quarta-feira, 14 de março de 2012

Fotos ao amanhecer…

Teu olhar intrigante! Teus pensamentos penetrantes…

Mas por dentro sei… estás feliz!
Lamentos dissipados pelo ar … quiçá por um segundo… num amanhecer profundo.
Ao selar um sorriso, perco-me no teu olhar, de alma farta…
Melindrado pela beleza ofuscante de luz que nos envolveu, teus lábios, beijar… tua pele aveludada como seda, diz-me para eu ir… e encarar o amanhecer… tua foto ao acordar...

Muitos foram os sinais, de que algo mudava,
E contemplo-te, menina mulher, olhos nos olhos…

Dormias o sono dos justos, intenso, deitado num mundo instável… onde nada acontece por acaso.
Uma bela mulher, uma expressão, num sonho jamais real...

Tua foto ao amanhecer, mexe-me com o coração, sem mágoas, sem ódio, coração sem maldade…
No olhar… pareces perdida.
Voando nas asas do desejo, a tua ânsia de vida, os teus ensejos…
Sei que não é a foto do momento…

Mas… vejo-te realizada e feliz vibrante e fenomenal...
Teus olhos brilham, iluminados pelo mundo…
Iluminados pelo coração!

Navegando no mesmo mar que tu, aquela tua foto ao amanhecer…
Agora sim! Vejo-te… mulher…
Assim!

Viver um sonho perfeito... Muito mais que uma menina suspirando por ondas e marés…
Viver no paraíso, num sonho que não quero acordar…
Acordei em paz na esperança de viver um novo dia … feliz!
E tu … tu princesa...
Eu, tu e o teu amanhecer…

quarta-feira, 7 de março de 2012

A sombra que se quebra

Meu amor, o que encontras…
Nunca vou esquecer, teu fosso de silêncio, que estava vazio, que guardo de ti.

Cais, às vezes, e voltas, rancorosa e ferida, no teu abismo na solidão errante….
A minha palavra em teu poço fechado… sem que tu a orientes, voltará a ferir-me.
Quem te ensinou os passos que até mim te levaram? Não acharás, esse instante!
Tira-me o ar, com esses olhos cansados! A repentina onda do teu riso … ah... ao encontrar teu riso, à beira do mar, em pleno outono, aquela flor que esperava, a lua que te ama, deste jeito grosseiro, como uma só porta fechada, caminhas pela sombra.

Talvez teu sono se tenha separado do meu. Ris-te da noite, como se antes de ser, as tivesse tocado, tuas mãos, por que as reconheço, até tua presença!
Deixa-me que te fale também … com o teu silêncio…

Dormi, despertei! Se cada dia cai dentro de cada noite, voando sobre o tempo, essas asas sobre a primavera, e tua boca cintila como se me chegasse da vastidão que nos rodeia.

Andavam dias iguais a perseguir-se. Perguntas que se insistiam na areia. Sabes... são mais tristes os portos ao atracar da tarde.

Esperemos…
Acontece…
Nem a noite, nem o sonho levantam e fazem… outros dias que não têm chegado, ainda… amargos ou preciosos que cresceram comigo, mas ninguém entrou. E por fim, correm pelo mar rumo a onde não chegam.

E desde então, não sei mas ... sou porque tu és…