sexta-feira, 25 de abril de 2014

Livre


Este peso que se arrasta, que me atrasa, que me faz parar. 


Tudo trago na bagagem, o passado, preocupações, tristezas, medos…
Parei, leve… alarguei por momentos, o peso dos ombros, a bagagem que carrego.

Dispenso mais um segundo, um minuto, uma hora, um dia.
Pois … um dia!

Um dia levantei, mais uma vez, forcei a contra vontade. Senti o peso … e senti a liberdade, mais do que a idade… mais que doa a saudade.

O tempo é o meu segredo e ninguém vai saber. Mais do que silencioso, leve, leva e nada diz, nada conta… nada te conta!
Temos vidas diferentes, e não sou perfeito.
Somente… querias que eu fosse ….
Fizeste com que eu fosse diferente…
Aliás… indiferente.

Então resolvi calar… e aprendi o valor do silêncio.
E o silêncio calou-me?
Silenciei os meus erros…
As minhas verdades…
As minhas opiniões…
As minhas frustrações!

E mais uma vez caminho sobre as nuvens com aquela velha musica:
“I can’t help my self, … I am going crazy”
Soltei o paraquedas e saltei, larguei tudo e não olhei para trás.


Não olhes. Já fui. Já parti, não parei, e não tornei a olhar.
Senti as asas pairar, leve, levemente, somente eu e o mundo
Longo o caminho, levo comigo carinho na algibeira, ladeira de amigos e comparsas, graças, momentos e pensamentos.

Caminhos que percorro, caminhos que tropeço… por onde livre corro e sinto que mereço.

Cresci, mudei, alcancei…

Sabes que mais!
Hoje sou livre…