Olha… circula o horizonte em teu redor… e diz-me… Mudou alguma coisa?
Saúdo a matina, espelhada numa estranha rima nas ondas relaxantes da manhã. O azul multicolor do céu rasgado pela estrela brilhante do dia, uma amarelo relaxante… quem diria…
Pouso um pé, e alargo o outro… nas pegadas frescas da manha… onde o rasto é dos primeiros ao raiar… solto no caminhar… onde fui, onde não estou… dezenas já estiveram… mas não… não deixa de ser diferente, a memória de saudade carente…
Então quando tudo terminar, e nada mais restar… Sorri… Sorri e vai mentindo a essa dor, quando a saudade atormentar no teu sonho encantador, nos teus dias tristonhos e vazios… simplesmente … Sorri
Pregado na pequena teia, aquela ideia de datas e lugares, vulgares a tantos… talvez a ti também… mas eu fui mais além… aquém das memórias e histórias de quem quis, num pequeno longo dia quis ser feliz… naquele lugar, o bater das ondas à beira mar… o toque da areia lisa… o sentimento de uma brisa…
E o dia permaneceu… lento, lentamente curto…onde o relógio não toca, onde sou aberto, liberto da preocupações, das acções demoradas na neblina das datas banais … mas à décima sétima hora após a meia-noite, num gesto como que arde, aprisionei o mar… que não consigo tocar, sem receio… no anseio de lá voltar e recordar, vivenciar o dia em que foi meu… o mar…
Mas a tarde ilustrada no perfil, a luz do azul naquele mês de Abril… concentra-se na sua densidade, e a juventude adensa-se na tarde… e resistindo à saudade, tenho o mar aprisionado… um resto de sentimento sonhado… agrava, ao lume da ferida no pensamento meditar até que um velho diga que está na hora de o largar, o mar, na memória, é parte da história, na claridade em que o mar se deixou aprisionar…
Voltei ao mesmo lugar… ao qual me senti indiferente… a questão pertinente… a saudade não era do lugar… mas teimei em lá voltar… mas nem todos voltam… nem todos vivem… nem todos aprisionam o mar…
Olhei no profundo, segurei o sentimento do mundo… e soltei-o… o meu triste anseio de ter o, para não voltar a sofrer, soltei o mar que não era meu… que na extensa areia se esvaneceu…
sábado, 29 de maio de 2010
sexta-feira, 14 de maio de 2010
Um sonho bem real
Numa folha outonal, leve e suave vendaval, leve, como se todo o vento neste alento suspendesse a eternidade, mísera saudade, como um sopro de vento, atento, que entrava pela janela, como num quadro de aguarela, que embora semi-fechada, nesta pintura inacabada, suspende breves arrepios, frios.
Sem perguntas, sem nada falar, no teu estranho calar, voa num momento daquele pressentimento, num floco de neve real, completamente normal, que suspende a saudade.
Os arrepios em mim, quando a madrugada era anunciada pelo bater das horas do relógio na sala que ninguém o cala, que distante se ouvia!
Se nunca houve lamento, então o sentimento foi-se, se não houve fragilidade, naquela estranha tenra idade.
Respondendo com vaidade, não mais que álbuns de saudade, direi em alta voz, sem que se torne atroz, que surgiu da nossa vontade…
É esta brisa imortal soprada de nós sem ser vento das nossas almas…
Sem nostalgia nem mal, sem enganos nem medos, complexos ocultos segredos, sem lágrimas, sem segredos. Pela manha, um raio do sol invadia e sentia o acordar com um belo sorriso, não seria preciso, de 'bom dia', e minha mão, não, não encontrou teu corpo ao meu lado. Olho em redor, como se soubesse de cor, por todo o quarto, quando me apercebo pela noite, enganos da mente... Tristemente, desabafo - "Foi apenas um sonho"...
Um sonho, na esperança de um dia, ser real!
Sem perguntas, sem nada falar, no teu estranho calar, voa num momento daquele pressentimento, num floco de neve real, completamente normal, que suspende a saudade.
Os arrepios em mim, quando a madrugada era anunciada pelo bater das horas do relógio na sala que ninguém o cala, que distante se ouvia!
Se nunca houve lamento, então o sentimento foi-se, se não houve fragilidade, naquela estranha tenra idade.
Respondendo com vaidade, não mais que álbuns de saudade, direi em alta voz, sem que se torne atroz, que surgiu da nossa vontade…
É esta brisa imortal soprada de nós sem ser vento das nossas almas…
Sem nostalgia nem mal, sem enganos nem medos, complexos ocultos segredos, sem lágrimas, sem segredos. Pela manha, um raio do sol invadia e sentia o acordar com um belo sorriso, não seria preciso, de 'bom dia', e minha mão, não, não encontrou teu corpo ao meu lado. Olho em redor, como se soubesse de cor, por todo o quarto, quando me apercebo pela noite, enganos da mente... Tristemente, desabafo - "Foi apenas um sonho"...
Um sonho, na esperança de um dia, ser real!
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