domingo, 7 de janeiro de 2018

Quando o silencio fala

Já não dói mais como doía...

Aí um dia voltas a fazer aquilo, que sentias saudades, de coisa simples e banais.

… Um chocolate quente…
… Um dia de praia ao acaso…
… Uma mensagem inesperada…

O chocolate já não tem o mesmo sabor… nem a praia o mesmo cheiro. Talvez a conversa inesperada já não exista. Ninguém sabe de ninguém. A vida é mesmo assim. Conversas ficam perdidas pelo tempo, pela sua inexistência. São opções… talvez tuas… talvez minhas… talvez da vida.

Não dói mais como doía e há um lado muito triste nisso. Talvez... que bom... que pena!

Ando com os dedos meio surdos que apagam mais dos que escrevem. Talvez seja uma fase de silêncio. Boicote a mim mesmo. Sim eu deveria dedicar-me a mim mesmo em exclusividade. Não gostas… Não olhes. Segue o teu caminho.  

Ainda assim, meu coração permanece perdido, num buraco cheio preenchido de um vazio ensurdecedor dos seus próprios objectivos, desejos e sonhos.
As vielas ingremes, desprovidas de lembranças… preconizam entre esquinas, memorias vazias de cores. Já não tem o mesmo sabor que eu recordava.

Ainda sinto dores na alma que se manifestam de um jeito estranho. Mas ficou só para mim. Esses anos que se passaram foram difíceis, e creio por isso, no silêncio...
Mas só agora ficou claro.

Uma parte de mim está dando lugar a melancolia, do que ficou para trás…

Ciclos encerraram-se na minha vida, e eu nem sabia que isso estava a acontecer.
Já chorei, eu sofri, e eu não entendi, mas mesmo assim, eu seguia em frente. O passado ainda existe dentro de mim, se não como uma lembrança do que vivi. 

Sofro de indignação.
… de quando me perdi de mim,
… de me ter dado demais,
… de me ter me envolvido em algo que não era para mim, que não tinha a ver de facto com a minha identidade, ao contrário, por ter me perdido dela.
… por ter assumido historias e destinos que não me cabiam, papéis que não eram meus.
… por que muita coisa que eu aceitava sobre mim, quanto a firmeza do meu EU, a nitidez do quanto eu quero da vida… e tudo isso… não era tão sólido assim!!!

Por isso, chorei por mim...
Lamentei por mim...

As vezes o silêncio é palavra...
Não vou falo mais comigo. Será como um ritual de passagem, para ocultar a dor, porque mudar sempre dói, crescer dói… não ter com quem crescer dói ainda mais… e isso, deixa marcas.

Há muito tempo que não escrevia.
A minha memória se apaga para que eu possa ser eu e não carregue essa sensação…

Das conversas perdidas
Os toques das recordações
Os encontros fotográficos
Esperanças e sonhos desvanecidos
Apagando os cheiros e os frios na barriga.

Mas é triste, porque esta memória protectora, quando apaga suas cores aqui dentro… apaga uma parte de mim. Não lembrava mais as cores. As cores tiveram que ser reparadas... e foram!!!
A cada dia tudo vai ficando distante...
Aos poucos uma parte de mim vai dando lugar a melancolia.


E agora? A vida é a arte de seguir em frente, e devagar, no tempo que o meu peito conseguir.
Vou mastigar o que tiver de engolir, e digerir as palavras e acções. Depois desta indigestão, o meu sorriso voltará a surgir, mesmo que triste e a manifestações de vida serão naturais.

Porém isso não existe na palavra “sacrifício”.

Isso muda tudo!

domingo, 31 de dezembro de 2017

Um Ano novo, será?!


Todos esperam que o ano seja novo… mas esperam que ele mude sozinho. Irónico não!?

Em busca por dias melhores, o ano começa literalmente quando nos desprendemos dos velhos vícios que carregamos dentro dos nossos corações.

Não sou perfeito. Longe disso. A questão é! Se quiseres procurar defeitos vais encontra-los todos. Não deve faltar nenhum. Quando fores criticá-los… pergunta pelos teus

2017 não foi fácil, aliás … os últimos anos têm sido tudo menos fáceis. Depende de como queremos e temos coragem de os enfrentar, os riscos que estamos dispostos a correr… o que estamos dispostos a prescindir e desistir em prol daqueles que Amamos.

Agradeço aos meus amigos.
Sincero e direto….

O facebook banalizou o significado de “amigo”.
Ainda conto os meus pelos dedos das mãos.
Amigos normalmente são aqueles que estão sempre ao nosso lado, mesmo quando distantes.

Assim, independente do tempo, eles costumam ser as pessoas com quem contamos para todas as horas. Por vezes a vida prega partidas e cria distanciamentos! Mas isso nada impede. Pára… recupera o elo que existia. Lembra-te que amigos de verdade, não importa a distância ou o tempo, eles sempre estarão lá por ti.

Não sou fã da distância … física nem verbal. Mas a vida assim o exige, por vezes nos obriga… o resto são barreiras criadas por nós, apenas porque sim… ou porque não!

Por vezes em legítima defesa…

Cresci …
Aprendi …
Acordei …
Quando menos esperei, e quem menos esperei, recebi de quem não esperava tanto! Contraditoriamente… de quem esperava, não o tive.
Uma palavra de apoio e conforto. Nada mais, nada menos.
Quando deixaste cair o teu mundo para segurar o de outra pessoa…
Então vi… acordei… desiludi-me… levantei a cabeça e segui.


Aprender com os erros do ano já ido e brindar o ano bem-vindo com um sorriso
Que em 2018 a sabedoria nos acompanhe e ajude a tomar apenas as melhores decisões para a nossa vida.


Já não espero nada nem ninguém…
Não peço muito. Apenas coragem para seguir em frente, discernimento para tomar as melhores decisões o meu futuro…

Poder construir o meu lar … com portas de liberdade, janelas de confiança, assentadas sobre tijolos de verdade e confiança. No chão, um piso seguro e sólido, feito de companheirismo e compromisso. E essa é a base para seguir em frente.

Lembrando apenas dos momentos em que os olhos falaram mais que as palavras, é preciso tomar o outro pela mão e trabalhar.

É começar do zero, usando o único material que não se esgota.

O amor.

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

E depois... que importa?


Hoje lembrei-me de ti... e cheguei à conclusão que foste a peça importante na minha vida.

Às vezes, eu gostava de estar, poder dizer olá frente a frente … olhos nos olhos e perguntar-te como estás. Ver para além desse olhar. 
Mas que importa?!

Atravessei aquela viela tão despeja de vida onde um dia te dei a mão.

Ia jurar, que por momentos te vi ali a sorrir. 
Não sei se algum dia te disse o quanto admirava o teu sorriso. 
Mas estavas ausente, tão perto da minha pele… e tão longe da minha alma.
Nunca imaginei isso ser possível, imagina lá tu!

Não sou perfeito, é verdade.
Ninguém é… nem tu…e eu longe disso. 
Contudo, tu eras perfeita aos meus olhos…

Se eu tinha juízo, perdia-o nos teus lábios sorridentes, e o tempo pedia a sua noção neles…

O tempo passou e continuo a perguntar-me. 
Que volta ou revolta a vida me trará? 
Poder esclarecer todas as pequenas grandes dúvidas e incertezas que assombram os meus pensamentos. E dei as minhas palavras e emoções. O que era importante para mim.

Foste e és especial e o que é especial inevitavelmente marca.
Mas … e depois … que importa?!





sexta-feira, 23 de junho de 2017

Nada mais do que tempo...





Há momentos,  na vida em que sentimos tanto, por enquanto… apenas uma. O perfume daquele abraço, sentido em cada aperto… o riso e o sorriso natural.

Ser feliz não é apenas resumir nossa vida em bons momentos
o bastante... o olhar … uma felicidade… e um dia …
As pessoas mais felizes não têm as melhores coisas, nem as melhores pessoas. Pessoas certas! Haverá pessoas certas?  A pessoa certa é a que está ao seu lado nos momentos mais incertos. Já olhaste para o teu lado ultimamente.
Elas sabem fazer o melhor…capacidades fantásticas … das dificuldades para fazer forte e dos caminho e as oportunidades e esperança suficiente para ser feliz.
Despertar todos os dias, disposto a encarar seus receios. É o enigma para nos apaixonarmos todos os dias… pelo dia a dia … criar asas.
Encarar o que está para trás e sorrir… porque foi bom… porque valeu a pena. Sim, de alguma forma deve ter valido. Mas o gosto foi de despedida. Um deserto do tamanho da eternidade, o vazio da alma.
Quiçá o amor seja feito de desencontro em desencontro indo remendando, cosendo os pedaços espalhado, estilhaçados, apanhados do chão.
                          
Porém, esperar e não fazer nada não significa inércia, muito menos desinteresse .
Mas torna-se num plano de evasão… sensação de fuga e seguir.
O perdes-te de ti…
E para aqueles que buscam e que tentam sempre, … não esquecem, reconhecem, sempre a importância, relevância  das pessoas que passam por ti… que tocam a alma e deixam um pedaço seu.

A vida é curta, porque um dia o que é belo se vai… mas as emoções duram a eternidade
E no fim deixas ir…

Abrir mão não quer dizer que não se queira … 
O tempo ensina, mas não cura.




domingo, 20 de março de 2016

Por onde me vou perdendo ....



Podia apenas sonhar, imaginar e ser nada mais que um sonho. Mais um olhar tão real, tão peculiar nas linhas vítreas molhada entre chuva e esguios raios de sol, da varanda do meu refúgio.

Ao longe, chaminés tijolo barro, recortes sobressalentes na casaria e edificação vislumbraste ao longe e linhas de fumo branco verticais, que nem um olhar, nem um sorriso permitem descrever… se o destino assim não o permitir.

As ruas semi-simetricas erguem-se entre prédios, torres e catedrais, canais para além do que os olhos conseguem agarrar. Ao mesmo tempo tudo me parece familiar, as extensas avenidas sombreadas de árvores, pontes… candeeiros de ferro.

Indecisa a ponte atravessa as desenhadas margens do Sena. Prende-se à duas margens, assim como muitos de prendem, sem saber em qual delas quer ficar ou para onde quer ir. Como de quem precisa desesperadamente naquele instante esquecer o que tem pela frente ou o que fica para trás, como de quem precisa nesse instante de um abraço e abraçar por quem passa.

Enquanto isso a água corre no leito do rio, certa que o caminho é sempre em frente, enfrentando meandros e rochedos, contrariando quem teima embarcar contra a corrente, na esperança de que o seu destino termine na vasta imensidão do mar.

Pseudo-poetas namoram somente entre as cores das líricas repelidas nos recantos mais inesperados, preconizando o som das flores e o brilhos na chuva nas breves gotas de sol.

Nascido entre o verde das matas, o asfalto e o cimento são o meu solitário céu, onde as estrelas não dançam, e o que outrora eram sonhos, desvanecem, ou florescem. Desprendido de alguns caprichos, nichos de ecos da minha voz, enfrento as batalhas da vida debruçado na janela da existência.

Cintilante e imenso, ruas e vielas, a cidade esconde-se de mim, esconde os recantos, encantos e desencantos, dos brilhos nos olhares da multidão, dos pares… Um delicado bom senso confundido com elegância!



Como já dizia Fernando Pessoa: “Eu Sou do Tamanho do que Vejo”

domingo, 13 de dezembro de 2015

A loucura das flores

Toda opinião que nasce da raiva é tola.

Segundo o meu hábito, âmbito do meu ser, não voltarei a falar mais desafrontadamente!
Relutante, viverei eu esta vida como se tivesse certeza de que ela é única?

Poderia um poeta prestar homenagem á loucura?


Cético no meu íntimo, desprezo fadas, bruxas ou encantamentos, escritores de gama alta e poetas foleiros. Mas perpasso o meu lado amistoso. Mascaro a minha fé em algo para além do que consigo acreditar, em vibrar com histórias, momentos e sensações, espelhados em canções de radio antigas que hoje teimo em não ouvir. Num impossível de um otimismo, quando é consentido, abro e divido o meu livro, a minha história!   


E és deselegante! Porque roubas! Mesmo quando não estás! O sorriso!


Que ridículo! Quem ousa pronunciar um nome, que não pode ser dito sem um sorriso furtado. Apagado por segundos tudo o resto, levanta a poeira vespertina no relâmpago de dor e desilusão. Um sorriso roubado e triste. Triste seria a minha loucura de não o voltar a ver!


E morro lentamente, lenta e tenebrosamente, na mente, e percorro o meu lado mais sombrio e deixo-me ficar no escuro! E rezo, rogo aquela pequena luz, que brilhe uma estrela que me segura a mão e me mostre que não é ali que quero ficar!

Que a minha loucura me perdoe, que a minha loucura me respeite, porque sou mais velho que ela!


Partilho a minha sede de viver por não viver, um viver sem alma de seguir sem que o ombro espreite o que ficou!

Que sopro me embarca na encruzilhada desta desaventura…

Que amargo aperto me esmaga o peito e trava a língua sedenta,
Ao longe as luzes cintilam em amarelo seco, esbatido pelas sombras da cidade.


Perguntas-me sobre amor … poesia… estrelas… ou a loucura das flores.


Revivo os esquemas dos meus poemas nos teus olhos. Escrevi minhas historias nas linhas do destino, deitado sobre a tua alma.

Apagado pelo juízo esqueci que vivi como um louco. E hoje … hoje procuro as flores para decifrar os meus versos. Por vezes, são explícitos … por vezes perversos. Sonho e quero em mim o meu ser… toda a tua plenitude, esse teu universo… quero beijar-te! 


Quero conhecer a loucura dos que amam e a loucura das flores… porque a loucura tudo move.

Sinto saudade dos “de repente”, soltos e inesperados… Que saudades!


Sonho estar louco. Quero estar louco… e ser louco para ter vivido pela vida.

Afinal … a loucura não é assim uma coisa tão má como muita gente julga. Há tanto loucos… e são felizes!




“Há esperanças que é loucura ter. Pois eu digo-te que se não fossem essas já eu teria desistido da vida.” - José Saramago

domingo, 31 de maio de 2015

O que fica dos meus dias.....


E eras tu…

A ilusão cinza confunde-me os sentidos. Os olhos cegaram para as cores do mundo.
Procuro-te ainda nas palavras, e chamo-as … ainda! Mas as palavras não sentem, e os significados nada significam e nesta insignificância obsessiva, palavras já não puxam palavras. E das palavras de amor, já nada quero saber. Ofereci-tas todas

Restam de ti as fotografias e as memórias que guardo, junto de mim, perto do coração. Queima-me a pele, o sonhar, os nossos sorrisos perdidos naquela ilha. Nas madrugadas em que o sonho embalava as minhas pálpebras. Eras a minha certeza, o conforto! Já não bate o coração que batia, rítmico, embalado na trémula ausência penetrante de cor.

Tenho um par de lágrimas escondidas sob o olhar embora a mente sussurre ao ouvido, e o coração impeça de seguir em frente. Cubro-me de silêncio num eco mudo perpetuado de incompreensão e amargura. Cubro-me e parto em silêncio.

Coleciono perguntas para as quais já sei as respostas tal como o som apagado do bafio. E fingo não saber!
O Sol curva-se sobre si mesmo, na curva que nada espera. Persisto no que errei. Perco-me nos meus passos… nas pegadas dos teus, com medo de que o trilho se desalinhe e se esconda nos arbustos e no escuro, intransitável. Disfarçadamente, peço-te que não me afastes, que não te afastes.

Enrugam-se os olhos à espera do amanhã, secos nos dias e nas noites, no sonho e na realidade
Cego, prometi-me um mar de certezas. Dei-te todos os meus sonhos, dias inteiros! A pior cegueira é a que acontece aos olhos do coração.

Nas tuas mãos tens o meu coração, prostrado, os meus sonhos e as minhas angústias, todas as palavras que te entreguei embrulhadas em lágrimas e sorrisos. E as palavras ficam suspensas entre nós … como travessias flutuantes para que o amor saiba sempre por onde regressar.

No fim, nada resta senão a brisa e o vento. Embora o coração murmure, embora me doa no peito e me diga que este dia… poderá até ser... o meu ULTIMO!

terça-feira, 5 de maio de 2015

Um Obrigado


“Apresso-me a rir de tudo, com medo de ser obrigado a chorar.”

Regresso ao meu tormento, quando o alento não acalma, nem descansa quando a dor alcança, mais do que a mente consegue suportar!

Nunca Paris pareceu uma cidade tão triste,
Na amargura da desilusão
Deste sentimento que persiste
Guardado no coração!

Algumas palavras ditam no silêncio da noite
E essa vontade louca e absurda de comigo a ter
Quero ser… e que seja feliz!
Preciso de a esquecer…

Resta apenas o ter sido tão especial.
Carinhosa amiga e conselheira, quando os seus opiniões eram a solução das minhas angustias e medos,
Saudade ainda da sua risada tímida que, ainda que dissimilada, transmitia tanta felicidade,
Os momentos que passámos que marcaram a minha vida,
Únicos e simples, simples mais verdadeiros, que saudade!

Mesmo não querendo acreditar,
Mesmo te sentindo ainda aqui,
Sei que nunca me vai deixar, de os meus sonhos visitar...
Pra amenizar
A minha saudade…


Mas como uma “Amiga desconhecida” uma vez me escreveu,
Que tudo me deveria inspirar…
Que a vida não me esqueceu,
E devo continuar…

Seja  “a Lua, as estrelas, o silêncio,
O amor, a aventura, uma viagem
O desamor, uma nova aventura e uma nova viagem...”

Seja esse o ponto de viragem
E talvez um dia, eu volte a Amar


Obrigado pelas palavras, querida “Amiga e desconhecida” , por não me deixares cair e acreditares em mim quando eu não o consegui fazer.

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Simplesmente, apaixonei-me por ti! E agora…!?




Sou uma pessoa estranha… muitos dirão! Talvez um amigo reservado… afirmarão outros.

Nunca fui bom a lidar com pessoas e principalmente em falar sobre mim, lidar com os meus sentimentos pelas pessoas. Receio que olhem para dentro de mim e me reprovem pela pessoa que sou, que seja posto de lado pela minha forma pacata e talvez estranha de ser...

Quando estou contigo, a minha mente sente-se tão vazia que, não sei, sinto-me estranho! E nada me ocorre ao pensamento nesses momentos, a não seres tu!
Sinto-me exposto! Como se todos estivessem a olhar, à espera que um discurso superinteressante seja proclamado.

E agora? Apaixonei por ti! Nunca me senti tão disperso, para ser sincero, tão desorientado.
Ao início não quis saber, mais tarde quis esquecer! Um dia quis segui em frente! 
Mas bateste bem cá no fundo e levantaste a poeira adormecida. Porque é que agora não sais da minha cabeça! E será que que eu te quero tirar da minha cabeça?

Talvez não! Nunca antes ouvi alguém comentar o meu sorriso, a não ser a cada mensagem tua que recebo! Será verdade? Dava tudo para me ver ao espelho nessas situações! Sempre tive curiosidade de saber como seria o meu sorriso espontâneo e involuntário.

Fazes-me esquecer o mundo, quando o mundo não me deixa esquecer de ti.
E a cada dia, tenho mais vontade de… sonhar. Talvez na esperança de não estar… tão longe.


Para dizer a verdade tenho medo. Nunca antes me apaixonei por ninguém! Nunca! 
Nunca soube o que é partilhar uma parte de mim! E isso assusta-me… o não saber.
No entanto anseio dividir um sonho, partilhar metas, concretizar planos… ou simplesmente “rir de coisas bobagens”. Talvez seja tão simples, tolo e natural que nunca tenha parado para pensar nisso.


Trouxeste para minha vida muito mais do que imaginas! Deste-me um novo sentido e uma nova razão de continuar…
Há um ano atrás… o meu pensamento andava tão longe e tão extraviado algures. Diria… perdido! Já nada me interessava! Os dias passavam, e eu apenas já só queria... fugir daqui. Pensei muitas vezes para com os meus botões – “que estás tu aqui a fazer?!”
Quantas foram as vezes que desisti de mim!
Mas fizeste-me voltar a acreditar e mim… e ter esperança que a vida merece uma oportunidade.

E agora…

Da vida, não quero muito. Quero apenas, saber que tentei tudo para ir onde nunca fui. Tive tudo, o que pude alcançar com o meu esforço. Amei, tudo o que valia a pena...ser Amado.

Agora aqui estou eu ironicamente a escrever sobre aquilo que não tenho coragem de falar. Sobre mim… sobre ti… sobre o que sinto por ti!


Haverá quem diga que parece um desafio!
Mas…
Amar-te não é um desafio.

Um desafio seria se me pedisses para te esquecer.



Amo-te muito.

“Se não demorares muito… eu espero por ti o resto da vida!”

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Saudades....


Talvez eu repouse ou talvez eu ouse nesta hora de ansiedade.
Talvez dê tréguas ao sono e me deixe levar pela neblina vespertina.

Deixarei eu que morra em mim o desejo de amar os teus olhos?
Se assim fosse, que loucos seriam os meus pensamentos, se a aurora do teu olhar não fosse verdadeira!

Gotículas verbalizam lembranças de águas passadas que se acumulam na realidade dos lábios. Sorrisos doloridos da saudade de quem ama! É o preço que pago por querer viver momentos inesquecíveis. Simples, mas fortes.

E sento-me mais uma vez nesta praia da solidão, em vão ficarei e flutuarei. E sou um veleiro que navega, ligeiro ao sabor do vento, banhado pelas trépidas águas da imensidão, sereno e abandonado, procurando chegar à linha do horizonte.

E para onde vou? Um dia quis saber, agora, só sei que vou, e se o meu percurso for traçado como o mar, então irei, serei tão livre de mim, tão livre como ele, como tu… da saudade. E parto deixando uma parte de mim, carregando uma outra de ti…

E vou, enquanto pairo sobre o sonho. Saberás tu quem fui eu, quem te acolheu e sentiu e ouviu a tua fala amorosa? E um dia torna-se uma semana, uma semana… um mês, um mês… um ano, um ano… uma eternidade.

“Tomara o fim da ausência!” - Rebeldemente rogo mais uma vez à paciência.

Que as palavras que eu falo, não me deixem lembrar que um dia te quis esquecer.
Porque metade de mim é o que ouço… a outra metade é o que calo...

É o basicamente não saber, nossa alma dizer para onde quer voltar….

Que mais poderia eu dizer? Tenho Saudades!