domingo, 13 de dezembro de 2015

A loucura das flores

Toda opinião que nasce da raiva é tola.

Segundo o meu hábito, âmbito do meu ser, não voltarei a falar mais desafrontadamente!
Relutante, viverei eu esta vida como se tivesse certeza de que ela é única?

Poderia um poeta prestar homenagem á loucura?


Cético no meu íntimo, desprezo fadas, bruxas ou encantamentos, escritores de gama alta e poetas foleiros. Mas perpasso o meu lado amistoso. Mascaro a minha fé em algo para além do que consigo acreditar, em vibrar com histórias, momentos e sensações, espelhados em canções de radio antigas que hoje teimo em não ouvir. Num impossível de um otimismo, quando é consentido, abro e divido o meu livro, a minha história!   


E és deselegante! Porque roubas! Mesmo quando não estás! O sorriso!


Que ridículo! Quem ousa pronunciar um nome, que não pode ser dito sem um sorriso furtado. Apagado por segundos tudo o resto, levanta a poeira vespertina no relâmpago de dor e desilusão. Um sorriso roubado e triste. Triste seria a minha loucura de não o voltar a ver!


E morro lentamente, lenta e tenebrosamente, na mente, e percorro o meu lado mais sombrio e deixo-me ficar no escuro! E rezo, rogo aquela pequena luz, que brilhe uma estrela que me segura a mão e me mostre que não é ali que quero ficar!

Que a minha loucura me perdoe, que a minha loucura me respeite, porque sou mais velho que ela!


Partilho a minha sede de viver por não viver, um viver sem alma de seguir sem que o ombro espreite o que ficou!

Que sopro me embarca na encruzilhada desta desaventura…

Que amargo aperto me esmaga o peito e trava a língua sedenta,
Ao longe as luzes cintilam em amarelo seco, esbatido pelas sombras da cidade.


Perguntas-me sobre amor … poesia… estrelas… ou a loucura das flores.


Revivo os esquemas dos meus poemas nos teus olhos. Escrevi minhas historias nas linhas do destino, deitado sobre a tua alma.

Apagado pelo juízo esqueci que vivi como um louco. E hoje … hoje procuro as flores para decifrar os meus versos. Por vezes, são explícitos … por vezes perversos. Sonho e quero em mim o meu ser… toda a tua plenitude, esse teu universo… quero beijar-te! 


Quero conhecer a loucura dos que amam e a loucura das flores… porque a loucura tudo move.

Sinto saudade dos “de repente”, soltos e inesperados… Que saudades!


Sonho estar louco. Quero estar louco… e ser louco para ter vivido pela vida.

Afinal … a loucura não é assim uma coisa tão má como muita gente julga. Há tanto loucos… e são felizes!




“Há esperanças que é loucura ter. Pois eu digo-te que se não fossem essas já eu teria desistido da vida.” - José Saramago

domingo, 31 de maio de 2015

O que fica dos meus dias.....


E eras tu…

A ilusão cinza confunde-me os sentidos. Os olhos cegaram para as cores do mundo.
Procuro-te ainda nas palavras, e chamo-as … ainda! Mas as palavras não sentem, e os significados nada significam e nesta insignificância obsessiva, palavras já não puxam palavras. E das palavras de amor, já nada quero saber. Ofereci-tas todas

Restam de ti as fotografias e as memórias que guardo, junto de mim, perto do coração. Queima-me a pele, o sonhar, os nossos sorrisos perdidos naquela ilha. Nas madrugadas em que o sonho embalava as minhas pálpebras. Eras a minha certeza, o conforto! Já não bate o coração que batia, rítmico, embalado na trémula ausência penetrante de cor.

Tenho um par de lágrimas escondidas sob o olhar embora a mente sussurre ao ouvido, e o coração impeça de seguir em frente. Cubro-me de silêncio num eco mudo perpetuado de incompreensão e amargura. Cubro-me e parto em silêncio.

Coleciono perguntas para as quais já sei as respostas tal como o som apagado do bafio. E fingo não saber!
O Sol curva-se sobre si mesmo, na curva que nada espera. Persisto no que errei. Perco-me nos meus passos… nas pegadas dos teus, com medo de que o trilho se desalinhe e se esconda nos arbustos e no escuro, intransitável. Disfarçadamente, peço-te que não me afastes, que não te afastes.

Enrugam-se os olhos à espera do amanhã, secos nos dias e nas noites, no sonho e na realidade
Cego, prometi-me um mar de certezas. Dei-te todos os meus sonhos, dias inteiros! A pior cegueira é a que acontece aos olhos do coração.

Nas tuas mãos tens o meu coração, prostrado, os meus sonhos e as minhas angústias, todas as palavras que te entreguei embrulhadas em lágrimas e sorrisos. E as palavras ficam suspensas entre nós … como travessias flutuantes para que o amor saiba sempre por onde regressar.

No fim, nada resta senão a brisa e o vento. Embora o coração murmure, embora me doa no peito e me diga que este dia… poderá até ser... o meu ULTIMO!

terça-feira, 5 de maio de 2015

Um Obrigado


“Apresso-me a rir de tudo, com medo de ser obrigado a chorar.”

Regresso ao meu tormento, quando o alento não acalma, nem descansa quando a dor alcança, mais do que a mente consegue suportar!

Nunca Paris pareceu uma cidade tão triste,
Na amargura da desilusão
Deste sentimento que persiste
Guardado no coração!

Algumas palavras ditam no silêncio da noite
E essa vontade louca e absurda de comigo a ter
Quero ser… e que seja feliz!
Preciso de a esquecer…

Resta apenas o ter sido tão especial.
Carinhosa amiga e conselheira, quando os seus opiniões eram a solução das minhas angustias e medos,
Saudade ainda da sua risada tímida que, ainda que dissimilada, transmitia tanta felicidade,
Os momentos que passámos que marcaram a minha vida,
Únicos e simples, simples mais verdadeiros, que saudade!

Mesmo não querendo acreditar,
Mesmo te sentindo ainda aqui,
Sei que nunca me vai deixar, de os meus sonhos visitar...
Pra amenizar
A minha saudade…


Mas como uma “Amiga desconhecida” uma vez me escreveu,
Que tudo me deveria inspirar…
Que a vida não me esqueceu,
E devo continuar…

Seja  “a Lua, as estrelas, o silêncio,
O amor, a aventura, uma viagem
O desamor, uma nova aventura e uma nova viagem...”

Seja esse o ponto de viragem
E talvez um dia, eu volte a Amar


Obrigado pelas palavras, querida “Amiga e desconhecida” , por não me deixares cair e acreditares em mim quando eu não o consegui fazer.

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Simplesmente, apaixonei-me por ti! E agora…!?




Sou uma pessoa estranha… muitos dirão! Talvez um amigo reservado… afirmarão outros.

Nunca fui bom a lidar com pessoas e principalmente em falar sobre mim, lidar com os meus sentimentos pelas pessoas. Receio que olhem para dentro de mim e me reprovem pela pessoa que sou, que seja posto de lado pela minha forma pacata e talvez estranha de ser...

Quando estou contigo, a minha mente sente-se tão vazia que, não sei, sinto-me estranho! E nada me ocorre ao pensamento nesses momentos, a não seres tu!
Sinto-me exposto! Como se todos estivessem a olhar, à espera que um discurso superinteressante seja proclamado.

E agora? Apaixonei por ti! Nunca me senti tão disperso, para ser sincero, tão desorientado.
Ao início não quis saber, mais tarde quis esquecer! Um dia quis segui em frente! 
Mas bateste bem cá no fundo e levantaste a poeira adormecida. Porque é que agora não sais da minha cabeça! E será que que eu te quero tirar da minha cabeça?

Talvez não! Nunca antes ouvi alguém comentar o meu sorriso, a não ser a cada mensagem tua que recebo! Será verdade? Dava tudo para me ver ao espelho nessas situações! Sempre tive curiosidade de saber como seria o meu sorriso espontâneo e involuntário.

Fazes-me esquecer o mundo, quando o mundo não me deixa esquecer de ti.
E a cada dia, tenho mais vontade de… sonhar. Talvez na esperança de não estar… tão longe.


Para dizer a verdade tenho medo. Nunca antes me apaixonei por ninguém! Nunca! 
Nunca soube o que é partilhar uma parte de mim! E isso assusta-me… o não saber.
No entanto anseio dividir um sonho, partilhar metas, concretizar planos… ou simplesmente “rir de coisas bobagens”. Talvez seja tão simples, tolo e natural que nunca tenha parado para pensar nisso.


Trouxeste para minha vida muito mais do que imaginas! Deste-me um novo sentido e uma nova razão de continuar…
Há um ano atrás… o meu pensamento andava tão longe e tão extraviado algures. Diria… perdido! Já nada me interessava! Os dias passavam, e eu apenas já só queria... fugir daqui. Pensei muitas vezes para com os meus botões – “que estás tu aqui a fazer?!”
Quantas foram as vezes que desisti de mim!
Mas fizeste-me voltar a acreditar e mim… e ter esperança que a vida merece uma oportunidade.

E agora…

Da vida, não quero muito. Quero apenas, saber que tentei tudo para ir onde nunca fui. Tive tudo, o que pude alcançar com o meu esforço. Amei, tudo o que valia a pena...ser Amado.

Agora aqui estou eu ironicamente a escrever sobre aquilo que não tenho coragem de falar. Sobre mim… sobre ti… sobre o que sinto por ti!


Haverá quem diga que parece um desafio!
Mas…
Amar-te não é um desafio.

Um desafio seria se me pedisses para te esquecer.



Amo-te muito.

“Se não demorares muito… eu espero por ti o resto da vida!”

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Saudades....


Talvez eu repouse ou talvez eu ouse nesta hora de ansiedade.
Talvez dê tréguas ao sono e me deixe levar pela neblina vespertina.

Deixarei eu que morra em mim o desejo de amar os teus olhos?
Se assim fosse, que loucos seriam os meus pensamentos, se a aurora do teu olhar não fosse verdadeira!

Gotículas verbalizam lembranças de águas passadas que se acumulam na realidade dos lábios. Sorrisos doloridos da saudade de quem ama! É o preço que pago por querer viver momentos inesquecíveis. Simples, mas fortes.

E sento-me mais uma vez nesta praia da solidão, em vão ficarei e flutuarei. E sou um veleiro que navega, ligeiro ao sabor do vento, banhado pelas trépidas águas da imensidão, sereno e abandonado, procurando chegar à linha do horizonte.

E para onde vou? Um dia quis saber, agora, só sei que vou, e se o meu percurso for traçado como o mar, então irei, serei tão livre de mim, tão livre como ele, como tu… da saudade. E parto deixando uma parte de mim, carregando uma outra de ti…

E vou, enquanto pairo sobre o sonho. Saberás tu quem fui eu, quem te acolheu e sentiu e ouviu a tua fala amorosa? E um dia torna-se uma semana, uma semana… um mês, um mês… um ano, um ano… uma eternidade.

“Tomara o fim da ausência!” - Rebeldemente rogo mais uma vez à paciência.

Que as palavras que eu falo, não me deixem lembrar que um dia te quis esquecer.
Porque metade de mim é o que ouço… a outra metade é o que calo...

É o basicamente não saber, nossa alma dizer para onde quer voltar….

Que mais poderia eu dizer? Tenho Saudades!