domingo, 1 de junho de 2014

As noites em que bebo


Escrevo nas noites que bebo….  
Que importa quando bebo? O que importa é o que quero escrever!
Escrevo porque sinto, porque senti ou porque gostaria de sentir.
E não durmo… e escrevo acordado no refrescante licor da sensação….

Não tenho força para ter energia.
Vislumbro a noite como se fosse uma imensidão…
Lá fora há o silêncio ensurdecedor…
E escrevo para procurar alguma coisa que…. Nem sei. Bebo em nome de meus amigos que não estão, bebo para esquecer os anseios, os medos e os riscos.

Porque bebo? Para esquecer … esquecer o passado e viver o presente e quem sabe sonhar com o futuro.
Escrevo acordado, escrevo a dormir…
Durmo. Não durmo. Durmo. Não durmo.

E a insónia perpassa… e a madrugada tarda, inutilmente…
Que me traz de novo? Outro dia igual a este, a ser seguido por outra noite igual a esta!

E vou escrevendo, pequenos textos,  realmente simpáticos, antipáticos… ou qualquer copo parecido…

Escrevo o que sei … e sei o que escrevo.
Na verdade nunca sei o que estou a escrever ou então se estou a escrever coisas que me irei lembrar. E o cansaço extrapassa o pré-sono no sofá…..
E a madrugada que não chega!

Alguém sabe que horas são? São horas que não durmo… e escrevo …
São horas que escrevo porque bebo!

“”Bebo e não me arrependo de beber. Arrependo-me é de não falar o que devia quando estou bêbado.”” - Agton Barbosa de Souza

sábado, 24 de maio de 2014

A Azia da sensatez


Engulo a loucura porque ela me alucina calmamente.
Hoje eu vou mudar, vasculhar as minhas gavetas, deitar fora sentimentos…
Eu deixo-te ser, deixa-me ser então…

Sonhei, mas não perdi a lucidez!
Por enquanto.
Vou inventando a tua presença porque te manténs ao longe e sempre ausente…
Ofereci uma flor, uma caixa de bombons, tudo embrulhado em papel luzente.
Será que ainda te lembras?
Não, claro que não!
Amanhã não fecharás este dia no armário, e no resto do ano, ensaias outro tom….

Sou a alma dos meus versos, ou a falta deles.
Somos o que somos, o que sonhamos, o que pensamos…. o que….
E se te roubassem as tuas recordações?
E se te dissessem para esqueceres e seguires em frente!


Sou a madrugada por momentos dispersos, sou … uma imagem repartida pelo respeito que não merece um único verbo…

Sonhei e sofri … e sonhei novamente.
É a sensatez do sonho ganhando uma coragem escondida…
Sabe o que eu quero de verdade?
Paciência para compreender a sensatez.



 “”Eu, que sempre tinha uma palavra pronta, morri no silêncio. 

 Sobrou profundo ressentimento, por jamais saber como seria… ##Camila Custodio##””

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Livre


Este peso que se arrasta, que me atrasa, que me faz parar. 


Tudo trago na bagagem, o passado, preocupações, tristezas, medos…
Parei, leve… alarguei por momentos, o peso dos ombros, a bagagem que carrego.

Dispenso mais um segundo, um minuto, uma hora, um dia.
Pois … um dia!

Um dia levantei, mais uma vez, forcei a contra vontade. Senti o peso … e senti a liberdade, mais do que a idade… mais que doa a saudade.

O tempo é o meu segredo e ninguém vai saber. Mais do que silencioso, leve, leva e nada diz, nada conta… nada te conta!
Temos vidas diferentes, e não sou perfeito.
Somente… querias que eu fosse ….
Fizeste com que eu fosse diferente…
Aliás… indiferente.

Então resolvi calar… e aprendi o valor do silêncio.
E o silêncio calou-me?
Silenciei os meus erros…
As minhas verdades…
As minhas opiniões…
As minhas frustrações!

E mais uma vez caminho sobre as nuvens com aquela velha musica:
“I can’t help my self, … I am going crazy”
Soltei o paraquedas e saltei, larguei tudo e não olhei para trás.


Não olhes. Já fui. Já parti, não parei, e não tornei a olhar.
Senti as asas pairar, leve, levemente, somente eu e o mundo
Longo o caminho, levo comigo carinho na algibeira, ladeira de amigos e comparsas, graças, momentos e pensamentos.

Caminhos que percorro, caminhos que tropeço… por onde livre corro e sinto que mereço.

Cresci, mudei, alcancei…

Sabes que mais!
Hoje sou livre…

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Do outro lado… virtual....


Quando mais precisava, conheci alguém que meu coração balançou!
Vivia do outro lado de um computador.

Palavras de uma estranha… realidades belas, expressões e sensações que me fizeram explodir a curiosidade.
Sabes… nem dormi direito nessa a noite.

Serei a pessoa certa?
Serás a tal?
Eu sei que posso fazer alguém feliz!

Atrás desse computador, quem és tu?
És o meu sonho, a minha ilusão.
Vivemos sonhando, quando esquecemos de acordar

Guiado por pequenos passos invisíveis de amor… deixei-me levar pelas tuas melodias, sereia que enfeitiças… doce e ousada … sonhada, a historia em que me envolvi demais, neste sonho virtual…
E minha alegria como nunca antes para mim voltou.

Sonhámos histórias lindas, riachos, belas adormecidas, príncipes e castelos... sonhos ótimos e … sempre nas horas mais efémeras , acordamos...
Trocámos muitos recados e lamentações…

O tempo passa e vai seguindo, nada espera, dá saudade, angústia, mais, não mudamos...
Sempre sendo iludido e iludindo.
Ficámos num ponto… e ficamos sempre sem nada!

Não deixei mais ninguém de mim se aproximar,
Fiquei cheio de esperanças, fiquei à tua espera!
Desejei-te muito, aprendi muito…
Pediste-me para esperar… até quando?

E não vou mais te esperar…
Afinal tu tens o teu publico, és uma boa atriz,
Não sei onde tava com a cabeça, em insistir nesta ilusão.

Quem sou eu além daquele que fui?
Cheio de imperfeições,
Sou o que tu vê…
Corajoso o suficiente para dizer “tenho medo”!

Mas se olhares por mais de um segundo,
Verás vários “eus”,
Eu o que fui, eu o que sou e eu o que serei.

E Perdido entre florestas e sombras de ilusão... Oh desilusão...
Amo-te demais, mas esse meu amor, tu não mereces.
O eu que deixarás de ver…

Quando eu for….

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Copy-Paste

"Não tenho simpatia por perguntas, explicações, sou econômica no falar, em certos momentos, o silêncio me define melhor.

Meus olhos já são falantes e quando a vontade de verbalizar me agita... escrevo."

Lorena Prazeres

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Vazio...


Quis escrever uma coisa meio … diferente, somente para impressionar ou simplesmente surpreender…

Muito procuraram formulas matemáticas através da física, vocábulo, ou cultura geral… sem conseguirem descrever algo tão pequeno e tão grande …
Mas serão suficiente as palavras ou formulas matemáticas para descrever um vazio?
Nunca fui capaz de sentir parágrafos nem exclamações. Não encontrei uma forma de o fazer.

Um dia não quis escrever…  Eu escrevi! Demasiadas de palavras que hoje não existem. Extintas entre cadernos antigos, outrora instrumentos do meu âmago. Mas há momentos que as palavras não passam de meros ruídos inúteis.
Um fio de esperança planeou escrever algo, doce, mas, havia algo … um amargo… travo de agonia pulsando, lutando contra o maré… talvez o ondular da sensatez e medo nos seus pontos de contacto.

Expor minuciosamente um vazio… uma coisa bem dolorosa, não para magoar, nem fazer lacrimejar. É tudo o que sai… ou deixo sair. Um resto de cores do pensamento. E dei com a caneta caída nas areias da ampulheta.

Não, não era com o intuito de ser notado por ninguém. Não sei que tempo passou e quantos dias se passaram no vazio do olhar.
Das fraquezas apenas vi o medo manifestar…. de um jeito que fosse voraz e que fosse capaz de esticar um vazio no papel, para que não faltasse nem um pedaço incompreendido…

Pensamentos diversos vão e voltam entre a angústia, a ânsia e o tormento.
Nem que o repetisse mil vezes, seria capaz de transmitir o seu tamanho aqui dentro. Da memória, o vácuo da presença assim como as lembranças...
Na Paz fria e esmagadora, aos poucos, entro na solidão e a descrença corrói a ilusão.
Como quando nada de interessante acontece e tudo o que antes era grande… acaba pequeno, fazendo parte de uma rotina meio monótona … e a rua abandona a nostalgia.
A vaidade, é o seu ridículo… É um chorar por nada... não para alguém. Num futuro não muito distante despertasse a vontade de me entender…

Que posso eu querer… lutar para que não se apague a esperança...
Nas horas que seguem inexoráveis, escravas de tempos implacáveis … tentar manter a luz acesa

domingo, 20 de maio de 2012

A CARTA


“Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.”
Álvaro de Campos


Eu não sei o que eu deixei de escrever.
Esta carta tem que significar um antes e depois, no lugar mais especial, que é onde tu vives …

Não, não letras ou palavras, no mundo tão belo que enchem meu coração com a satisfação de ser mostrado em cada palavra, parágrafo ou carta inteira para que carregas dentro de ti.

Podemos amar a meias? Podemos sorrir em segredo? Um encontro em tom mágico no trilho que não sigo. A vida sem um giro distraído, sem exprimir “a dor que deveras sinto”.

Quem és tu…
Amar a verdade desta carta reflecte uma mistura de questões não respondidas, ilusões e medos. Uma abordagem para o infinito, a ligação máximo de duas pessoas que amam e se querem.

Mais bonita do que as cores, há razão para o amor não definir palavras, que rodeiam num imenso vazio. Talvez a perfeição…

Eu gosto do teu sorriso, eu gosto de ouvir o teu riso, eu digo-te meu amor, os meus sonhos foram simples e directos, nada de especial.
A maioria dos seres humanos não teria acreditado, mas… eu tenho certeza.

Menina bonita, pouco do meu mundo... Este dia que passei contigo, significa novas experiências, novos sentimentos, um florescimento de milhares de sonhos dorminhocos. E tu estás lá.

Rir e chorar, ódio e amor, nada é certo. Eu quero que saibas que nunca esquecerei o que ensinaste, a amar de uma maneira diferente.
A razão desta carta é para que saibas o quanto me és importante e o quanto eu quero a tua felicidade...

Eu amo-te, nunca hesites...

Dicaf

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Sem Cor....


É difícil fazer alguém feliz… assim como é fácil faze-la triste.

Fiquei sem vida, sem cheiro, sem fome, sem cor…

Estes dias sem ninguém … sem ti… perdi a cor quando escureceu, 
É difícil convencer quem não é feliz, assim como é fácil achar que falta sempre algo.

Sinto a dor … sinto tristeza
Perdi a verdadeira cor … aquela estranha incerteza…


Recordo um olhar, e fazes falta… não consegues imaginar.
Sinto a tua ausência, como se me faltasse o ar.
Todo o meu interior está repleto de raiva, angustia, magoa, revolta, esperança numa realidade idealizada e fantasiada.

Encarar sem te ter. Atravessar a rua… talvez
O dia-a-dia, manter-me vivo, tu mantinhas-me… vivo! Tem sido tão complicado.
É difícil agradecer pelo dia de hoje, assim como é fácil viver mais um dia.

Tu foste e contigo levaste a cor. Só vejo preto e branco, como os passeios nocturnos, sem o calor… sem conforto.
Não consigo mostrar mais o que sinto.

Se alguém reclama de ti, ouve..
Ninguém consegue ter uma pequena ideia daquilo que sinto bem cá dentro do meu ser, a magoa que transporto, o choro que controlo, a raiva que me rebaixa e a dor que me aterra a uma tristeza cada vez mais abismal.

E isso não me serve de conforto, não me serve de conforto viver.
Acredita que nada é visivelmente fácil … viver.

É difícil abrires-te a alguém? Mas quem disse que é fácil encontrar alguém que queira escutar?

É difícil falar sobre mim… sobre o que sinto! É mais fácil ouvir-te … as tuas histórias, as tuas ambições, as tuas …..

Nem tudo é fácil na vida...

quarta-feira, 14 de março de 2012

Fotos ao amanhecer…

Teu olhar intrigante! Teus pensamentos penetrantes…

Mas por dentro sei… estás feliz!
Lamentos dissipados pelo ar … quiçá por um segundo… num amanhecer profundo.
Ao selar um sorriso, perco-me no teu olhar, de alma farta…
Melindrado pela beleza ofuscante de luz que nos envolveu, teus lábios, beijar… tua pele aveludada como seda, diz-me para eu ir… e encarar o amanhecer… tua foto ao acordar...

Muitos foram os sinais, de que algo mudava,
E contemplo-te, menina mulher, olhos nos olhos…

Dormias o sono dos justos, intenso, deitado num mundo instável… onde nada acontece por acaso.
Uma bela mulher, uma expressão, num sonho jamais real...

Tua foto ao amanhecer, mexe-me com o coração, sem mágoas, sem ódio, coração sem maldade…
No olhar… pareces perdida.
Voando nas asas do desejo, a tua ânsia de vida, os teus ensejos…
Sei que não é a foto do momento…

Mas… vejo-te realizada e feliz vibrante e fenomenal...
Teus olhos brilham, iluminados pelo mundo…
Iluminados pelo coração!

Navegando no mesmo mar que tu, aquela tua foto ao amanhecer…
Agora sim! Vejo-te… mulher…
Assim!

Viver um sonho perfeito... Muito mais que uma menina suspirando por ondas e marés…
Viver no paraíso, num sonho que não quero acordar…
Acordei em paz na esperança de viver um novo dia … feliz!
E tu … tu princesa...
Eu, tu e o teu amanhecer…

quarta-feira, 7 de março de 2012

A sombra que se quebra

Meu amor, o que encontras…
Nunca vou esquecer, teu fosso de silêncio, que estava vazio, que guardo de ti.

Cais, às vezes, e voltas, rancorosa e ferida, no teu abismo na solidão errante….
A minha palavra em teu poço fechado… sem que tu a orientes, voltará a ferir-me.
Quem te ensinou os passos que até mim te levaram? Não acharás, esse instante!
Tira-me o ar, com esses olhos cansados! A repentina onda do teu riso … ah... ao encontrar teu riso, à beira do mar, em pleno outono, aquela flor que esperava, a lua que te ama, deste jeito grosseiro, como uma só porta fechada, caminhas pela sombra.

Talvez teu sono se tenha separado do meu. Ris-te da noite, como se antes de ser, as tivesse tocado, tuas mãos, por que as reconheço, até tua presença!
Deixa-me que te fale também … com o teu silêncio…

Dormi, despertei! Se cada dia cai dentro de cada noite, voando sobre o tempo, essas asas sobre a primavera, e tua boca cintila como se me chegasse da vastidão que nos rodeia.

Andavam dias iguais a perseguir-se. Perguntas que se insistiam na areia. Sabes... são mais tristes os portos ao atracar da tarde.

Esperemos…
Acontece…
Nem a noite, nem o sonho levantam e fazem… outros dias que não têm chegado, ainda… amargos ou preciosos que cresceram comigo, mas ninguém entrou. E por fim, correm pelo mar rumo a onde não chegam.

E desde então, não sei mas ... sou porque tu és…