segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Saudades....


Talvez eu repouse ou talvez eu ouse nesta hora de ansiedade.
Talvez dê tréguas ao sono e me deixe levar pela neblina vespertina.

Deixarei eu que morra em mim o desejo de amar os teus olhos?
Se assim fosse, que loucos seriam os meus pensamentos, se a aurora do teu olhar não fosse verdadeira!

Gotículas verbalizam lembranças de águas passadas que se acumulam na realidade dos lábios. Sorrisos doloridos da saudade de quem ama! É o preço que pago por querer viver momentos inesquecíveis. Simples, mas fortes.

E sento-me mais uma vez nesta praia da solidão, em vão ficarei e flutuarei. E sou um veleiro que navega, ligeiro ao sabor do vento, banhado pelas trépidas águas da imensidão, sereno e abandonado, procurando chegar à linha do horizonte.

E para onde vou? Um dia quis saber, agora, só sei que vou, e se o meu percurso for traçado como o mar, então irei, serei tão livre de mim, tão livre como ele, como tu… da saudade. E parto deixando uma parte de mim, carregando uma outra de ti…

E vou, enquanto pairo sobre o sonho. Saberás tu quem fui eu, quem te acolheu e sentiu e ouviu a tua fala amorosa? E um dia torna-se uma semana, uma semana… um mês, um mês… um ano, um ano… uma eternidade.

“Tomara o fim da ausência!” - Rebeldemente rogo mais uma vez à paciência.

Que as palavras que eu falo, não me deixem lembrar que um dia te quis esquecer.
Porque metade de mim é o que ouço… a outra metade é o que calo...

É o basicamente não saber, nossa alma dizer para onde quer voltar….

Que mais poderia eu dizer? Tenho Saudades!

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Despedida - "A Traição das Elegantes"

E no meio dessa confusão alguém partiu sem se despedir; foi triste. Se houvesse uma despedida talvez fosse mais triste, talvez tenha sido melhor assim, uma separação como às vezes acontece em um baile de carnaval — uma pessoa se perda da outra, procura-a por um instante e depois adere a qualquer cordão. É melhor para os amantes pensar que a última vez que se encontraram se amaram muito — depois apenas aconteceu que não se encontraram mais. Eles não se despediram, a vida é que os despediu, cada um para seu lado — sem glória nem humilhação.

Creio que será permitido guardar uma leve tristeza, e também uma lembrança boa; que não será proibido confessar que às vezes se tem saudades; nem será odioso dizer que a separação ao mesmo tempo nos traz um inexplicável sentimento de alívio, e de sossego; e um indefinível remorso; e um recôndito despeito.

E que houve momentos perfeitos que passaram, mas não se perderam, porque ficaram em nossa vida; que a lembrança deles nos faz sentir maior a nossa solidão; mas que essa solidão ficou menos infeliz: que importa que uma estrela já esteja morta se ela ainda brilha no fundo de nossa noite e de nosso confuso sonho?

Talvez não mereçamos imaginar que haverá outros verões; se eles vierem, nós os receberemos obedientes como as cigarras e as paineiras — com flores e cantos. O inverno — te lembras — nos maltratou; não havia flores, não havia mar, e fomos sacudidos de um lado para outro como dois bonecos na mão de um titeriteiro inábil.

 Ah, talvez valesse a pena dizer que houve um telefonema que não pôde haver; entretanto, é possível que não adiantasse nada. Para quê explicações? Esqueçamos as pequenas coisas mortificantes; o silêncio torna tudo menos penoso; lembremos apenas as coisas douradas e digamos apenas a pequena palavra: adeus.

A pequena palavra que se alonga como um canto de cigarra perdido numa tarde de domingo.


Extraído do livro "A Traição das Elegantes", Editora Sabiá – Rio de Janeiro, 1967, pág. 83.

Porquê desistir agora?


Acordei a sorrir, e deito-me a chorar...

A jornada foi longa e assim tento mascarar o que sinto, tento enganar-me, na dubiez já certa.

Vou falar? Não vou falar?
Pode a minha compreensão me iludir...
Ou posso admitir que não entendi, na errónea quimera tentando prever que consigo aguentar!
Será?! Mas esperar para quê? Por algo que já não vem?!

"Mais uma vez estás a enganar-te e vais bater com a cabeça!" – é o que meu lado direito me diz, o da razão!
"Aguenta mais um pouco, tudo é possível e vai correr bem!” – é o que me sugere a parte esquerda, do coração!

E agora?!
O labirinto que me desorienta, nesta roda-viva em que a saída foge a cada passo dado na direção que parece certa, ou incerta. Longa é a madrugada de um dia em que o sol não se põe! Será que fui longe demais? Poderei eu parar e regressar?!

A ingreme descida foi longa no correr da praia da solidão. Matinais são as pegadas que deixei, mais que leves marcas na areia foram apagadas, e algo me diz que devo seguir em frente!

Longínquo é o meu destino e longa foi a caminhada! Porquê desistir agora? "Não pares e segue em frente", volta a criticar meu coração! E quem disse que o coração não tem um pouco de razão?!

Nos caminhos de pedra calejados poderei tropeçar, posso até cair! Seguramente terei forças para me erguer e encarar mais um desafio que incita a vida e a forma de viver como nunca ninguém o fez.

Recuando alguns pensamentos, arrisco afirmar já não ter objetivos para batalhar ou energia para lutar, sorrir por delicadeza, prometer verdades que jamais acontecerão e sonhar quando não durmo, silenciosamente à espera, simplesmente, do que não vai acontecer!


E dou por mim, a lutar por numa disputa perdida, em que me perco e sei que morri, mas não sem mostrar que queria lutar! Não como um covarde que desistiu na primeira linha de defesa!


terça-feira, 23 de setembro de 2014

Eu quero sonhar

Um dia quis deixar de sonhar...

Há momentos na vida num olhar, que nem sabe o encanto que ele tem que sentimos falta de um conforto, de alguém!

Agarrar aquela que figura nos meus sonhos e abraça-la como se amanha fosse o nosso ultimo dia. Sim. Tambem quero um abraço forte e apertado.

Sinto falta disso!

Muito!



E sinto-me.... por saber que posso nunca vir a ter a oportunidade de o fazer como verdadeiramente gostaria.

E o dia acaba! Mais um longo dia, em que no fim, nada me espera!
Porque nada é mais triste do que acabar o dia e encontrar uma casa vazia.
Apenas a esperança de que alguem se lembre de mim com um pequeno e aparentemente insignificante gesto, de boa noite.

E a saudade... mata com a incerteza entrelaçada.
Não passa de águas passadas que se acumulam no coração, inunda os meus pensamentos, transborda pelos olhos, desliza em gotículas de lembranças que por fim, quando a saudade é demais, não cabe no peito e escorre pelos olhos e morrem na realidade do lábios.

Um dia quis sonhar e virar a minha vida do avesso.
E tenho medo, porque o quero fazer na esperança de poder estar perto... e no fim... a tua vontade seja partir para longe.

E por muitos sorrisos que espelhasse não seria mais eu.
Sentir-me-ia novamente como mais um dia que termina e nada me espera.
Naquele que se espera, o que talvez não vem.

Eu quero sonhar.
Mas quero sonhar contigo e poder acreditar num amanhã ao teu lado.

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Porque se calou o mar...



“Aqui nessa pedra, alguém sentou para olhar o mar.
O mar não parou para ser olhado Foi mar pra tudo que é lado”
Paulo Leminski



Enquanto percorria os longos prados de areia e maresia, um dia, o mar sentou ao pé de mim…
Desejava falar, queria desabafar…

O mar em pessoa, molhado, salgado, ali, sentado.
E ali permaneci, a escutar o que o mar proferia…
Um surpreende léxico poético ecoou das dunas aos meus ouvidos! Até parece que foi ontem… talvez ontem, o mar que me falou.

Com um humor contagiante riu de tudo e riu de nada! Das areias da praia e das cocegas que lhe fazem, da imensidão e o vazio o que o cerca, dos loucos que por ali passam e lhe falam, dos que lhe segredam, dos que se sentam a ouvi-lo, sem escutar. Se quisesse rir de um louco, não precisaria ir muito longe. Então riria de si mesmo!


“Apresso-me a rir de tudo, com medo de ser obrigado a chorar.”
 Pierre Beaumarchais


Com a amargura da solidão chorou, todos os medos que as ondas lhe instigam, as mágoas que os rios lhe ocultam, as preocupações e raiva que a chuva lhe trás. Teve vergonha de gritar que esta dor é só dele, de pedir que o deixem em paz e a sós com ela!


“Deve existir algo estranhamente sagrado no sal: está nas nossas lágrimas e no mar...”
Khalil Gibran


Chorou…
… tudo o que o que se perdeu,
… por tudo o que apenas o ameaçou e não chegou a ser,
… por si só, grande e solitário,
… hoje sujo, pela amanhã,
… porque sempre amou e nunca o amaram…


Não me pronunciou uma só palavra de amor! Será uma jura de luxo?
Pronunciou sobre a sorte e o futuro, incertos…
“ Já te perguntaste: ‘Onde está o meu destino?’”


E lacrimejámos, troçamos e juntos entoámos melodias, o som das ondas na brecha de um mar calmoso. Sentia-me bem e confiávamos um com o outro.

Convertemos ideias em pensamento, opiniões em conselhos, medos e angustias.
Apelidei-o de conselheiro e confidente. Foram poucas as suas palavras:

“Se não consegues entender o meu silêncio de nada irão adiantar as palavras, pois é no silêncio das minhas palavras que estão todos os meus maiores sentimentos.”



Então, levantou-se e sorriu… um sorriso malandro como de quem faz troça.
Atirou-se nas águas desertas sem fim, apartou-se e eu fiquei ali a contemplar as ondas que pareciam dizer, “tem paciência”…

No horizonte, longe o brilho da estrela solar desceu em agonia na noite que se fez. Tingiu as águas de várias cores cada vez mais escuras até ao negro pálido.

E eu fui… e segui o meu caminho assim como ele.
Contudo, a saudade ficou, voraz, naquela amarga voz de quem fica para trás ou a trémula de quem parte!

Os anos passaram e tornaram-se décadas. Na esperança de reencontrar aquela figura, regressei, para conversar, cumprimentar e agradecer…

Queria conjurar novos temas e ambições, mas foge de mim e não me deixa alcançar.
Orgulho que me prende também, de ir atrás e correr, simplesmente … fazer notar que estou aqui. Finge que não me conhece e nunca esteve! Não se elevou e eu invoquei e bradei, clamei às ondas um sinal!
Mas nem aquela sombra figurada me assombrou nas ondas que quebram…

E desde então o mar nunca mais me falou…
Nem as sereias do mar queriam acreditar, em tamanho ignorar…



“- Abandonou-te?
- Pior ainda: esqueceu-me...”

Mario Quintana



Segundo os anciãos da arte xávega, reza a lenda que o mar personificado, só aparece uma vez a cada 10 anos!

Inesperadamente, aproxima-se daqueles que se deparam perdidos de si mesmos. Fala, diverte-se, entretém, comove e impressiona. Sorrateiro, da mesma forma que vem, também se vai, e desvanece na neblina repentina, calado e silencioso, sem regresso. Dizem que a sua aparição só acontece uma única vez por errante. Sem retorno. E fica ao longe, à espreita, segredando palavras entre a rebentação das vagas na noite mais sombria.


Tal como um farol, embora não se veja, há sempre uma luz que esperançosamente dá um sinal, e afirma que está lá… para guiar…

sábado, 16 de agosto de 2014

Ecoam palavras

Ecoam na minha mente, lindas e maravilhosas palavras que sempre sonhei murmurar-te ao ouvido!

Mas sinto que para ti seriam apenas palavras vãs!
Não as sentirias ... como eu... não seria mútuo...

E essa angústia prende-me em silêncio! E vivo triste?
Fecha-me de mim!

E quando a necessidade de verbalizar me agita....
Então escrevo... no meu pequeno canto perdido!

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Fica comigo ou liberta-me…


Pairei carinhosamente nas oscilantes sinuosidades do lago, cansado, estagnado…. Assim…
Mais do que o orvalho que gotejava nas verdes folhas das trepadeiras, era a angústia.

Peguei nos lisos seixos dispersos de forma errática e roguei um desejo. Arremessei para longe, a minha súplica, saltitante na superfície da plenitude!
Mágico o lago me respondeu, com sons de água salpicante, naquele momento relaxante de alucinação.
“- Eu não posso simplesmente dar-te felicidade. Eu não tenho esse poder, ninguém tem. Porque estás tão triste?”


“Porque sozinho, não consigo ser o autor da minha felicidade!
Porque não posso, nem quero seguir assim, apenas por continuar. Sem saber que trilho preferir! Quero fugir!
Tenho todos os motivos do mundo pra te pedir pra ficar comigo, do meu lado, mas não posso fazer isso! Preciso sentir que tu também queres estar comigo.

Ainda que passemos horas, simplesmente, a olhar, sem nada dizer, sem verbalizar uma só palavra. E essa, será certamente a melhor parte do meu dia!

Sabes qual é o meu maior desejo?

Pedir-te para ficares comigo para sempre…
Poder acordar contigo ao meu lado…
Discutir contigo…
Mandar-te calar, mesmo sabendo que não o vais fazer…
E silenciar essa boca com um beijo!

Desculpa por me ter apaixonado por ti, por te amar desta maneira! É mais forte do que eu, e não consigo controlar! Fica comigo ou liberta-me…

Quando se ama, não se pode mudar isso!
Difícil é, deixar de amar para ficar tudo bem. 

E… quando a noite cai, dói quando a que pessoa que amas não está, ou simplesmente, sentes … tão ausente!
A expectativa, é correr atrás e dizer: “Fica comigo por favor.”
Podia dizer-lo em várias línguas, sem certezas do que seria sentido!

Mesmo que esteja errado, já não serás tão só nem irei tão sozinho.
Há-de ficar contigo uma saudade minha, hei-de levar comigo uma saudade tua.


Se me quiseres contigo, basta pedires, e eu não pensarei duas vezes, não olho para trás.
Mas, se nada disseres, se não quiseres, agradeço-te por um dia me teres dado a oportunidade de te conhecer!

Afinal sei que independente do rumo dos nossos percursos, estarei eternamente por perto para te acolher na madrugada e te amar até o amanhecer…

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Bom dia



Hoje acordei a pensar em ti.

Recordando a tua voz, e o teu sorriso.

Então preenchi o vazio com todo carinho que sinto por ti!!!

Com uma vontade enorme de te ver, acordei.

Jurava que, por momentos, ainda sonho acordado!




Bom dia pequenina

sábado, 2 de agosto de 2014

Um dia sonhei fazer-te feliz…




Fechei os olhos, e senti a água trépida pelo corpo. Quente e refrescante, suavemente numa nuvem de vapor.

Dormi demais. A água cálida desabava sobre a face, e cerrei mais uma vez os olhos, e dormi, e fez-me sonhar! Já adormeci vezes descomunais sob a água do chuveiro, mas nunca como hoje! E não sonhei acordar!

Sonho com aquilo que quero ser! Ser feliz!
Mas a ilusão, desfaz-se e não entendo esses jogos de sentimento, porque o que nutro não pode ser medido!


“Dói no coração de quem sonhou, sonhou demais...”
Tom Jobim


Um dia fui criança, outrora adolescente. Cresci, amadureci, prossegui e desisti…
Não tenho medo da vida, tenho medo de não vivê-la! Vivê-la na sua plenitude e intensidade.
Desculpem-me a expressão, mas ando numa fase do, “que se lixe, que tenho eu a perder!”

Quiçá eu seja mais um fantasista, um sonhador… mas…
Senti paz no estar contigo. O toque caloroso das tuas mãos e nessa noite perdi-me no teu olhar! Ah, se eu pudesse entender o que murmuram os teus olhos! Nem as estrelas seriam capazes de fazê-lo…

Minha alma tortura-me com um colossal flagelo por estares distante. Será isto punição!
Desculpa por corresponder ao não correspondido. Mas não sou mais aquela criança, não sou mais aquele jovem tolo adolescente, a ponto de saber tudo. Mas cresci!

Desejei o que querias! Seja isso o que for!
Certo é só ter uma história, uma simples oportunidade para fazer o correto, só uma oportunidade para viver.

Espero ansiosamente, pelos teus braços traçados nos meus.
Doce é o vibrar do sonho, o pensar em ti, sem a tua permissão...
Desculpa se alguma vez ansiei demais! Apenas quis ser … feliz!
Eu fiz questão de esquecer, e dissipei o sono. Roubaste-me o sonho! Que importa se me roubas o sono? É acordado que sonho contigo...
Contudo, iludir-me é a pior de todas as mentiras, e alucina-me!

Prevejo reavistar o meu conselheiro brevemente, e ouvir o que me tem ele a preconizar. O mar! Anseio que interceda para que reme por ti! Proponha que remes comigo. Contra as marés, contra as tormentas, sem medo do percurso e das casualidades.

E na esperança, de cada sorriso, em cada lágrima... esta noite sonhei e acordei!
Onde ficou a felicidade? Ela está para lá daqueles que a procuram, para aqueles que reconhecem a importância das pessoas que passam na nossa vida.


“As pessoas mais felizes não tem as melhores coisas.
Elas sabem fazer o melhor das oportunidades que aparecem em seus caminhos.”

Clarice Lispector


Barrámos trilhos e veredas por diversas vezes nesta existência.
Poderás dizer que sou um anjo!

Reponderei afirmativamente, somente da minha certa incerteza:
 -  “ Sou um anjo caído!”
Porquê um anjo caído? O que é um anjo caído?
Com todas as dúvidas e certas incertezas, será um anjo que saiu do paraíso com o intuito de amar. Prescinde de uma parte de si, dissipa suas asas e parte ao acaso.

Agora no final, perdi uma parte de mim, dispensei as minhas asas!
Mas tê-las-ei perdido por alguém que pode nem se importar…


Desculpa por querer fazer-te feliz…

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Quando eu sonhava - Almeida Garret

Quando Eu Sonhava
Quando eu sonhava, era assim
Que nos meus sonhos a via;
E era assim que me fugia,
Apenas eu despertava,
Essa imagem fugidia
Que nunca pude alcançar.
Agora, que estou desperto,
Agora a vejo fixar...
Para quê? - Quando era vaga,
Uma ideia, um pensamento,
Um raio de estrela incerto
No imenso firmamento,
Uma quimera, um vão sonho,
Eu sonhava - mas vivia:
Prazer não sabia o que era,
Mas dor, não na conhecia ...

Almeida Garrett, in 'Folhas Caídas'