Quis
escrever uma coisa meio … diferente, somente para impressionar ou simplesmente
surpreender…
Muito
procuraram formulas matemáticas através da física, vocábulo, ou cultura geral…
sem conseguirem descrever algo tão pequeno e tão grande …
Mas serão
suficiente as palavras ou formulas matemáticas para descrever um
vazio?
Nunca fui
capaz de sentir parágrafos nem exclamações.
Não encontrei uma forma de o fazer.
Um dia não
quis escrever… Eu escrevi! Demasiadas de palavras que hoje não existem.
Extintas
entre cadernos antigos, outrora instrumentos do meu âmago. Mas
há
momentos que as palavras não passam de meros ruídos inúteis.
Um fio de
esperança planeou escrever algo, doce, mas, havia algo … um amargo… travo de
agonia pulsando, lutando contra o maré… talvez
o ondular da sensatez e medo nos seus pontos de contacto.
Expor
minuciosamente um vazio… uma coisa bem dolorosa, não para magoar, nem fazer
lacrimejar. É tudo o que sai… ou deixo sair. Um resto de cores do pensamento.
E
dei com a caneta caída nas areias da ampulheta.
Não, não era
com o intuito de ser notado por ninguém. Não sei que tempo passou e quantos dias
se passaram no vazio do olhar.
Das
fraquezas apenas vi o medo manifestar…. de um jeito que fosse voraz e que fosse
capaz de esticar um vazio no papel, para que não faltasse nem um pedaço
incompreendido…
Pensamentos
diversos vão e voltam entre a angústia, a ânsia e o tormento.
Nem que o
repetisse mil vezes, seria capaz de transmitir o seu tamanho aqui dentro. Da
memória, o vácuo da presença assim
como as lembranças...
Na Paz fria
e esmagadora, aos poucos,
entro na solidão e a descrença corrói a ilusão.
Como quando
nada de interessante acontece e tudo o que antes era grande… acaba pequeno,
fazendo parte de uma rotina meio monótona … e a rua
abandona a nostalgia.
A vaidade, é
o seu ridículo… É um chorar
por nada... não para
alguém. Num futuro não muito distante despertasse a vontade de me entender…
Que posso eu
querer… lutar
para que não se apague a esperança...
Nas
horas que
seguem inexoráveis, escravas de tempos implacáveis …
tentar manter a luz acesa


