segunda-feira, 30 de junho de 2014

E a vida a exprime-se nesse vai e vem…


Quando tudo parece ficar aquém do que sonhaste….
Vejo o brilho nos teus olhos, o que “cegos” não veem….
Gotejando aquele tempo saudoso.

O tempo parece colidir em muros que o suspende.
E fito esse olhar bem fundo, um olhar frente a frente… como se os dois fossem um.
Sinto-me bem contigo, estar ao pé de ti, como já não sentia há muito, muito tempo. Não tenho palavras, não consigo telas.
Mas sinto que tens tanto que decidir e o tempo não está do teu lado.
E a vida a exprime-se nesse vai e vem…

Desvias o olhar envergonhado, tentado pelo meu.
Há muito tempo que te sinto, e de ti tento fugir!
Quero tirar esta mascara que cobre o meu rosto.
Quero que me faça a sorrir... quero fazer-te sorrir!

Sentir que a amizade pode não ser tudo na vida, pelo menos eu gostava que não fosse tudo…
Porque o tudo é pouco, e eu gostava que esse pouco fosse muito!
E a vida a exprimir-se nesse vai e vem…

Palavras germinam como sementes
Sentes que terá este poeta tal capacidade?
Ou estarei a mentir!

E se por acaso um dia partisse…
Terias vontade de fugir, comigo?
Mas talvez não consigas fugir, deixar tudo para trás...

E se eu te pedisse para vires comigo. Foge comigo!!!
Larga tudo o que te prende, tudo o que te envolve?
Mochila às costas e apanhar a primeira boleia, até onde der… seja para onde for….
Partir à descoberta, à aventura. Onde jamais alguém foi, nas asas que levam os sonhos mais além...

Às vezes quero fugir…
Buscar um sentido mais gracioso!
E rezo para que um dia tudo dê certo e volte a ter sorte.
Voltar a ser forte…
E não ter que olhar pra trás

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