sexta-feira, 14 de maio de 2010

Um sonho bem real

Numa folha outonal, leve e suave vendaval, leve, como se todo o vento neste alento suspendesse a eternidade, mísera saudade, como um sopro de vento, atento, que entrava pela janela, como num quadro de aguarela, que embora semi-fechada, nesta pintura inacabada, suspende breves arrepios, frios.


Sem perguntas, sem nada falar, no teu estranho calar, voa num momento daquele pressentimento, num floco de neve real, completamente normal, que suspende a saudade.

Os arrepios em mim, quando a madrugada era anunciada pelo bater das horas do relógio na sala que ninguém o cala, que distante se ouvia!

Se nunca houve lamento, então o sentimento foi-se, se não houve fragilidade, naquela estranha tenra idade.

Respondendo com vaidade, não mais que álbuns de saudade, direi em alta voz, sem que se torne atroz, que surgiu da nossa vontade…

É esta brisa imortal soprada de nós sem ser vento das nossas almas…

Sem nostalgia nem mal, sem enganos nem medos, complexos ocultos segredos, sem lágrimas, sem segredos. Pela manha, um raio do sol invadia e sentia o acordar com um belo sorriso, não seria preciso, de 'bom dia', e minha mão, não, não encontrou teu corpo ao meu lado. Olho em redor, como se soubesse de cor, por todo o quarto, quando me apercebo pela noite, enganos da mente... Tristemente, desabafo - "Foi apenas um sonho"...

Um sonho, na esperança de um dia, ser real!

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