quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Gritos mudos

Por dentro de tantas palavras, sinto-me ... explodir.
Hoje não há poema.
Critério de selecção ... ou tema...
A língua, do que sinto, não é a mesma do que falo…
Calo, palavras que gritam e se atropelam mutuamente, sem nada dizer.
Plena a luz do dia fez minha alma aquecer….

Perdoa-me os dias de mau humor ...
E os dias que não tenho paciencia para te ouvir… ou para te falar…
Como outrora o fiz, como tantas vezes o fiz, mas hoje não consigo,
O coração para o papel, ... apenas tento passar...
Deixar apenas fluir nos olhos o … momento...

Sentindo a tua ausência...apenas sangue, vermelho vivo...
E gritos mudos... cativo ...
Em épocas onde falta o que pula dentro de mim ... é dor
Para poder dormir o sonho dos justos, paisagens com cor...
Os sonhos que banhavam num sopro, que numa frenética desorientação procuram uma saída,
Rasgando-me a pele... sangro... vermelho vivo.
O mostrar… provar o quanto me é importante, uma vida...

No vazio do meu interior,
A poesia inunda-me as veias e os poros, mas nada sai,
As letras não se conjugam, as frases não se formam... sem sentimento ...
Sem calor...
Nunca foi, nem há-de ser... de ventos e cinzas ardentes fundidas na memória do esquecimento.

E na ânsia de te encontrar novamente, explode, expõe-se, aberto...
Esta paixão que me inspira,
Que sustenta minha ira, no auge da minha imaginação!
Liberto...!

E nesse vazio, em que andava só, sem ti, a graça não será concedida...
E ninguém pode afirmar,
Que grande é o medo e grande é o coração... que quer gritar…
para o mundo inteiro ouvir, espalhar ...
Aos quatro ventos,
Os meus desejos, os meus pensamentos…

Mas…
Para quê fugir...
“Nenhum vento sopra a favor de quem não sabe para onde ir”.

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