terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Continuas a fingir…

A vida é demasiado curta para perder uma parte preciosa… a fingir.

Fizeste-me tentar, sonhar naquela noite…
Quiseste que a canção fosse apenas… com frases gastas, tão usadas…





Tu és… irregular…

Cantaste a melodia, num cenário de palavras…
Pintaste a luz do dia com versos e refrão…

Podes fingir…
Vamos inventar a nossa história… deixar a história descrever…

Ao recordar meu passado, senti uma grande angústia…
Deixar olhar-te nos olhos por mais de um século…
Ao arriscar prever o futuro… deparei-me com a incerteza…

Conheço as palavras, essas que aparentas ouvir, aquelas que te fazem experimentar…
Então, resolvi viver o presente, raízes com o passado…
Porém, com a confiança de criar o futuro com um hoje conquistado.

Não conheço esse ser, quem realmente és…
Qual o teu lugar… de onde vens

Finges ser quem és… finges quem queres ser…
Talvez, tudo bem…


Podes fingir…
Firme nas frases do vento… posso ler os pensamentos,
Sei dos teus medos ocultos e o que estás a imaginar…
Há um desejo no teu sorriso, um sorriso nos teus olhos…

Será que tens alguém, finges que não gostas quem não ambicionas ser…
Falam que não gostas de ninguém,
Terás tu a magia… ou escondes o teu ódio!
Com o poder na tua mão, escreveste a luz do dia…




Não conheço esse ser, nem de onde chegas…
Finges ser quem és…
Mas, por muito que persistas fingir,
Nenhum fingimento dura para sempre...
No fingir do silêncio, mentir é a palavra que paga a pena perpétua…

Podes fingir, mas por tudo o que te dei e o que nunca te pude dar... não me mintas…

“O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente. ”
Fernando Pessoa

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