segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Esperar pelo amanhecer...

No sopro da brisa… um fresco quase matinal, aceso sopro de alma, que não acalma, apesar de contar com o mundo, o segundo de cada momento, … é mais um dia … é preciso suportar, segurar a sensação, daquela ilusão, que todos querem, que ninguém quer…


Como algo que me escutasse a alma, saber que não acalma, a dor, seja escutado como for… num ardor atrós,de como quem fica sem voz... o amanhecer…

Parece perdido...como um soldado na batalha, uma vida de quem trabalha de alma e coração…de quem perdeu a sensação… o sentido da paixão … de cada dia, a mais pequena alegria…

O sentimento que se encerra...num pensamento em guerra, constante, consoante a vontade, a saudade de quem ficou para trás, numa ciclo que não satisfaz… o loucura, pura, que não sentiu ao acordar… um leve sonhar, alcançar o alguem que sonhei ser… descer ao abismo e ter coragem de continuar, caminhar nas pedras flutuantes, sem receio, um anseio sem medo…

Insanas tristezas, as incertezas do ter e não ter... lutar e alcançar… escurecer e o amanhecer…

Mas não passa de mais uma noite nublada, cansada de ser … nada mais que mais uma noite… à espera que um amanhecer alcance o horizonte… na esperaça que lhe conte como foi… com que sonhou… se gostou dos breves raios de sol matinais, tão simples e reais…

A cada amanhecer é complicado… porque nada acontece, para além do sol, que aparece… longe envergonhado; cansado de ver as mesmas histórias… ilusórias…

...E o sol brilha … já amanhecendo; nada acontecendo e insito em negar, cansar a mente, feridas e angustias passadas, negadas nos passos de cada renascer… na esperança que o amanhecer … num sentimento estimulante… me dê folga por um breve instante…

Esquecer quem fui e lembrar quem sou… portanto hoje não vou dormir… vou sonhar acordado, até ficar cansado… de sonhar, e começar a viver… será que vou ser diferente...

Bem…

O melhor mesmo é esperar pelo amanhecer…

sábado, 11 de dezembro de 2010

És feliz?

Hoje tenho amigos… sou respeitado… sou uma pessoa alegre … e agora ... sou uma pessoa feliz??


Eu disse que sou feliz?

Para dizer a verdade, não sei como foi… mas aconteceu tudo mal… como fui idiota e banal… como se fosse tudo uma sordida tristeza enquanto vivi na incerteza de ser… mas não sou…


Enquanto o sentimento cá dentro não te deixar ir…

O album aberto não te deixar ir…


E mudei… abri-me aos outros, comecei a alargar conhecimentos relacionais na esperança de um dia ter amigos, ter alguém… ser alguém… e lutei… lutei contra mim… contra o que sinto, contra o que penso…


Não, não sou… Mas não tem a menor importância: estou contente com as minhas vitórias e derrotas. Enfrento os meus receios… os meus momentos de solidão, e penso que uma pessoa feliz jamais passa por isso.

E alegria não é exatamente sinónimo de felicidade,…


No um entender parece com uma tarde domingo, onde não existe qualquer desafio, apenas o descanso que em algumas horas se transforma em tédio, os mesmos programas de televisão no fim da tarde, a perspectiva da segunda-feira esperada com a sua rotina…


Mas ...
- A felicidade será apenas uma desculpa para se fazer cumprir o único papel: a sobrevivência da espécie? Assim, para nos forçar a comer ou fazer amor, é preciso associar um elemento chamado “prazer”??

- Por muito que digas “Sou Feliz” não estás satisfeito: é sempre preciso namorar a mulher mais bonita, ter uma casa XXL, comprar um carro novo, querer o que não se pode ter??


Como demonstra ser … a felicidade não pode durar. Não passam nada mais nada menos de momentos, de maneira que, jamais poderemos sentar e esperar que ela apareça… enquento o mundo gira …


E com tudo isto, perdemos oportunidades… sentados… à espera de sermos felizes…


Cansei-me de estar sentado… cansei-me de ver as “felicidade” a passar ao lado… as pessoas que deixei ir… as que ignorei… as que fingi não conhecer…


Mas apesar de tudo… não sei… não consigo… não sou o mesmo… nunca serei.. há coisas que nos mudam…


Preciso de alguém que me mostre o caminho… que me ensine novamente a ser Feliz no seu verdadeiro significado…
Ou o mais proximo que possa ser…

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Porque tem que ser sempre assim...

Porque tem que ser sempre assim…
Por vezes paro e penso: como sou egoísta…
Acho que tenho muitos problemas, e depois vejo que nem sempre é assim…

Mas depois há as perguntas às quais só tu sabes responder… se um dia voltares, se souberes que não te sou indiferente…

Dessa vida já provei dores e solidão,

Quando o dia passava rápido, fluído… com momentos de plena ilusão,
Mas…ao acordar desta viagem … Noto que foi só um sonho… nos dias em que fui feliz sozinho...

Desculpem por pensar assim. Desculpem mesmo… nem tudo pode correr bem à primeira, e todas as grandes caminhadas começam por um simples passo…

Já não sei se sou ou me sinto assim por força do hábito, ou se estamos outra vez a cair no mesmo…

Mesmo a tantos quilómetros mexo contigo, ainda mexes comigo.

Tudo me parece igual, outra vez!

E tenho de me agarrar com todas as forças que não tenho, tenho de me agarrar á vida, e lutar até ao fim.

Já não sinto o mesmo empenho… a mesma vontade, a mesma saudade.

O cansaço voltou, ecoou na última esquina da rua sem saída.

Eu sei que sabes algumas respostas… que tens todas as questões… todas as perguntas

Eu falho. Tu falhas.

Tu falhas. Eu falho.



E lá voltamos nós ao que não queremos.
Mas e se um dia eu te dissesse o que eu sinto por ti, ou se as palavras insistissem em querer dizer…

Eu só queria que tu soubesses que eu não vou desistir… mas também não quero sentir a tristeza ou a incerteza de ser sempre assim….



Porque tem de ser sempre assim???

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Se pudesse dizer… se conseguisse falar… se voltasse a rabiscar

Para onde foi aquela sensação…Acento a caneta mais uma vez, pousada na branca e pura folha de papel, num alento, sem sentimento, coração ou paixão, pelo que executo… escuto, o rabiscar da orla pontiaguda da extremidade inferior, num rabisco que não escreve, um rabisco que não desenha… o rabisco que não rabisca…


Falta tudo, ou… não falta nada… num vazio se preenche o cheio, no anseio de não ter… saudade… duma idade em que tudo era diferente, num mundo ciente que tudo muda…

E mudou… faltou de facto tudo… e a extremidade pontiaguda deixou de rabiscar…

Cansou-se a vontade, sumiu a saudade, da idade do faz de conta… pronta brincadeira do tudo acontece… perece pelo caminho, no alinho do futuro… um momento escuro… em que ela escapou, e em tudo se alterou… para… sei lá…

Pensar que nada mudará… num rabisco… e mais não insisto… porque mudou… e já não arrasto o objecto marcador… porque a folha de papel branca e pura ficou cinza… dum manto acumulado, cansado de voar solitário… ficou estacionário à espera de ser visto, por alguém que fizesse um novo rabisco…

Mas ninguém voltou… a cinza da folha se espalhou, não voou … e nem o vento a levou com pena… aquela paisagem vista por mais de uma centena de vezes…

Há quem diga que a extremidade pontiaguda se recusou a rabiscar… há quem diga que a folha branca se recusou a ser rabiscada… há quem diga que alguém quis deixar de rabiscar… mas no fim o que se passou… o que se alterou…

Talvez fosse a vontade, ou a saudade do outrora… numa hora bela e amarga em que a luz oculta no interior se desligou … ou a imagem da musa do rabisco se apagou… e levou com ela a forma e desejo de rabiscar…

Numa forma de enganar o desejo, vejo o alento que sinto por dentro, com saudade do rabisco, que nunca mais foi visto no sentimento profundo, sentido… esquecido…

Agora… procuro-te… musa do rabisco, que faças rabiscar mais uma vez este coração, surgir de onde nunca foste… voltar para desvanecer o alento… sentir mais uma vez… cá dentro… aquele sentimento… para um ultimo rabisco… um ultimo desenho… teu…

sábado, 17 de julho de 2010

Como eu te vejo...

Em poucas palavras como eu te vejo...


Sinto muito em saber que as amizades levam as pessoas para o fundo do poço…

Olho dentro de ti… os sonhos de uma bela e inteligente menina que ficou por um instante abandonada no passado quando o sorriso saía de seus lábios … sincera nos seus meandros, complexa na sua profundidade, serena no terno olhar…

E vejo flores num campo delicado… apenas por sentir que era hora de sorrir… o teu belo rosto se faz em verdade mas além da mentira do mundo… Onde a calma e a paz estão cada dia mais com seus encantos por bem-estar numa busca desenfreada pela vida fora, daquelas que sabes que um dia chegará…

Vejo nesse teu íntimo para lá da maldade do mundo que se esconde em falsos sorrisos… Breve vem a noite... que a sombra das árvores me oferecem e me faz aliviar de forma tranquila porque interrompes com o fechar dos olhos procurando a utopia perdida de uma menina num sono pesado…

E fito dentro de ti… que é destruído por pessoas que se dizem aliados mas que nunca estão presente na ocasião da derrota, em que alguns astros tremeluzem como se fossem o teu olhar e voltam para a sua existência e reconquistam os teus sonhos de menina, no caminho do horizonte do teu destino… ao mesmo tempo que galanteia o futuro…

Mas essa luz que acende no meu caminho… faz-me decidir entre o poeta e a solidão… que me faz sorrir … e chorar…

E quando vem o sono, já noite dentro… deito-me, solitário... Fica aqui assim a busca da paixão, sem necessariamente saber a direcção e … as estrelas sorrirem…

Começo a sonhar algo que quase sempre não me lembro.

Apago a luz e olho para ti... Ao passar das horas as estrelas desaparecem... mas a sensação passa, que me alguém abraça…

O tempo vai-se... e breve é o amanhecer, somente a certeza de se alçar nesta imensidão… olho para dentro de ti...

Não deixo de ser o que sou, porque alguém quer que mude...

Mais que a vida... Quero viver com intensidade…

Não deixo de viver a minha vida... Revelo-me, mostro que tenho garra, que não sou apenas mais um rosto na terra... Não apenas mais um mero passageiro da carruagem do tempo, que se destaca na roda das horas, num olhar mais além do movimento.

Olho para ti… e … mais que a vida... tenho os meus problemas, tenho amigos, tenho família...não quero depender de ninguém para viver a minha vida, porque esta é minha… na forma de senti-la, conduzir e não ser conduzido, no sentir a plenitude de viver.

Ensinaste-me e eu aprendi … e de como tudo pode ser vivido travo as batalhas com sabedoria, não piso, não humilho, sou o mais sincero e honesto possível…

Mais que a vida... amo incondicionalmente os amigos e a família, a alegria, o bom humor, a risada descontraída, o amor...

Vivo a vida! Nunca mudo, porque senão, pergunto-te: QUEM SOU EU? QUEM ÉS TU?

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Vi-te… mas não te quis ver

Volto aqui, a este pequeno recanto, para … estranhamente falar do mesmo... de ti.

Dois olhares, velozmente se cruzam … e com vontade não consigo … chorar, ultrapassar… Vi-te, mas não te quis ver;

Tentei olhar para o lado, mas não consegui … por isso… e só por isso fechei os olhos… naquela luta interna entre a desilusão e o medo, aquele segredo que sinto e o achar que não mereces ceder uma única lágrima…

Talvez esteja a imaginar e a idealizar coisas demais, e o tempo volta jamais… a verdade é que não me entendo. Passaram anos, enganos sublimes esqueceram, venceram o cansaço de querer ultrapassar o medo… Lutei contra o meu coração durante dias e dias, como se amar fosse algo que não estava certo para mim… Tentei esquecer o sorriso maravilhoso que me fez ficar cativado, mas apenas consegui pensar nele a cada instante, distante na luta por um futuro…

Afinal nem sei quem és, o que pensas ou sentes. Neste momento és apenas aquilo que eu gostaria que fosses. O medo de saber quem és… mas… és apenas aquilo que eu gostaria que fosses para mim.

Não te vi ou pior … não te quis ver. Não por falta de vontade porque no íntimo morria para poder provar o teu sabor talvez existisse algo mais forte… que eu (forte demais até), que me impediu de te procurar, de te olhar nos olhos e de te dizer: “- Estou aqui, sou teu”.

Ainda estou a deixar de olhar para trás… viste-me. Ao contrário de mim, enfrentaste a realidade e combateste o teu medo: tomaste a iniciativa.

Preso em mim mesmo não consegui dizer nada, apenas olhei para ti, mas não te quis ver… porque sei que se te visse, não saberia o que dizer… como fazer para te fazer sorrir…

Quebrei o silêncio com um simples “olá”… após todos estes anos um “olá”… talvez fosse a pressa… num mundo preso a um relógio… ao tic-tac da torre da igreja… como uma desculpa dolorosa, como de quem não te conhece… como é de facto verdade… nunca te quis conhecer, verdadeiramente, por medo… medo que não significasse nada para ti…

Afogado em mágoa e culpa, tentei encontrar-te em pensamento, mais tarde, mas era tarde demais. Nunca me culpei tanto como me culpo hoje. O que podia ter evitado… O que podia ter resolvido… Mas não o fiz, apenas porque não fui capaz de lutar contra mim mesmo.

Desculpa não ter dito o que devia… desculpa não ter lutado por te merecer.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Um jovem frustrado poeta

Como comecei, como argumentei a primeira frase, se calhar era uma fase… não sei… foi um simples escrever, um breve esconder de sentimentos, os melhores ou piores pensamentos… pequenas versos sem sentido, como se nunca tivesse lido, alheios a outros, pensamentos loucos… comecei a escrever, pequenos textos que ninguém quer ler, a princípio pequenas palavras, rimas ou versos ao som do rádio a tocar... não havia nada que enganar…

Uma vez eu fui jovem, agora estou a ficar “velho”…

O prazer nos meus escritos, nunca gostei de mostrar… não fosse alguém gozar… Eu falava sobre o amor sem nunca o ter vivido, sentido vergonha de caminhar contigo, poder viver verdade no que digo…

Hoje já não rimo nada, como aquela frase inacabada, linha de texto que ficou por finalizar, talvez não a queira terminar… mas eu era um poeta…

Como podia ousar eu em achar que podias por um momento estar, a pensar em mim?

As coisas vão evoluindo, ou saindo lentamente, e quem me dera ao menos por uma vez ser digno, de cessar o que comecei… a vontade de viver que não agarrei… e … com o tempo fui escrevendo de um olhar doce partido de ti… as mais críticas frases que escrevi…

Hoje não escrevo mais poemas, falam-se de temas que são da minha autoria, diria que o subconsciente, não tão pouco sente como escreve… momentos que não deve…

Esta escrita pode surpreender, para quem a compreender… ou só a ti, mas se calhar não, porque as brisas começam a sair as outras que já começaram a desaparecer… iniciou o entardecer… até ao escurecer…

Foi tão bom voltar a ver-te, tocar-te, após todos estes tempos passado... cansados não, talvez não… após todos estes meses…. Também não… porque já passaram anos… Anos que não te vi, mas… foi só um instante, distante num segundo, e nesse instante foste tu o mundo!

Depois destas letras, será que te vou voltar tocar, quero-te encontrar? Não sei! Só quero que me respondas, que não te escondas em entrelinhas e páginas concretas…

O primeiro a chegar foi aquele sorriso que se perdeu nas letras do olhar! Ah que inveja essa desse olhar, de não ser meu, pois outros têm ou procuram o seu…

Mas eu dizia-lhes que não sabia, de quem era esse olhar num brilhante lacrimejar, porque eu dizia que não conhecia e, às vezes faz falta… o teu olhar... o gritar dos corações e o teu andar... no dançar das emoções!

Foi esse o dia em que a paixão passou por aquela pessoas que em mim existia...tenho saudade e, faltas tu para que a esteja completa e imagem que pintei num sonho em que quero voltar a ver-te, dizer-te… será?…

Mas entretanto sinto-me frustrado… e escrevo pequenas ilusões, nas sensações de um fantasista… um artista dos versos das rimas que não se deixam escrever… sou apenas mais um, mais um dos poetas… um jovem frustrado poeta…

sábado, 29 de maio de 2010

O DIA EM QUE APRISIONEI O MAR

Olha… circula o horizonte em teu redor… e diz-me… Mudou alguma coisa?

Saúdo a matina, espelhada numa estranha rima nas ondas relaxantes da manhã. O azul multicolor do céu rasgado pela estrela brilhante do dia, uma amarelo relaxante… quem diria…

Pouso um pé, e alargo o outro… nas pegadas frescas da manha… onde o rasto é dos primeiros ao raiar… solto no caminhar… onde fui, onde não estou… dezenas já estiveram… mas não… não deixa de ser diferente, a memória de saudade carente…

Então quando tudo terminar, e nada mais restar… Sorri… Sorri e vai mentindo a essa dor, quando a saudade atormentar no teu sonho encantador, nos teus dias tristonhos e vazios… simplesmente … Sorri

Pregado na pequena teia, aquela ideia de datas e lugares, vulgares a tantos… talvez a ti também… mas eu fui mais além… aquém das memórias e histórias de quem quis, num pequeno longo dia quis ser feliz… naquele lugar, o bater das ondas à beira mar… o toque da areia lisa… o sentimento de uma brisa…

E o dia permaneceu… lento, lentamente curto…onde o relógio não toca, onde sou aberto, liberto da preocupações, das acções demoradas na neblina das datas banais … mas à décima sétima hora após a meia-noite, num gesto como que arde, aprisionei o mar… que não consigo tocar, sem receio… no anseio de lá voltar e recordar, vivenciar o dia em que foi meu… o mar…

Mas a tarde ilustrada no perfil, a luz do azul naquele mês de Abril… concentra-se na sua densidade, e a juventude adensa-se na tarde… e resistindo à saudade, tenho o mar aprisionado… um resto de sentimento sonhado… agrava, ao lume da ferida no pensamento meditar até que um velho diga que está na hora de o largar, o mar, na memória, é parte da história, na claridade em que o mar se deixou aprisionar…

Voltei ao mesmo lugar… ao qual me senti indiferente… a questão pertinente… a saudade não era do lugar… mas teimei em lá voltar… mas nem todos voltam… nem todos vivem… nem todos aprisionam o mar…

Olhei no profundo, segurei o sentimento do mundo… e soltei-o… o meu triste anseio de ter o, para não voltar a sofrer, soltei o mar que não era meu… que na extensa areia se esvaneceu…

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Um sonho bem real

Numa folha outonal, leve e suave vendaval, leve, como se todo o vento neste alento suspendesse a eternidade, mísera saudade, como um sopro de vento, atento, que entrava pela janela, como num quadro de aguarela, que embora semi-fechada, nesta pintura inacabada, suspende breves arrepios, frios.


Sem perguntas, sem nada falar, no teu estranho calar, voa num momento daquele pressentimento, num floco de neve real, completamente normal, que suspende a saudade.

Os arrepios em mim, quando a madrugada era anunciada pelo bater das horas do relógio na sala que ninguém o cala, que distante se ouvia!

Se nunca houve lamento, então o sentimento foi-se, se não houve fragilidade, naquela estranha tenra idade.

Respondendo com vaidade, não mais que álbuns de saudade, direi em alta voz, sem que se torne atroz, que surgiu da nossa vontade…

É esta brisa imortal soprada de nós sem ser vento das nossas almas…

Sem nostalgia nem mal, sem enganos nem medos, complexos ocultos segredos, sem lágrimas, sem segredos. Pela manha, um raio do sol invadia e sentia o acordar com um belo sorriso, não seria preciso, de 'bom dia', e minha mão, não, não encontrou teu corpo ao meu lado. Olho em redor, como se soubesse de cor, por todo o quarto, quando me apercebo pela noite, enganos da mente... Tristemente, desabafo - "Foi apenas um sonho"...

Um sonho, na esperança de um dia, ser real!

domingo, 10 de janeiro de 2010

Será que queremos ser felizes?

Será… será que queremos ser felizes? Por um pequeno instante que seja….
Às vezes pergunto-me, porque sonhamos e não conseguimos realizar? Por um pequeno sonho que seja…
Porque é que os nossos relacionamentos não correm como queremos? Por muito grande que o amor seja…
Perguntas… somente perguntas, de como queremos amar se não sabemos o que é amor, como queremos ser felizes se não sabemos que é felicidade, como sonhar e conseguir alcançar…

SÓ HOJE... é... a vida só dura isso! HOJE... estranho não é?
Pois… Mas continuamos com velhas as perguntas… presos a um passado…

O que fazer quando se quer falar e não se tem ninguém para ouvir?
Quando os amigos estão ocupados demais para te entender?
É, mais uma vez, vou escrever, procuro lápis e papel…
Outra carta, outra maldita carta, vou escrever, outra que não te vou enviar.
Agora… ah, o agora! Resta… o vazio!

Essa saudade, essa vontade de ter, o que eu não posso ter.
Que loucura!
Este sofrimento, que se prolonga a cada toque do aparelho ou a solidão que não passa.Feridas que nada pode curar… e este vazio, que nada pode ocupar...
Agora sei que o amor é… e a dor andam juntos.
Lágrimas desabrocham do coração, e banham o rosto … cada vez que mais uma lembrança tua vem...
Lágrimas que tu não vês!
Sofrimento que você não viste…

Mas Hoje… hoje é diferente… muito diferente…
Eu vivo a vida... ou melhor... agarro o hoje com todas as forças... embora algumas ainda escapem... ainda! Mas só por alguns momentos!

Hoje eu dedico-me aos meus amigos, hoje eu brinco, hoje eu amo a minha família, hoje … eu sou feliz! e... tudo isto apenas hoje!