sábado, 17 de julho de 2010

Como eu te vejo...

Em poucas palavras como eu te vejo...


Sinto muito em saber que as amizades levam as pessoas para o fundo do poço…

Olho dentro de ti… os sonhos de uma bela e inteligente menina que ficou por um instante abandonada no passado quando o sorriso saía de seus lábios … sincera nos seus meandros, complexa na sua profundidade, serena no terno olhar…

E vejo flores num campo delicado… apenas por sentir que era hora de sorrir… o teu belo rosto se faz em verdade mas além da mentira do mundo… Onde a calma e a paz estão cada dia mais com seus encantos por bem-estar numa busca desenfreada pela vida fora, daquelas que sabes que um dia chegará…

Vejo nesse teu íntimo para lá da maldade do mundo que se esconde em falsos sorrisos… Breve vem a noite... que a sombra das árvores me oferecem e me faz aliviar de forma tranquila porque interrompes com o fechar dos olhos procurando a utopia perdida de uma menina num sono pesado…

E fito dentro de ti… que é destruído por pessoas que se dizem aliados mas que nunca estão presente na ocasião da derrota, em que alguns astros tremeluzem como se fossem o teu olhar e voltam para a sua existência e reconquistam os teus sonhos de menina, no caminho do horizonte do teu destino… ao mesmo tempo que galanteia o futuro…

Mas essa luz que acende no meu caminho… faz-me decidir entre o poeta e a solidão… que me faz sorrir … e chorar…

E quando vem o sono, já noite dentro… deito-me, solitário... Fica aqui assim a busca da paixão, sem necessariamente saber a direcção e … as estrelas sorrirem…

Começo a sonhar algo que quase sempre não me lembro.

Apago a luz e olho para ti... Ao passar das horas as estrelas desaparecem... mas a sensação passa, que me alguém abraça…

O tempo vai-se... e breve é o amanhecer, somente a certeza de se alçar nesta imensidão… olho para dentro de ti...

Não deixo de ser o que sou, porque alguém quer que mude...

Mais que a vida... Quero viver com intensidade…

Não deixo de viver a minha vida... Revelo-me, mostro que tenho garra, que não sou apenas mais um rosto na terra... Não apenas mais um mero passageiro da carruagem do tempo, que se destaca na roda das horas, num olhar mais além do movimento.

Olho para ti… e … mais que a vida... tenho os meus problemas, tenho amigos, tenho família...não quero depender de ninguém para viver a minha vida, porque esta é minha… na forma de senti-la, conduzir e não ser conduzido, no sentir a plenitude de viver.

Ensinaste-me e eu aprendi … e de como tudo pode ser vivido travo as batalhas com sabedoria, não piso, não humilho, sou o mais sincero e honesto possível…

Mais que a vida... amo incondicionalmente os amigos e a família, a alegria, o bom humor, a risada descontraída, o amor...

Vivo a vida! Nunca mudo, porque senão, pergunto-te: QUEM SOU EU? QUEM ÉS TU?

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Vi-te… mas não te quis ver

Volto aqui, a este pequeno recanto, para … estranhamente falar do mesmo... de ti.

Dois olhares, velozmente se cruzam … e com vontade não consigo … chorar, ultrapassar… Vi-te, mas não te quis ver;

Tentei olhar para o lado, mas não consegui … por isso… e só por isso fechei os olhos… naquela luta interna entre a desilusão e o medo, aquele segredo que sinto e o achar que não mereces ceder uma única lágrima…

Talvez esteja a imaginar e a idealizar coisas demais, e o tempo volta jamais… a verdade é que não me entendo. Passaram anos, enganos sublimes esqueceram, venceram o cansaço de querer ultrapassar o medo… Lutei contra o meu coração durante dias e dias, como se amar fosse algo que não estava certo para mim… Tentei esquecer o sorriso maravilhoso que me fez ficar cativado, mas apenas consegui pensar nele a cada instante, distante na luta por um futuro…

Afinal nem sei quem és, o que pensas ou sentes. Neste momento és apenas aquilo que eu gostaria que fosses. O medo de saber quem és… mas… és apenas aquilo que eu gostaria que fosses para mim.

Não te vi ou pior … não te quis ver. Não por falta de vontade porque no íntimo morria para poder provar o teu sabor talvez existisse algo mais forte… que eu (forte demais até), que me impediu de te procurar, de te olhar nos olhos e de te dizer: “- Estou aqui, sou teu”.

Ainda estou a deixar de olhar para trás… viste-me. Ao contrário de mim, enfrentaste a realidade e combateste o teu medo: tomaste a iniciativa.

Preso em mim mesmo não consegui dizer nada, apenas olhei para ti, mas não te quis ver… porque sei que se te visse, não saberia o que dizer… como fazer para te fazer sorrir…

Quebrei o silêncio com um simples “olá”… após todos estes anos um “olá”… talvez fosse a pressa… num mundo preso a um relógio… ao tic-tac da torre da igreja… como uma desculpa dolorosa, como de quem não te conhece… como é de facto verdade… nunca te quis conhecer, verdadeiramente, por medo… medo que não significasse nada para ti…

Afogado em mágoa e culpa, tentei encontrar-te em pensamento, mais tarde, mas era tarde demais. Nunca me culpei tanto como me culpo hoje. O que podia ter evitado… O que podia ter resolvido… Mas não o fiz, apenas porque não fui capaz de lutar contra mim mesmo.

Desculpa não ter dito o que devia… desculpa não ter lutado por te merecer.