terça-feira, 9 de outubro de 2012

Vazio...


Quis escrever uma coisa meio … diferente, somente para impressionar ou simplesmente surpreender…

Muito procuraram formulas matemáticas através da física, vocábulo, ou cultura geral… sem conseguirem descrever algo tão pequeno e tão grande …
Mas serão suficiente as palavras ou formulas matemáticas para descrever um vazio?
Nunca fui capaz de sentir parágrafos nem exclamações. Não encontrei uma forma de o fazer.

Um dia não quis escrever…  Eu escrevi! Demasiadas de palavras que hoje não existem. Extintas entre cadernos antigos, outrora instrumentos do meu âmago. Mas há momentos que as palavras não passam de meros ruídos inúteis.
Um fio de esperança planeou escrever algo, doce, mas, havia algo … um amargo… travo de agonia pulsando, lutando contra o maré… talvez o ondular da sensatez e medo nos seus pontos de contacto.

Expor minuciosamente um vazio… uma coisa bem dolorosa, não para magoar, nem fazer lacrimejar. É tudo o que sai… ou deixo sair. Um resto de cores do pensamento. E dei com a caneta caída nas areias da ampulheta.

Não, não era com o intuito de ser notado por ninguém. Não sei que tempo passou e quantos dias se passaram no vazio do olhar.
Das fraquezas apenas vi o medo manifestar…. de um jeito que fosse voraz e que fosse capaz de esticar um vazio no papel, para que não faltasse nem um pedaço incompreendido…

Pensamentos diversos vão e voltam entre a angústia, a ânsia e o tormento.
Nem que o repetisse mil vezes, seria capaz de transmitir o seu tamanho aqui dentro. Da memória, o vácuo da presença assim como as lembranças...
Na Paz fria e esmagadora, aos poucos, entro na solidão e a descrença corrói a ilusão.
Como quando nada de interessante acontece e tudo o que antes era grande… acaba pequeno, fazendo parte de uma rotina meio monótona … e a rua abandona a nostalgia.
A vaidade, é o seu ridículo… É um chorar por nada... não para alguém. Num futuro não muito distante despertasse a vontade de me entender…

Que posso eu querer… lutar para que não se apague a esperança...
Nas horas que seguem inexoráveis, escravas de tempos implacáveis … tentar manter a luz acesa

0 comentários: