terça-feira, 9 de janeiro de 2018

A vida é curta...

O mundo é muito vasto. Tão grande e maior que a vida.
A vida é curta… demais…

Digamos que somos apenas um acaso aqui só de passagem.
As vezes um oi,
…um abraço,
…um carinho,
…um olhar,
…um sorriso

… ou …

..um bom dia podem fazer uma diferença gigante la na frente

A vida sem graça, sem cores, sem razão ou amores…é uma vida sem felicidade. E ela é simples e só necessita de um sorriso... de um gesto... um olhar...

É preciso notar mais os detalhes, viver de verdade do momento.
Parar de viver no automático.

Olha para ti! Estás a desperdiçar a tua vida, aí deitado na areia o dia todo.
Resistir até resisto, mas face ao desconhecimento e ausência de pensamento crítico que reina por aí … Desisto!

As representações e construções sociais mais ou menos elaboradas deram lugar a cultos e rituais, mais ou menos complexos. Á ideia de que esses determinados momentos como que regressassem aos lugares onde tinham vivido ou, mesmo, que quem nem sequer se chega a outra grandeza.

E a vida é curta…

Mas teimosia a minha, querendo tirar as duvidas das minhas desconfianças.

Em paz vou,
O mundo espera por mim,
E a vida também!



domingo, 7 de janeiro de 2018

Quando o silencio fala

Já não dói mais como doía...

Aí um dia voltas a fazer aquilo, que sentias saudades, de coisa simples e banais.

… Um chocolate quente…
… Um dia de praia ao acaso…
… Uma mensagem inesperada…

O chocolate já não tem o mesmo sabor… nem a praia o mesmo cheiro. Talvez a conversa inesperada já não exista. Ninguém sabe de ninguém. A vida é mesmo assim. Conversas ficam perdidas pelo tempo, pela sua inexistência. São opções… talvez tuas… talvez minhas… talvez da vida.

Não dói mais como doía e há um lado muito triste nisso. Talvez... que bom... que pena!

Ando com os dedos meio surdos que apagam mais dos que escrevem. Talvez seja uma fase de silêncio. Boicote a mim mesmo. Sim eu deveria dedicar-me a mim mesmo em exclusividade. Não gostas… Não olhes. Segue o teu caminho.  

Ainda assim, meu coração permanece perdido, num buraco cheio preenchido de um vazio ensurdecedor dos seus próprios objectivos, desejos e sonhos.
As vielas ingremes, desprovidas de lembranças… preconizam entre esquinas, memorias vazias de cores. Já não tem o mesmo sabor que eu recordava.

Ainda sinto dores na alma que se manifestam de um jeito estranho. Mas ficou só para mim. Esses anos que se passaram foram difíceis, e creio por isso, no silêncio...
Mas só agora ficou claro.

Uma parte de mim está dando lugar a melancolia, do que ficou para trás…

Ciclos encerraram-se na minha vida, e eu nem sabia que isso estava a acontecer.
Já chorei, eu sofri, e eu não entendi, mas mesmo assim, eu seguia em frente. O passado ainda existe dentro de mim, se não como uma lembrança do que vivi. 

Sofro de indignação.
… de quando me perdi de mim,
… de me ter dado demais,
… de me ter me envolvido em algo que não era para mim, que não tinha a ver de facto com a minha identidade, ao contrário, por ter me perdido dela.
… por ter assumido historias e destinos que não me cabiam, papéis que não eram meus.
… por que muita coisa que eu aceitava sobre mim, quanto a firmeza do meu EU, a nitidez do quanto eu quero da vida… e tudo isso… não era tão sólido assim!!!

Por isso, chorei por mim...
Lamentei por mim...

As vezes o silêncio é palavra...
Não vou falo mais comigo. Será como um ritual de passagem, para ocultar a dor, porque mudar sempre dói, crescer dói… não ter com quem crescer dói ainda mais… e isso, deixa marcas.

Há muito tempo que não escrevia.
A minha memória se apaga para que eu possa ser eu e não carregue essa sensação…

Das conversas perdidas
Os toques das recordações
Os encontros fotográficos
Esperanças e sonhos desvanecidos
Apagando os cheiros e os frios na barriga.

Mas é triste, porque esta memória protectora, quando apaga suas cores aqui dentro… apaga uma parte de mim. Não lembrava mais as cores. As cores tiveram que ser reparadas... e foram!!!
A cada dia tudo vai ficando distante...
Aos poucos uma parte de mim vai dando lugar a melancolia.


E agora? A vida é a arte de seguir em frente, e devagar, no tempo que o meu peito conseguir.
Vou mastigar o que tiver de engolir, e digerir as palavras e acções. Depois desta indigestão, o meu sorriso voltará a surgir, mesmo que triste e a manifestações de vida serão naturais.

Porém isso não existe na palavra “sacrifício”.

Isso muda tudo!