domingo, 31 de maio de 2015

O que fica dos meus dias.....


E eras tu…

A ilusão cinza confunde-me os sentidos. Os olhos cegaram para as cores do mundo.
Procuro-te ainda nas palavras, e chamo-as … ainda! Mas as palavras não sentem, e os significados nada significam e nesta insignificância obsessiva, palavras já não puxam palavras. E das palavras de amor, já nada quero saber. Ofereci-tas todas

Restam de ti as fotografias e as memórias que guardo, junto de mim, perto do coração. Queima-me a pele, o sonhar, os nossos sorrisos perdidos naquela ilha. Nas madrugadas em que o sonho embalava as minhas pálpebras. Eras a minha certeza, o conforto! Já não bate o coração que batia, rítmico, embalado na trémula ausência penetrante de cor.

Tenho um par de lágrimas escondidas sob o olhar embora a mente sussurre ao ouvido, e o coração impeça de seguir em frente. Cubro-me de silêncio num eco mudo perpetuado de incompreensão e amargura. Cubro-me e parto em silêncio.

Coleciono perguntas para as quais já sei as respostas tal como o som apagado do bafio. E fingo não saber!
O Sol curva-se sobre si mesmo, na curva que nada espera. Persisto no que errei. Perco-me nos meus passos… nas pegadas dos teus, com medo de que o trilho se desalinhe e se esconda nos arbustos e no escuro, intransitável. Disfarçadamente, peço-te que não me afastes, que não te afastes.

Enrugam-se os olhos à espera do amanhã, secos nos dias e nas noites, no sonho e na realidade
Cego, prometi-me um mar de certezas. Dei-te todos os meus sonhos, dias inteiros! A pior cegueira é a que acontece aos olhos do coração.

Nas tuas mãos tens o meu coração, prostrado, os meus sonhos e as minhas angústias, todas as palavras que te entreguei embrulhadas em lágrimas e sorrisos. E as palavras ficam suspensas entre nós … como travessias flutuantes para que o amor saiba sempre por onde regressar.

No fim, nada resta senão a brisa e o vento. Embora o coração murmure, embora me doa no peito e me diga que este dia… poderá até ser... o meu ULTIMO!

terça-feira, 5 de maio de 2015

Um Obrigado


“Apresso-me a rir de tudo, com medo de ser obrigado a chorar.”

Regresso ao meu tormento, quando o alento não acalma, nem descansa quando a dor alcança, mais do que a mente consegue suportar!

Nunca Paris pareceu uma cidade tão triste,
Na amargura da desilusão
Deste sentimento que persiste
Guardado no coração!

Algumas palavras ditam no silêncio da noite
E essa vontade louca e absurda de comigo a ter
Quero ser… e que seja feliz!
Preciso de a esquecer…

Resta apenas o ter sido tão especial.
Carinhosa amiga e conselheira, quando os seus opiniões eram a solução das minhas angustias e medos,
Saudade ainda da sua risada tímida que, ainda que dissimilada, transmitia tanta felicidade,
Os momentos que passámos que marcaram a minha vida,
Únicos e simples, simples mais verdadeiros, que saudade!

Mesmo não querendo acreditar,
Mesmo te sentindo ainda aqui,
Sei que nunca me vai deixar, de os meus sonhos visitar...
Pra amenizar
A minha saudade…


Mas como uma “Amiga desconhecida” uma vez me escreveu,
Que tudo me deveria inspirar…
Que a vida não me esqueceu,
E devo continuar…

Seja  “a Lua, as estrelas, o silêncio,
O amor, a aventura, uma viagem
O desamor, uma nova aventura e uma nova viagem...”

Seja esse o ponto de viragem
E talvez um dia, eu volte a Amar


Obrigado pelas palavras, querida “Amiga e desconhecida” , por não me deixares cair e acreditares em mim quando eu não o consegui fazer.