Falaste de mim numa voz tão suave, melodiosa, tão inocente... e chamaste-me à razão, pediste a atenção, que é toda tua... e conversámos... dos meus medos e dos teus sonhos... tão calmamente... como se o hoje não acabasse e o amanhã estivesse de férias...

O meu mal é gostar tanto da tua maneira de ser, como se nada fosse sem uma justificação...
Não soube entender o que serias para mim... não soube, ou não quis ver... e agora sofro assim, porque os dias passam a doer, porque sofro a ausência, porque sem ti não quero viver, por seres quem és, como és.
Então subitamente segredas que o dia espera por mim, e vais... sem destino ou direcção, desvaneces, e acordo... para um novo dia inquietante... desejoso por saber quem és. Quem és tu afinal?
Achas que me sinto bem assim? Achas que sou feliz? Ouvir a tua voz e não te poder tocar, é um castigo colossal... tudo isto faz-me sofrer, esta incerteza...
Quando penso em ti parece que o mundo pára e as pessoas congelam, porque vozes se calam num mundo que ganha uma nova cor...

Foges de quem és, porque escondes o teu nome, quem és. Sinto-me bem contigo, mas não sei quem és, onde estás ou como te encontrar... apenas... apareces às escondidas nos sonhos e vens acalmar os pesadelos...
Planeio perceber-te... quando dizes uma coisa, em que pensas outra.
Tanto aparentas gostar de mim, como por fim arrumas os sentimentos mostrados...
Continuas a fugir às perguntas, sorrateiramente mudas, finges não ouvir, alteras o momento...
Mas sou curioso, e anseio que o dia passe e a noite regresse...
E se hoje estou aqui é para te dizer o que eu sinto dona do meu ser... sim... tu...
O tempo passa, mas... o que é o tempo? O que faz ele de nós?! Será o responsável por cada momento que não podemos voltar... ele divide-nos... separa-nos. O tempo passa, sem nunca parar...
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Vou fechar os olhos, à espera que a noite te traga de novo... quero ver-te... estar contigo... quem sabe, desta vez me digas o teu nome... quem realmente és... rapariga dos meus sonhos... mesmo que não sejas real...



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