
Que tenhas tempo para sentir toda a beleza da vida, que saibas senti-la em cada coisa simples, como … contagiar a todos com uma alegria verdadeira. E que isso não seja um acto de um momento!
Que neste ano possas sorrir, e dizer coisas da vida, que não sejam apenas músicas e letras, mas que sejam canções e sentimentos.
E expressar “Muito Obrigado!”, a todos os que te deram oportunidades de seres melhor.
O que esperas deste novo ano!
365 dias de felicidade;
52 semanas de saúde e prosperidade;
12 meses de amor e carinho;
8760 horas de paz e harmonia;
Que neste novo ano tenhas
2012 motivos para sorrir…
Que ao final do próximo ano possas dizer, que valeu a pena … que foi bom.
Usa o tempo, não deixe ele te use…
Recorda o mais importante!
Os amigos que fizeste.
As pessoas com quem conviveste.
Os momentos que passaste…
Que o novo ano traga conquistas profissionais e pessoais…
Mas sobretudo das pessoas, respeito, amor e felicidade…
Não te esqueças … nunca … de fazer o bem.
E lembra-te sempre que, o que se leva desta vida…
É a vida que se leva….
Um desafio, uma oportunidade e um pensamento:
“Que nesse ano sejamos, Todos, Muito Felizes!” "
Diogo Francisco
sábado, 26 de novembro de 2011
Escritos que desaparecem
Liberto a caneta e o papel do seu escravo destino. Rasgo os meus gatafunhos mais arcaicos… e os mais …atuais…
Tal como libertei, um dia… gritos mudos, escudos do sentimento que explodia.
Vou desvanecer nos meus escritos… nas minhas juras, nos meus gritos.
Meus cadernos que outrora ficariam eternos, já não existem!
Pequenos grandes desafogos resistem… na tradição de esboços verbais, exíguos versos banais.
Metáforas e mitologias, preferências e categorias… de textos que escrevi.
Lamento terminar assim… mas tudo tem um fim…
Um dia alguém me chamou, de poeta… Aquela sensação inqueta, não se fez rogada.
De forma insperada, mesmo cansada no fim do dia … sentia … orgulho e reconhecimento. Mas foi o momento.
Apenas isso. O ter sido… o compromisso, o pedido, rejeitado… ignorado...
Um dia quis ser poeta! Quis ser maior que a lua…
Comecei de forma descreta e num verso desenhei a rua…
Descrevi mundos e universos… movimentos e amores dispersos.
Mas poderá o poeta ousar… querer com palavras desenhar, ou até acreditar… nas vidas que acaba de contar!
Para fazer uma obra de arte não basta ter talento, não basta ter força, é preciso também viver um grande amor….
É certo que o longe está mais perto do nunca.
Eu gostava de ir longe… ir mais além… mas falta alguem.
Alguem que não merece.
Alguem que não se esquece.
Alguem… que pense que a vida só é vida, quando é vivida por duas vidas, numa só…
Mas hoje… essa tua boca com quem tanto sonhei, hoje negou-me um sorriso…
Bardo! Acaba com a desilusão…
Acaba com meus assentos, poemas e pensamentos.
Deixa fluir o tempo, o segundo… a multidão.
Dirão que não estou… Dirão que desapareci…
Nunca te lembres de mim… porque o dia que te lembrares é porque um dia me esqueceste.
“Todos nós precisamos de alguém que precise de nós...” - Joice Lemos.
Tal como libertei, um dia… gritos mudos, escudos do sentimento que explodia.
Vou desvanecer nos meus escritos… nas minhas juras, nos meus gritos.
Meus cadernos que outrora ficariam eternos, já não existem!
Pequenos grandes desafogos resistem… na tradição de esboços verbais, exíguos versos banais.
Metáforas e mitologias, preferências e categorias… de textos que escrevi.
Lamento terminar assim… mas tudo tem um fim…
Um dia alguém me chamou, de poeta… Aquela sensação inqueta, não se fez rogada.
De forma insperada, mesmo cansada no fim do dia … sentia … orgulho e reconhecimento. Mas foi o momento.
Apenas isso. O ter sido… o compromisso, o pedido, rejeitado… ignorado...
Um dia quis ser poeta! Quis ser maior que a lua…
Comecei de forma descreta e num verso desenhei a rua…
Descrevi mundos e universos… movimentos e amores dispersos.
Mas poderá o poeta ousar… querer com palavras desenhar, ou até acreditar… nas vidas que acaba de contar!
Para fazer uma obra de arte não basta ter talento, não basta ter força, é preciso também viver um grande amor….
É certo que o longe está mais perto do nunca.
Eu gostava de ir longe… ir mais além… mas falta alguem.
Alguem que não merece.
Alguem que não se esquece.
Alguem… que pense que a vida só é vida, quando é vivida por duas vidas, numa só…
Mas hoje… essa tua boca com quem tanto sonhei, hoje negou-me um sorriso…
Bardo! Acaba com a desilusão…
Acaba com meus assentos, poemas e pensamentos.
Deixa fluir o tempo, o segundo… a multidão.
Dirão que não estou… Dirão que desapareci…
Nunca te lembres de mim… porque o dia que te lembrares é porque um dia me esqueceste.
“Todos nós precisamos de alguém que precise de nós...” - Joice Lemos.
terça-feira, 22 de novembro de 2011
As noites em que não durmo!
Dormi um bocado… cansado por fim…
Perdi-a… Uma ternura imensa…
Descontentes? Talvez. Paramos ao largo na baía! Oh… como queria que fosse um devaneio!
Cabelos ao vento oscilam como as ondas num dia de praia absoluto, na manhã fresca e luzidia. Fios de ouro enrolam-se entre os dedos esguios, resvaladios de suavidade, Ah que vontade…
Apartar me mim o desejo … resplandecem os espelhos semiabertos da alma, do olhar…
Sorriso maroto, face rosada, envergonhada… quente … suave …
Teus dedos deslizam com os meus, enlaçados num só, para o que der… e vier.
Intentei querer o que não podia …estar ao teu lado. Feliz? Não sei. Só não me deixes dormir …
Sonha comigo, sonha por mim…
Ao acordar sei que vais contar … contar comigo… contar por mim… contar os sonhos que desfrutámos na noite que foi nossa… seja em verso ou em prosa …
Quero experimentar tua mão novamente … tua pele … suave e macia. Todos os dias… qualquer dia.
Perdi-me em recantos estranhos… tamanhos pensamentos recônditos… sucumbi ao desânimo decimal…
Os nossos instantes juntos … tuas mãos entre as minha, fortemente contra as minhas… a maré, que sempre volta. Podem até surgir obstáculos, invejas, intrigas… mas…
Sem regressares, acordas-me…
Emudecidos, por um século. E teus olhos disseram que não parti… eu sou do vento… tu é das ondas incandescente destas águas… és o tempo.
As pessoas não acreditam… porque do sono se fez prosa… o mais bela rosa que guardo para ti…
Para que em cada amanhecer eu me levante…
Não me deixes dormir sem nada dizer. Num simples olhar, um simples … um já sabe o que o outro quer… gestos que vêm e vão, mãos trançadas, enquanto caminhamos…
Deixa-te ficar … lado a lado, frente a frente, olhos nos olhos… sorri e deixa-me sorrir contigo, quero ser mais que um amigo…
Estalamos nas ruas … e em silêncio nos contemplamos … deixa-me sonhar…
É a única coisa que falta para a minha vida ser perfeita!
Duas pessoas … uma só…
Partilhar aventuras e desventuras … segredos e curiosidades.
Curta a noite que seja longa. Ver-te adormecer … encontrar-te … pestana a pestana. Sorri baixinho, esse carinho envergonhado. Quero-te.
Não durmo…
Sinto que as pessoas me olham … de lado…
Se hoje sou esta pessoa que venceu na vida… ou que se perde… lentamente…
Devo tudo a ti…
Guardo as palavras que me dedicaste, a carta que me deixas-te… o adeus que nunca disseste. És a motivação que tenho. Encaraste a vida de frente…
Solta-se a brisa entre janelas … nos últimos raios do dia.
Recolhem-se comoções, partilhados num último adeus … olhos nos olhos, acanhado coração saltitante, findo sorriso marcante. Esperar que a distância seja curta … que devolvas o sorriso que me roubaste… o meu coração …
Pois o melhor de TUDO, eu não tenho … e és tu…
Perdi-a… Uma ternura imensa…
Descontentes? Talvez. Paramos ao largo na baía! Oh… como queria que fosse um devaneio!
Cabelos ao vento oscilam como as ondas num dia de praia absoluto, na manhã fresca e luzidia. Fios de ouro enrolam-se entre os dedos esguios, resvaladios de suavidade, Ah que vontade…
Apartar me mim o desejo … resplandecem os espelhos semiabertos da alma, do olhar…
Sorriso maroto, face rosada, envergonhada… quente … suave …
Teus dedos deslizam com os meus, enlaçados num só, para o que der… e vier.
Intentei querer o que não podia …estar ao teu lado. Feliz? Não sei. Só não me deixes dormir …
Sonha comigo, sonha por mim…
Ao acordar sei que vais contar … contar comigo… contar por mim… contar os sonhos que desfrutámos na noite que foi nossa… seja em verso ou em prosa …
Quero experimentar tua mão novamente … tua pele … suave e macia. Todos os dias… qualquer dia.
Perdi-me em recantos estranhos… tamanhos pensamentos recônditos… sucumbi ao desânimo decimal…
Os nossos instantes juntos … tuas mãos entre as minha, fortemente contra as minhas… a maré, que sempre volta. Podem até surgir obstáculos, invejas, intrigas… mas…
Sem regressares, acordas-me…
Emudecidos, por um século. E teus olhos disseram que não parti… eu sou do vento… tu é das ondas incandescente destas águas… és o tempo.
As pessoas não acreditam… porque do sono se fez prosa… o mais bela rosa que guardo para ti…
Para que em cada amanhecer eu me levante…
Não me deixes dormir sem nada dizer. Num simples olhar, um simples … um já sabe o que o outro quer… gestos que vêm e vão, mãos trançadas, enquanto caminhamos…
Deixa-te ficar … lado a lado, frente a frente, olhos nos olhos… sorri e deixa-me sorrir contigo, quero ser mais que um amigo…
Estalamos nas ruas … e em silêncio nos contemplamos … deixa-me sonhar…
É a única coisa que falta para a minha vida ser perfeita!
Duas pessoas … uma só…
Partilhar aventuras e desventuras … segredos e curiosidades.
Curta a noite que seja longa. Ver-te adormecer … encontrar-te … pestana a pestana. Sorri baixinho, esse carinho envergonhado. Quero-te.
Não durmo…
Sinto que as pessoas me olham … de lado…
Se hoje sou esta pessoa que venceu na vida… ou que se perde… lentamente…
Devo tudo a ti…
Guardo as palavras que me dedicaste, a carta que me deixas-te… o adeus que nunca disseste. És a motivação que tenho. Encaraste a vida de frente…
Solta-se a brisa entre janelas … nos últimos raios do dia.
Recolhem-se comoções, partilhados num último adeus … olhos nos olhos, acanhado coração saltitante, findo sorriso marcante. Esperar que a distância seja curta … que devolvas o sorriso que me roubaste… o meu coração …
Pois o melhor de TUDO, eu não tenho … e és tu…
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
Seduz-me
Seduz-me uma e outra vez…
Voz apaixonante do ser…o querer…
Faz crescer o sonho e a paixão. Aquela sensação…
Aquele teu olhar que faz envergonhar o tudo e o nada.
Loucamente quero tocar-te, alcançar-te o desejo… porque invejo o teu sorriso, malandro e maroto… outro… diferente de outro qualquer
Timidamente, quero conhecer-te.
Quero conhecer o teu jeito de falar… verbalizar o teu jeito de querer,
Apaixonar o nunca e odiar o sempre…
Como um estranho e vulgar anónimo… tão próximo e tão longe… de te conhecer… de te seduzir… de me seduzires…
Tenho momentos, angustias e omissões,
Espelhados em canções...
Antigas, que pernoitam na rádio que costumavas ouvir…
E,
Mesmo que digas que não é novo,
Envolvo o mistério com ideias e sensações … estranhas e deliciosas seduções…
Embora sintas e mintas … digas que não vês… que nunca me viste… que nunca sentiste…
Então … antes que negues a verdade… a mais pura realidade …
Deixa-te seduzir…
Seduz-me …
Estou aqui … e quero conhecer-te…
Voz apaixonante do ser…o querer…
Faz crescer o sonho e a paixão. Aquela sensação…
Aquele teu olhar que faz envergonhar o tudo e o nada.
Loucamente quero tocar-te, alcançar-te o desejo… porque invejo o teu sorriso, malandro e maroto… outro… diferente de outro qualquer
Timidamente, quero conhecer-te.
Quero conhecer o teu jeito de falar… verbalizar o teu jeito de querer,
Apaixonar o nunca e odiar o sempre…
Como um estranho e vulgar anónimo… tão próximo e tão longe… de te conhecer… de te seduzir… de me seduzires…
Tenho momentos, angustias e omissões,
Espelhados em canções...
Antigas, que pernoitam na rádio que costumavas ouvir…
E,
Mesmo que digas que não é novo,
Envolvo o mistério com ideias e sensações … estranhas e deliciosas seduções…
Embora sintas e mintas … digas que não vês… que nunca me viste… que nunca sentiste…
Então … antes que negues a verdade… a mais pura realidade …
Deixa-te seduzir…
Seduz-me …
Estou aqui … e quero conhecer-te…
domingo, 13 de novembro de 2011
Ó Mondego...
Libertei o olhar pensativo… dissipado nas margens… entre o rio… Na madrugada quase chegada… suave e fresca…
Águas prateadas iluminadas pela multidão, na vastidão do noite… deixei-a ir na penumbra… aquela sensação de… deja vu… o reflexo da cidade espelhado na neblina…
Quem sou eu senão um grande sonho… Quem és TU?
Soltei o olhar dos pensamentos na água … cristalina, sublime… que se devasta à frequência das robustas claridades… dos projectos e encontros… ou desencontros…
“ Que destino é o meu senão o de assistir ao meu Destino”…
Quero ser o teu futuro… mas não consigo… não consigo ver para além de … estranhamente de TI …
Visão prévia dos encontros e dos sonhos… rio que sou em indagação do mar que me apavora… rio que revejo… que ofusco… a estrela parada nas águas de hipocondria…
Olho a paisagem pela primeira vez… a qual me é familiar… o gesto normal de um simples… despertar… mas a curiosidade é maior. Foi livre e belo esse olhar … peculiar… misterioso… surgido do nada… nas margens do rio…
Eu vi… algures no sonho mais faminto de realidade meu desejo iluminado… as margem daquele rio …
Ó Mondego … podes tu impedir o viver … as minhas ilusões…
O eterno partir, da minha vontade … enorme… de ficar. E agora a quem respondo … senão a ecos, a soluços, a lamentos…à tua vontade… companhia … carisma… aqueles belos instantes, que se mostravam pela quase madrugada… luz que se afunda na paisagem… no leito do rio…
Que o tempo vai apagando… dizem muito… mas, existe sempre um mas… que veio do tempo … e ainda vem.
Uma dor que atravessa a alma… rasga o peito e sobressai naquele olhar…
Denego expor o quão suporto… o quanto me desarma … a tua ausência… quanto de quanto foi dito … ou do que ficou por dizer… da saudade…
De TI…
Águas prateadas iluminadas pela multidão, na vastidão do noite… deixei-a ir na penumbra… aquela sensação de… deja vu… o reflexo da cidade espelhado na neblina…
Quem sou eu senão um grande sonho… Quem és TU?
Soltei o olhar dos pensamentos na água … cristalina, sublime… que se devasta à frequência das robustas claridades… dos projectos e encontros… ou desencontros…
“ Que destino é o meu senão o de assistir ao meu Destino”…
Quero ser o teu futuro… mas não consigo… não consigo ver para além de … estranhamente de TI …
Visão prévia dos encontros e dos sonhos… rio que sou em indagação do mar que me apavora… rio que revejo… que ofusco… a estrela parada nas águas de hipocondria…
Olho a paisagem pela primeira vez… a qual me é familiar… o gesto normal de um simples… despertar… mas a curiosidade é maior. Foi livre e belo esse olhar … peculiar… misterioso… surgido do nada… nas margens do rio…
Eu vi… algures no sonho mais faminto de realidade meu desejo iluminado… as margem daquele rio …
Ó Mondego … podes tu impedir o viver … as minhas ilusões…
O eterno partir, da minha vontade … enorme… de ficar. E agora a quem respondo … senão a ecos, a soluços, a lamentos…à tua vontade… companhia … carisma… aqueles belos instantes, que se mostravam pela quase madrugada… luz que se afunda na paisagem… no leito do rio…
Que o tempo vai apagando… dizem muito… mas, existe sempre um mas… que veio do tempo … e ainda vem.
Uma dor que atravessa a alma… rasga o peito e sobressai naquele olhar…
Denego expor o quão suporto… o quanto me desarma … a tua ausência… quanto de quanto foi dito … ou do que ficou por dizer… da saudade…
De TI…
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Sorte ou Azar? Dedico-te estas palavras…
As tardes mornas de domingo e as noites frias de segunda… porque me inebriam?
Aqueces as formas mais sorrateiras… quando a Alma de negro se veste da forma mais patética, porquê? Não sei...
Dedico-te o que me faz querer… seres feliz, do pouco que conseguimos dizer ou escrever... termino e recomeço…
Não sei...não tenho explicação pelo facto… ah … o gostar de ti...
Não sei porque te escolhi… Azar ou sorte? Ou algo mais…
Deixa dizer-te os lindos versos raros… que escrevo e reescrevo.
Esqueci a caneta, rasguei o caderno…literalmente… centenas de milhares de palavras perdidas … lançadas ao vento atiradas da ponte. Talvez os peixes saibam ler…
Não sei porque te vejo…
Liberta-me… das tuas migalhas, do perfume que deixas…
Passas, diariamente por mim… e desejo-te, e quero partilhar … na esperança que sintas o mesmo… Sorte ou Azar? E dou por mim a desejar teus lábios.
Porque te sinto…? Com tanta intensidade...?
Fechei o meu sorriso das promessas e da poesias … arrogante, insinuante… o reverso do meu poema…
Mas hoje! Só hoje, guardo os versos, rabisco o rascunho, com uma estrela talhada de luz… pela paixão que não te dei…
Dúvidas e certezas, na manhã mergulhada em suave esperança…
Apenas para te dedicar... os mais lindos que te fiz, versos… versos que não rimam … que não fazem sentido… para alguns… talvez para ti …
Diz-me tu… Será Sorte … ou Azar
Aqueces as formas mais sorrateiras… quando a Alma de negro se veste da forma mais patética, porquê? Não sei...
Dedico-te o que me faz querer… seres feliz, do pouco que conseguimos dizer ou escrever... termino e recomeço…
Não sei...não tenho explicação pelo facto… ah … o gostar de ti...
Não sei porque te escolhi… Azar ou sorte? Ou algo mais…
Deixa dizer-te os lindos versos raros… que escrevo e reescrevo.
Esqueci a caneta, rasguei o caderno…literalmente… centenas de milhares de palavras perdidas … lançadas ao vento atiradas da ponte. Talvez os peixes saibam ler…
Não sei porque te vejo…
Liberta-me… das tuas migalhas, do perfume que deixas…
Passas, diariamente por mim… e desejo-te, e quero partilhar … na esperança que sintas o mesmo… Sorte ou Azar? E dou por mim a desejar teus lábios.
Porque te sinto…? Com tanta intensidade...?
Fechei o meu sorriso das promessas e da poesias … arrogante, insinuante… o reverso do meu poema…
Mas hoje! Só hoje, guardo os versos, rabisco o rascunho, com uma estrela talhada de luz… pela paixão que não te dei…
Dúvidas e certezas, na manhã mergulhada em suave esperança…
Apenas para te dedicar... os mais lindos que te fiz, versos… versos que não rimam … que não fazem sentido… para alguns… talvez para ti …
Diz-me tu… Será Sorte … ou Azar
terça-feira, 1 de novembro de 2011
E eu que não sei falar de amor ...
Existiria impostura se eu murmurasse, ou ela, que a vida pode querer uma paragem para ponderação... Todos os dias, todos os segundos…
Poeta agridoce… sou feio apenas aqui dentro... verdade… penso com medo na tempestade, é possível? Que de apegos me reservam… os momentos que faz dela uma batalha… será que tem mesmo essa capacidade ou é só… utopia…
Então no meio da desordem penso em buscar um refúgio… após quebrada a linha entre a paixão e a razão…
E não há nada a fazer
Não sei falar de amor …
Então… escrevo … recito pequenas frases para ti …
Palavras que não podem socorrer um coração enamorado.
Sem reprovas com um afecto tão puro no dom de amar, e criar…
Ver em infinitos vocábulos a sensação de liberdade … sem limites…
E agora…
Que faço com minhas promessas… se não sei falar de amor…
Digo apenas que sinto saudade, felicidade, orgulho, quando na verdade gostaria de dizer muito mais…
Poeta agridoce… sou feio apenas aqui dentro... verdade… penso com medo na tempestade, é possível? Que de apegos me reservam… os momentos que faz dela uma batalha… será que tem mesmo essa capacidade ou é só… utopia…
E chega o dia em que o coração acelera.
Então no meio da desordem penso em buscar um refúgio… após quebrada a linha entre a paixão e a razão…
E não há nada a fazer
Não sei falar de amor …
Então… escrevo … recito pequenas frases para ti …
Palavras que não podem socorrer um coração enamorado.
Mas eu tenho mais que mil… mil poemas de amor … que descrevem com perfeição tudo sobre… tudo, ou simplesmente amor.
Não sei falar de amor,
Não consigo descrever-te… talvez não seja possível… não existem palavras no dicionário que o consigam fazer…
Espalhas intensidade por onde passas e é difícil dizer, a esse poeta que… que fala de amor, dor, sofrimento, consolo...
Bardo absoluto… embriaga minha alma, minha vida, meu padecer.
Como arriscaria nesses teus poemas ouvir … em minha alma, o que meu peito diz…
Sobre ti.
Ouve somente … e nada digas, mesmo que o consigas.
O que sinto é distinto… é algo singular… é mais que a rosácea, do que teu aroma…
Sem reprovas com um afecto tão puro no dom de amar, e criar…
Ver em infinitos vocábulos a sensação de liberdade … sem limites…
E agora…
Que faço com minhas promessas… se não sei falar de amor…
Digo apenas que sinto saudade, felicidade, orgulho, quando na verdade gostaria de dizer muito mais…
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