"Não tenho simpatia por perguntas,
explicações, sou econômica no falar, em certos momentos, o silêncio me define
melhor.
Meus olhos já são falantes e quando a vontade de verbalizar me agita... escrevo."
Lorena Prazeres
quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
terça-feira, 9 de outubro de 2012
Vazio...
Quis
escrever uma coisa meio … diferente, somente para impressionar ou simplesmente
surpreender…
Muito
procuraram formulas matemáticas através da física, vocábulo, ou cultura geral…
sem conseguirem descrever algo tão pequeno e tão grande …
Mas serão
suficiente as palavras ou formulas matemáticas para descrever um
vazio?
Nunca fui
capaz de sentir parágrafos nem exclamações.
Não encontrei uma forma de o fazer.
Um dia não
quis escrever… Eu escrevi! Demasiadas de palavras que hoje não existem.
Extintas
entre cadernos antigos, outrora instrumentos do meu âmago. Mas
há
momentos que as palavras não passam de meros ruídos inúteis.
Um fio de
esperança planeou escrever algo, doce, mas, havia algo … um amargo… travo de
agonia pulsando, lutando contra o maré… talvez
o ondular da sensatez e medo nos seus pontos de contacto.
Expor
minuciosamente um vazio… uma coisa bem dolorosa, não para magoar, nem fazer
lacrimejar. É tudo o que sai… ou deixo sair. Um resto de cores do pensamento.
E
dei com a caneta caída nas areias da ampulheta.
Não, não era
com o intuito de ser notado por ninguém. Não sei que tempo passou e quantos dias
se passaram no vazio do olhar.
Das
fraquezas apenas vi o medo manifestar…. de um jeito que fosse voraz e que fosse
capaz de esticar um vazio no papel, para que não faltasse nem um pedaço
incompreendido…
Pensamentos
diversos vão e voltam entre a angústia, a ânsia e o tormento.
Nem que o
repetisse mil vezes, seria capaz de transmitir o seu tamanho aqui dentro. Da
memória, o vácuo da presença assim
como as lembranças...
Na Paz fria
e esmagadora, aos poucos,
entro na solidão e a descrença corrói a ilusão.
Como quando
nada de interessante acontece e tudo o que antes era grande… acaba pequeno,
fazendo parte de uma rotina meio monótona … e a rua
abandona a nostalgia.
A vaidade, é
o seu ridículo… É um chorar
por nada... não para
alguém. Num futuro não muito distante despertasse a vontade de me entender…
Que posso eu
querer… lutar
para que não se apague a esperança...
Nas
horas que
seguem inexoráveis, escravas de tempos implacáveis …
tentar manter a luz acesa
domingo, 20 de maio de 2012
A CARTA
“Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.”
Álvaro de Campos
Eu não sei o que eu deixei de escrever.
Esta carta tem que significar um antes e depois, no lugar mais especial, que é onde tu vives …
Não, não letras ou palavras, no mundo tão belo que enchem meu coração com a satisfação de ser mostrado em cada palavra, parágrafo ou carta inteira para que carregas dentro de ti.
Podemos amar a meias? Podemos sorrir em segredo? Um encontro em tom mágico no trilho que não sigo. A vida sem um giro distraído, sem exprimir “a dor que deveras sinto”.
Quem és tu…
Amar a verdade desta carta reflecte uma mistura de questões não respondidas, ilusões e medos. Uma abordagem para o infinito, a ligação máximo de duas pessoas que amam e se querem.
Mais bonita do que as cores, há razão para o amor não definir palavras, que rodeiam num imenso vazio. Talvez a perfeição…
Eu gosto do teu sorriso, eu gosto de ouvir o teu riso, eu digo-te meu amor, os meus sonhos foram simples e directos, nada de especial.
A maioria dos seres humanos não teria acreditado, mas… eu tenho certeza.
Menina bonita, pouco do meu mundo... Este dia que passei contigo, significa novas experiências, novos sentimentos, um florescimento de milhares de sonhos dorminhocos. E tu estás lá.
Rir e chorar, ódio e amor, nada é certo. Eu quero que saibas que nunca esquecerei o que ensinaste, a amar de uma maneira diferente.
A razão desta carta é para que saibas o quanto me és importante e o quanto eu quero a tua felicidade...
Eu amo-te, nunca hesites...
Dicaf
quarta-feira, 4 de abril de 2012
Sem Cor....
É
difícil fazer alguém feliz… assim como é fácil faze-la triste.
Estes
dias sem ninguém … sem ti… perdi a cor quando escureceu,
É
difícil convencer quem não é feliz, assim como é fácil achar que falta sempre algo.
Sinto
a dor … sinto tristeza
Perdi
a verdadeira cor … aquela estranha incerteza…
Recordo
um olhar, e fazes falta… não consegues imaginar.
Sinto
a tua ausência, como se me faltasse o ar.
Todo
o meu interior está repleto de raiva, angustia, magoa, revolta, esperança numa
realidade idealizada e fantasiada.
Encarar
sem te ter. Atravessar a rua… talvez
O
dia-a-dia, manter-me vivo, tu mantinhas-me… vivo! Tem sido tão complicado.
É
difícil agradecer pelo dia de hoje, assim como é fácil viver mais um dia.
Tu
foste e contigo levaste a cor. Só vejo preto e branco, como os passeios nocturnos,
sem o calor… sem conforto.
Não
consigo mostrar mais o que sinto.
Se
alguém reclama de ti, ouve..
Ninguém
consegue ter uma pequena ideia daquilo que sinto bem cá dentro do meu ser, a
magoa que transporto, o choro que controlo, a raiva que me rebaixa e a dor que
me aterra a uma tristeza cada vez mais abismal.
E isso
não me serve de conforto, não me serve de conforto viver.
Acredita
que nada é visivelmente fácil … viver.
É
difícil abrires-te a alguém? Mas quem disse que é fácil encontrar alguém que
queira escutar?
É
difícil falar sobre mim… sobre o que sinto! É mais fácil ouvir-te … as tuas
histórias, as tuas ambições, as tuas …..
Nem
tudo é fácil na vida...
quarta-feira, 14 de março de 2012
Fotos ao amanhecer…
Teu olhar intrigante! Teus pensamentos penetrantes…
Mas por dentro sei… estás feliz!
Lamentos dissipados pelo ar … quiçá por um segundo… num amanhecer profundo.
Ao selar um sorriso, perco-me no teu olhar, de alma farta…
Melindrado pela beleza ofuscante de luz que nos envolveu, teus lábios, beijar… tua pele aveludada como seda, diz-me para eu ir… e encarar o amanhecer… tua foto ao acordar...
Muitos foram os sinais, de que algo mudava,
E contemplo-te, menina mulher, olhos nos olhos…
Dormias o sono dos justos, intenso, deitado num mundo instável… onde nada acontece por acaso.
Uma bela mulher, uma expressão, num sonho jamais real...
Tua foto ao amanhecer, mexe-me com o coração, sem mágoas, sem ódio, coração sem maldade…
No olhar… pareces perdida.
Voando nas asas do desejo, a tua ânsia de vida, os teus ensejos…
Sei que não é a foto do momento…
Mas… vejo-te realizada e feliz vibrante e fenomenal...
Teus olhos brilham, iluminados pelo mundo…
Iluminados pelo coração!
Navegando no mesmo mar que tu, aquela tua foto ao amanhecer…
Agora sim! Vejo-te… mulher…
Assim!
Viver um sonho perfeito... Muito mais que uma menina suspirando por ondas e marés…
Viver no paraíso, num sonho que não quero acordar…
Acordei em paz na esperança de viver um novo dia … feliz!
E tu … tu princesa...
Eu, tu e o teu amanhecer…
Lamentos dissipados pelo ar … quiçá por um segundo… num amanhecer profundo.
Ao selar um sorriso, perco-me no teu olhar, de alma farta…
Melindrado pela beleza ofuscante de luz que nos envolveu, teus lábios, beijar… tua pele aveludada como seda, diz-me para eu ir… e encarar o amanhecer… tua foto ao acordar...
Muitos foram os sinais, de que algo mudava,
E contemplo-te, menina mulher, olhos nos olhos…
Dormias o sono dos justos, intenso, deitado num mundo instável… onde nada acontece por acaso.
Uma bela mulher, uma expressão, num sonho jamais real...
Tua foto ao amanhecer, mexe-me com o coração, sem mágoas, sem ódio, coração sem maldade…
No olhar… pareces perdida.
Voando nas asas do desejo, a tua ânsia de vida, os teus ensejos…
Sei que não é a foto do momento…
Mas… vejo-te realizada e feliz vibrante e fenomenal...
Teus olhos brilham, iluminados pelo mundo…
Iluminados pelo coração!
Navegando no mesmo mar que tu, aquela tua foto ao amanhecer…
Agora sim! Vejo-te… mulher…
Assim!
Viver um sonho perfeito... Muito mais que uma menina suspirando por ondas e marés…
Viver no paraíso, num sonho que não quero acordar…
Acordei em paz na esperança de viver um novo dia … feliz!
E tu … tu princesa...
Eu, tu e o teu amanhecer…
quarta-feira, 7 de março de 2012
A sombra que se quebra
Meu amor, o que encontras…
Nunca vou esquecer, teu fosso de silêncio, que estava vazio, que guardo de ti.Cais, às vezes, e voltas, rancorosa e ferida, no teu abismo na solidão errante….
A minha palavra em teu poço fechado… sem que tu a orientes, voltará a ferir-me.
Quem te ensinou os passos que até mim te levaram? Não acharás, esse instante!
Tira-me o ar, com esses olhos cansados! A repentina onda do teu riso … ah... ao encontrar teu riso, à beira do mar, em pleno outono, aquela flor que esperava, a lua que te ama, deste jeito grosseiro, como uma só porta fechada, caminhas pela sombra.
Talvez teu sono se tenha separado do meu. Ris-te da noite, como se antes de ser, as tivesse tocado, tuas mãos, por que as reconheço, até tua presença!
Deixa-me que te fale também … com o teu silêncio…
Dormi, despertei! Se cada dia cai dentro de cada noite, voando sobre o tempo, essas asas sobre a primavera, e tua boca cintila como se me chegasse da vastidão que nos rodeia.
Andavam dias iguais a perseguir-se. Perguntas que se insistiam na areia. Sabes... são mais tristes os portos ao atracar da tarde.
Esperemos…
Acontece…
Nem a noite, nem o sonho levantam e fazem… outros dias que não têm chegado, ainda… amargos ou preciosos que cresceram comigo, mas ninguém entrou. E por fim, correm pelo mar rumo a onde não chegam.
E desde então, não sei mas ... sou porque tu és…
domingo, 26 de fevereiro de 2012
A arte de ficar calado
“Que o silêncio me sufoca e amordaça. Calado estou, calado ficarei,
Pois que a língua que falo é de outra raça. “ - José Saramago
Às vezes perguntas-me, por que eu sou tão calado…
Mas, eu sou o medo do fraco… a força da imaginação
Hoje eu queria mostrar-te... eu sou, eu fui, eu vou..
E as juras de maldição... calado.
De amor… não falo, quase nada, a luz que se apaga, a vela que acende…
Nem a sorrir fico, ao teu lado...
Há quem diga que sou aquele livro - “Saiba ficar calado em 30 dias”.
Admiro quem fala, principalmente, quem fala nas horas certas.
Mas é na reflexão, no silêncio, na tranquilidade que encontro a harmonia.
Quem me conhece sabe que sou apenas um admirador, não falo muito, mas sou capaz de ouvir durante horas… mais horas que deveria.
É mais forte do que a minha força de vontade, que devia mudar de nome, para “vontade” só, porque de força não tem nada.
Tens-me perto de ti todo dia … mas não sabes se sou bom ou mau….
Porém, não é omissão. Se perguntares qualquer coisa que queiras saber, eu respondo.
Quando alguém diz alguma coisa que soa absurda, simplesmente fico na minha.
Há muito tempo que não ficava tão calado… enquanto eu apenas… existo.
Fazia tempo que alguém não ficava tão perdido, só porque me encontrou.
Ao invés de contactos constantes, dos grandes grupos, como introvertido prefiro companhias mais seleccionadas, apreciar um boa música e ler um bom livro, escrever pequenos desabafos…
O ser humano há muito escreve apenas para fugir de si próprio, não desejando mudar nada.
Não procuro popularidade…
Sou inventor, sonhador…
E os outros não percebem a beleza e imensidão disso.
Voltam-se para o seu padrão, acreditando que somos indivíduos, lutando, competindo, cada qual querendo satisfazer sua própria minúscula e bestial individualidade.
Como isso não significa nada, volto ao meu modo de vida...
Então é melhor não ouvir nada do que digo…
“Todos nós crescemos numa sociedade extrovertida ( …) Existe mesmo um conceito negativo em relação aos introvertidos”. Olsen Laney
Pois que a língua que falo é de outra raça. “ - José Saramago
Às vezes perguntas-me, por que eu sou tão calado…
Mas, eu sou o medo do fraco… a força da imaginação
Hoje eu queria mostrar-te... eu sou, eu fui, eu vou..
E as juras de maldição... calado.
De amor… não falo, quase nada, a luz que se apaga, a vela que acende…
Nem a sorrir fico, ao teu lado...
Há quem diga que sou aquele livro - “Saiba ficar calado em 30 dias”.
Admiro quem fala, principalmente, quem fala nas horas certas.
Mas é na reflexão, no silêncio, na tranquilidade que encontro a harmonia.
Quem me conhece sabe que sou apenas um admirador, não falo muito, mas sou capaz de ouvir durante horas… mais horas que deveria.
É mais forte do que a minha força de vontade, que devia mudar de nome, para “vontade” só, porque de força não tem nada.
Tens-me perto de ti todo dia … mas não sabes se sou bom ou mau….
Porém, não é omissão. Se perguntares qualquer coisa que queiras saber, eu respondo.
Quando alguém diz alguma coisa que soa absurda, simplesmente fico na minha.
Há muito tempo que não ficava tão calado… enquanto eu apenas… existo.
Fazia tempo que alguém não ficava tão perdido, só porque me encontrou.
Ao invés de contactos constantes, dos grandes grupos, como introvertido prefiro companhias mais seleccionadas, apreciar um boa música e ler um bom livro, escrever pequenos desabafos…
O ser humano há muito escreve apenas para fugir de si próprio, não desejando mudar nada.
Não procuro popularidade…
Sou inventor, sonhador…
E os outros não percebem a beleza e imensidão disso.
Voltam-se para o seu padrão, acreditando que somos indivíduos, lutando, competindo, cada qual querendo satisfazer sua própria minúscula e bestial individualidade.
Como isso não significa nada, volto ao meu modo de vida...
Então é melhor não ouvir nada do que digo…
“Todos nós crescemos numa sociedade extrovertida ( …) Existe mesmo um conceito negativo em relação aos introvertidos”. Olsen Laney
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
Gritos mudos
Por dentro de tantas palavras, sinto-me ... explodir.
Hoje não há poema.
Critério de selecção ... ou tema...
A língua, do que sinto, não é a mesma do que falo…
Calo, palavras que gritam e se atropelam mutuamente, sem nada dizer.
Plena a luz do dia fez minha alma aquecer….
Perdoa-me os dias de mau humor ...
E os dias que não tenho paciencia para te ouvir… ou para te falar…
Como outrora o fiz, como tantas vezes o fiz, mas hoje não consigo,
O coração para o papel, ... apenas tento passar...
Deixar apenas fluir nos olhos o … momento...
Sentindo a tua ausência...apenas sangue, vermelho vivo...
E gritos mudos... cativo ...
Em épocas onde falta o que pula dentro de mim ... é dor
Para poder dormir o sonho dos justos, paisagens com cor...
Os sonhos que banhavam num sopro, que numa frenética desorientação procuram uma saída,
Rasgando-me a pele... sangro... vermelho vivo.
O mostrar… provar o quanto me é importante, uma vida...
No vazio do meu interior,
A poesia inunda-me as veias e os poros, mas nada sai,
As letras não se conjugam, as frases não se formam... sem sentimento ...
Sem calor...
Nunca foi, nem há-de ser... de ventos e cinzas ardentes fundidas na memória do esquecimento.
E na ânsia de te encontrar novamente, explode, expõe-se, aberto...
Esta paixão que me inspira,
Que sustenta minha ira, no auge da minha imaginação!
Liberto...!
E nesse vazio, em que andava só, sem ti, a graça não será concedida...
E ninguém pode afirmar,
Que grande é o medo e grande é o coração... que quer gritar…
para o mundo inteiro ouvir, espalhar ...
Aos quatro ventos,
Os meus desejos, os meus pensamentos…
Mas…
Para quê fugir...
“Nenhum vento sopra a favor de quem não sabe para onde ir”.
Hoje não há poema.
Critério de selecção ... ou tema...
A língua, do que sinto, não é a mesma do que falo…
Calo, palavras que gritam e se atropelam mutuamente, sem nada dizer.
Plena a luz do dia fez minha alma aquecer….
Perdoa-me os dias de mau humor ...
E os dias que não tenho paciencia para te ouvir… ou para te falar…
Como outrora o fiz, como tantas vezes o fiz, mas hoje não consigo,
O coração para o papel, ... apenas tento passar...
Deixar apenas fluir nos olhos o … momento...
Sentindo a tua ausência...apenas sangue, vermelho vivo...
E gritos mudos... cativo ...
Em épocas onde falta o que pula dentro de mim ... é dor
Para poder dormir o sonho dos justos, paisagens com cor...
Os sonhos que banhavam num sopro, que numa frenética desorientação procuram uma saída,
Rasgando-me a pele... sangro... vermelho vivo.
O mostrar… provar o quanto me é importante, uma vida...
No vazio do meu interior,
A poesia inunda-me as veias e os poros, mas nada sai,
As letras não se conjugam, as frases não se formam... sem sentimento ...
Sem calor...
Nunca foi, nem há-de ser... de ventos e cinzas ardentes fundidas na memória do esquecimento.
E na ânsia de te encontrar novamente, explode, expõe-se, aberto...
Esta paixão que me inspira,
Que sustenta minha ira, no auge da minha imaginação!
Liberto...!
E nesse vazio, em que andava só, sem ti, a graça não será concedida...
E ninguém pode afirmar,
Que grande é o medo e grande é o coração... que quer gritar…
para o mundo inteiro ouvir, espalhar ...
Aos quatro ventos,
Os meus desejos, os meus pensamentos…
Mas…
Para quê fugir...
“Nenhum vento sopra a favor de quem não sabe para onde ir”.
Subscrever:
Comentários (Atom)














